quarta-feira, 13 de março de 2019

“Dragon Ball: Rivais Perigosos” e “O Ataque do Super Guerreiro” a rebobinar

Bem, cá estou eu outra vez a falar do Broly. Eu pensava que agora apenas voltaria a pegar na personagem quando fosse altura de falar sobre o novo filme, mas aparentemente há pessoas que, inconscientemente, me odeiam e me pedem para escrever mais… Especialmente tendo em conta o terceiro filme da trilogia original do Broly… Pois, ora cá vai! 

Devido ao imenso impacto em redor da nova personagem da já longa série de filmes do Z, os fãs começaram a pedir por mais e conseguiram duas sequelas seguidas, no mesmo ano (pelo menos no Japão, não posso dizer ao certo por cá), onde a personagem volta para ser o antagonista principal, algo que apenas teria acontecido com a personagem Cooler, irmão de Freeza/Frieza, mas que apenas teve direito a uma sequela – Os Grandes Rivais e O Poder de 10 Milhões de Guerreiros, ou O Poder Misterioso, respetivamente. 


Acho que posso dizer que Rivais Perigosos é uma sequela que fica um pouco aquém das expectativas, pois sente-se um pouco desnecessária. Não é mais do que uma continuação à demonstração da besta quando esta está fora de controlo, com pouca razão para gastar fita. Não está claramente aos calcanhares do filme que o antecede, pois falta-lhe uma razão para continuar a destruir e a lutar com tudo o que este se cruza. No filme anterior sabíamos o porquê de este fazer o que fazia, e com o seu pai ao lado tornava-se numa personagem um pouco mais simpatética e reconhecível, enquanto neste filme não passa de uma espécie de metáfora de uma força da natureza que é incontrolável e indestrutível, que continua a odiar o Son Goku pelo mesmo motivo do filme anterior. 

A história sente-se, também, como um episódio filler – mas visível - para a série, onde as personagens decidem apenas procurar as bolas de cristal para sua própria satisfação infantil, ou seja, bastante simples e genérico, o que torna a porção inicial do filme um pouco aborrecida. A segunda metade do filme é apenas uma desculpa para vermos o Son Gohan a levar tareia a torto e a direito, porque numa altura em que Son Goku está morto, acima de tudo, torna-se um bocado complicado torcer por personagens que sabemos que mal conseguem enfrentar o Broly, apesar de o filme nos fazer pensar que o conseguem. Que não seja por isso que o Gohan não tenho alguns momentos de ribalta durante a ação, pois se não fosse pela ação este filme não teria qualquer tipo de mérito ou salvação. 


No final de contas, sendo até mais curto que Uma Batalha Ardente, os interessados até podem dar uma vista de olhos e tentar tirar algum proveito da boa animação e de alguns momentos entre Broly e Son Gohan, pois estes ainda têm alguns momentos intensos, mas, certamente, irão sentir que a personagem teve um bom final no seu filme de introdução e que apenas se aproveitaram da sua força bruta para continuarem a trazer algumas cenas de luta devastadoras numa sequela… Algo que certamente não se pode dizer do último filme da trilogia de Broly, que é a verdadeira ovelha negra, e, até, talvez, o pior de todos os filmes da série Z

O Ataque do Super Guerreiro, ou simplesmente Bio Broly, é possivelmente um dos piores bocados de media que esta série televisiva tem. Não, não é mau ao nível do infame Dragon Ball: Evolution, mas mesmo antes desse filme ter a fama que agora tem já Bio Broly o antecedia. Sim, Bio Broly é assim tão mau e tratado por desdém por fãs tanto da personagem de Broly, que é obliterada por completo neste filme – e com obliterada quero dizer que parece que alguém decidiu despejar 💩 no design da personagem, literalmente -, como de Dragon Ball. Bio Broly trata a personagem de Broly como se fosse um regenerado leproso parecido com o Swamp Thing, de maneira a até dar dó à personagem pela maneira como tão maltratada foi. 


A história neste consegue também ser ainda mais fraca que o filme anterior, o que é dizer muito por si, dando muito menos razão para continuarem a trazer o antagonista de volta à vida. A maior parte das personagens são também subvalorizadas, e quem achou que Goten, Trunks, Krillin e Android 18 eram suficientes para combater com Broly… Apenas: wow. Daí, mais tarde, arranjarem uma desculpa pirosa para conseguirem derrotar o Broly, pois estas sozinhas não têm capacidade para tal, apesar de este nem sequer fazer nada de extraordinário. 
Enquanto que no Rivais Poderosos o Broly foi derrotado de uma maneira familiar e satisfatória, este é apenas uma maneira idiótica, como se apenas quisessem despachar com o final o mais rápido possível. 


Se forem ver algum destes dois filmes, aconselho em parte a ver o Rivais Perigosos, nem que seja para ver o Gohan na sua fase mais velha a ter uma luta a sério, pois mais tarde na série este ficará um pouco mais fraco. Mas em relação ao Bio Broly… Dificilmente conseguem tirar algum proveito satisfatório, interessante ou divertido nesta… coisa. Mesmo que tenham curiosidade para ver o quão mau é, ou apenas porque começaram a ver os filmes e querem acabar de os ver a todos… É um que podem apenas saltar por cima e esquecer a existência, pois não merece o vosso pouco tempo. Isto dito por uma pessoa que normalmente não odeia filmes e ainda encontra prazer em ver alguns incrivelmente maus... Quer dizer alguma coisa.
SOBRE O AUTOR

Apreciador e colecionador de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man (2002) de Sam Raimi.

4 comentários:

  1. Diogo, cá estou novamente e também gostei de ler esta tua nova análise. Sabes uma coisa? Estás a deixar-me muito curioso é com o Dragon Ball Evolution! Nunca vi, mas pelo que já li é péssimo. Não queres escrever sobre esse também? Abraço!

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    1. O Dragon Ball Evolution é tão mau que quando disse aos meus amigos que ia pôr o filme para a Joana ver eles disseram que me iam acusar de violência doméstica!

      Ainda estou a acabar de dar uns toques na análise ao recente filme do Broly, depois logo se vê!

      Muito obrigado por mais um comentário!

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  2. Oie Diogo =)

    Eu gostei muito de Dragon Ball até a era de Cell, mas depois disso as histórias foram perdendo a graça e se tornando repetitivas em meu ponto de vista.

    Os filmes para entretenimento quando você não tem mais nada para fazer devem funcionar, mas de verdade não tenho nenhuma curiosidade em conferir.

    Beijos;***
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.

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    1. Ola! :D

      Na minha opinião, devias ver, pelo menos, o primeiro filme do Broly e do Cooler. Se gostares desses, dá uma vista de olhos aos dois últimos que saíram antes do Battle of Gods (são tantos que nem sei os nomes de cor...)

      Beijinhos!

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