segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

"Bohemian Rhapsody" em análise

A Música é das coisas mais fascinantes que há no nosso mundo. Pode ser criada desde qualquer coisa para fomentar todos os tipos de emoções. E, claro, havendo imensos géneros e milhares de milhões de músicas por aí para que cada um possa apreciar, há sempre uma banda ou artista que toda a gente gosta de ouvir, independentemente de ser o estilo de música de que se gosta. E penso que toda a gente concordaria se o nome Queen viesse ao de cima como referência a uma dessas bandas, sem qualquer tipo de exagero. 


Quando soube que um filme sobre os Queen – mais precisamente sobre Freddie Mercury – estava a ser produzido, a criança em mim que ouvia “Flash” diariamente gemeu e gritou histericamente (agora sim, estou a exagerar) pois finalmente teria a oportunidade de pelo menos ouvir muitas das minhas músicas favoritas num local quase equiparado a ouvir a banda num palco. O único senão: Bryan Singer, o polémico realizador que ainda hoje causa escândalo atrás de escândalo graças às suas infames festas, sendo também ele uma das razões pelo qual há recentemente muitos ataques aos Óscares – e ao próprio filme - deste ano, devido à injusta nomeação que o filme tem e tendo ele a fama de pedófilo que tem – sendo esta uma das razões que leva os Óscares a não nomear outros artistas para concorrerem ao prémio, como aconteceu com o James Franco no ano passado. Mas não iremos por esses caminhos e vamos focar-nos no filme em si. 

Eu não vi o filme até recentemente. Sim, o filme saiu Outubro no nosso país, mas parece que teve tanta audiência que decidiram voltar a colocá-lo em sessões IMAX. E, tendo em conta as nomeações técnicas que este teve, a melhor opção seria ver o filme nesse mesmo ecrã, que foi o que decidi fazer – levando a Joana atrás. Estava ela com medo de desperdiçar 11€, mas afinal foi muito mais do que ela esperava. “O filme pode ter todo o ódio que tem por causa do Bryan Singer, mas não podem dizer que o filme em si não é incrível!”, diz ela no fim de um dos melhores finais já vistos (e ouvidos) naquela sala. E ela, de facto, tem razão. 


Todos os atos musicais, do início ao fim do filme, são um deslumbre de se ver, e a qualidade sonora masterizada é um paraíso de se ouvir. Ver o filme em IMAX complementou uma experiência desigual que me deixou a estremecer durante o ato final inteiro. Para além disso, as cenas mais suaves são para vermos as vidas dos artistas, apesar do foco na vida de Freddie, onde temos as perspetivas das pessoas que o rodeiam e a dele. 

Entendeu-se nesses momentos o porquê de Rami Malek ser o maior concorrente para o Óscar de Melhor Ator este ano. E quase de certeza que será ele a ir com ele para casa, e com muito agrado meu. O problema de ele se destacar tanto é por ser o Freddie Mercury, por isso a maior parte da audiência está de olhos postos nele, enquanto os outros atores, que estão igualmente bons, não têm tanto destaque por não os verem tanto, apesar de fazerem tanto.


Algo que achei que fizeram desnecessariamente foi alterar certos eventos na história dos Queen para apenas ter um certo ponto emocional no ato final. Tendo em conta que muitos de nós conhecem muito bem o vocalista, não penso que tenha sido necessário alterar a história de tal maneira, pois apenas serviu para irritar alguns fãs de longa data (que foi exatamente o que aconteceu). 

Fico feliz por ter arrastado a Joana comigo a ver este filme, visto que ambos já estávamos com esperanças de ver o filme em casa, cada um no seu cantinho do sofá. Posso ter dois ou três sistemas de som Dolby para ver filmes espalhados pela casa, mas, agora que o vi, percebi que arrepender-me-ia por completo se tivesse deixado passar a oportunidade de ouvir os Queen como devem ser ouvidos, apesar de não terem sido contados conforme a história nos disse. Pode tocar todas as notas habituais de um filme biográfico, mas isso não arrasta para trás o trabalho feito pelo elenco nem pela realização musical – seja esta toda de Bryan Singer ou não - e a técnica abordada.

8/10
SOBRE O AUTOR

Apreciador e colecionador de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man (2002) de Sam Raimi.

9 comentários:

  1. Infelizmente ainda não consegui ver e já ouvi falar muito bem, mas também conheço quem tenha ficado desiludido com o filme! Beijinhos
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  2. Nunca vi este filme!
    r: Também tenho uma coelhinha eheh. Não, a Lucky não é a cadela que tenho na fotografia do post, mas se a quiseres ver podes ir ao meu instagram (@simple_girl_s2). Beijinhos querida :)

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  3. r: Andei à procura no blog de fotografias dela e encontrei uma relíquia eheh
    Podes ver aqui: https://orefugiodasimplegirl.blogspot.com/2015/08/wish-list-ter-um-cao.html

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  4. Gosto de todo tipo de música, desde que tenha qualidade. Quanto ao filme não me posso pronunciar, porque ainda o não vi!

    Boa noite e continuação de boa semana.

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  5. Eu tenho tanto medo de ficar desiludida com o filme que ainda não o vi, mas como 8 estrelas é uma boa cotação vá fico com menos medo...
    R: Eu nunca leio a sinopse dos livros, porque tenho medo de levar com spoilers. No entanto, Joana só cá entre nós as duas, tenho de admitir que eu por vezes compro os livros mesmo só por causa da capa. Quem nunca? Vá mais ainda não tive uma desilusão xD

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  6. Tenho lido imensos comentários sobre o filme, mas confesso que não está no topo das minhas preferências. Não quer dizer que não o venha a ver, mas para já tenho outros que me são mais prioritários. Ainda assim - e independentemente disto -, é maravilhoso perceber que um filme nos arrebata dessa forma :)

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  7. obrigado :)

    não sou muito de ver filmes, para ser sincero, mas já ouvi falar imenso sobre este que tenho de o ver em breve!

    NEW REVIEW POST | YSL: ALL HOURS FOUNDATION!
    InstagramFacebook Official PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  8. Em primeiro lugar, muitos parabéns aos dois pelo blog. Relativamente ao filme Bohemian Rhapsody foi só o melhor filme que vi no ano passado. Confesso que sou fã dos Queen mas tentando analisar (objetivamente) o filme penso que a interpretação de Rami Malek é soberba retratando fielmente os comportamentos e as atitudes de Freddie Mercury (entreguem-lhe já o Óscar de Melhor Ator). A realização de Brian Singer é eficaz (associar ao filme a vida pessoal do sr. é simplesmente parvo, embora seja isto que acontece nos tempos que correm do politicamente correto) e a música é só muito boa música como só os Queen fizeram. Em resumo, um (muito bom) filme a não perder e a ver em IMAX.

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  9. Tenho lido e ouvido críticas fantásticas sobre este filme, mas ainda não lhe dei uma oportunidade. Vou fazê-lo assim que começar a maratona de filmes nomeados para os óscares :)

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