domingo, 17 de fevereiro de 2019

"Feliz Dia Para Morrer 2" em análise

Em 2017 estreou Feliz Dia Para Morrer, realizado por Christopher Landon e escrito por Scott Lobdell. O filme apresentou-nos a protagonista Tree Gelbman (interpretada por Jessica Rothe), que, certo dia, foi perseguida por alguém com uma máscara de bebé (a mascote da sua faculdade) e foi apunhalada até à morte. No entanto, no dia a seguir Tree volta a acordar e começa assim a viver o mesmo dia e a morrer vezes e vezes sem conta… Até conseguir impedir que o assassino a mate. 

Este é um filme que, no geral, é bastante divertido, em grande parte devido à protagonista carismática que nos apresenta. É engraçado ver como esta vai lidando com o facto de estar presa a um só dia, que por acaso é o seu aniversário, e o modo como tenta compreender o que se está a passar e vai evoluindo, tornando-se numa espécie de sobrevivente guerreira. 


Apesar de o filme ter bastante humor, o que nos levou a achar-lhe uma certa graça (que levou ao seu sucesso nos cinemas), apresenta uma história que, à partida, terminaria ali… Mas isso não aconteceu e, então, cá estamos nós com Feliz Dia Para Morrer 2

A primeira coisa que pensei quando soube que este filme estava em produção foi que muito provavelmente seria como o primeiro, pois achei que a história já estava esgotada e não havia mais para mostrar. Mas tentei colocar essa ideia de lado e lá fomos nós ao cinema… 

O filme começa por focar-se num amigo de Tree, a quem está a acontecer o mesmo. Mas não tarda começamos a ter um lado científico que tenta explicar o porquê de as personagens estarem presas a um dia: uma experiência quântica, capaz de alterar o tempo e a dimensão. É  quando começamos a ter acesso a este novo tipo de informações que o filme regressa a Tree e começa a assemelhar-se mais ao primeiro – com tentativas por parte da protagonista de perceber quem é o assassino e de tentar ajudar os seus colegas na experiência que voltou a levá-la para o dia do seu aniversário. 


Logo de início, percebe-se que o filme tem alguns problemas em explicar o lado científico (que é a sua base). Depois existem também dificuldades em deixar explícito o tempo e o espaço em que cada cena acontece, o que torna tudo bastante confuso. No final, parece que temos pontas soltas por todo o lado. 

As partes mais engraçadas não trazem nada de novo, pois são idênticas às do primeiro filme. Felizmente, foram acompanhadas com uma banda sonora interessante, o que até teve a sua graça, mas não deixa de se tornar repetitivo e, às vezes, até um pouco pateta. 

É preciso, no entanto, dizer que a protagonista continua carismática como no primeiro filme. Talvez mais até, porque finalmente conseguimos ter acesso a um lado da sua vida que ainda tinha sido pouco explorado, tornando-a mais interessante.


No final, o filme apenas complica um pouco a história e apresenta um argumento com muitas falhas. Esquece todos os elementos de terror que o primeiro teve e tenta aproximar-se do género de ficção científica. Acaba por ser apenas uma sequela que era completamente desnecessária… E o pior é que parece que não vamos ficar por aqui.
5/10 ⭐
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

6 comentários:

  1. Este nunca vi, mas já vi do género. Sinceramente não é o tipo de filme que me agrade, parece que acabamos por ficar presos ao mesmo também ahah

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  2. Ainda não vi o primeiro, mas acho curioso o seu conceito. Talvez lhe dê uma oportunidade. Já o segundo, atendendo à tua partilha, não me atrai tanto. É pena quando não conseguem dar uma boa continuação a ideias que tinham tudo para resultar, desde que bem exploradas

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  3. Feliz dia para morrer,
    cada um com a sua ideia
    mas eu antes quero viver
    do que morrer na miséria!

    Continuação de boa semana cara amiga Joana Grilo.

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  4. Melhor dizendo. NA miséria prefiro viver. Do que com muito dinheiro morrer!

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  5. Ainda não vi o primeiro, mas quero fazê-lo para poder ver este. O mal das sequelas é mesmo esse, quererem fazer muito e depois ficar muito aquém, sendo completamente desesperado :/

    R: Muito obrigada pelo teu comentário à última publicação. Não imaginas como é bom sentir todo o vosso apoio e concluir que o ser anónimo não faz com que não nos conheçam.

    Beijinhos

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