sábado, 20 de abril de 2019

"A Maldição da Mulher que Chora" em análise

Por esta altura, todos os nossos leitores já perceberam que temos uma certa admiração por filmes de terror, pois deve ser o género que mais vezes aqui referimos. No entanto, sabemos que muitas vezes estes filmes não são bem sucedidos e no ano passado tivemos um desses casos com A Freira. Agora chega A Maldição da Mulher que Chora, que é a mais recente adição ao universo The Conjuring, do qual o anteriormente mencionado também faz parte. Então, a grande questão antes de irmos ver o filme era: vamos ter algo bom, ou será apenas mais um filme como A Freira?

Desta vez, a trama inspira-se na lenda popular mexicana da Llorona, uma mulher que matou os seus dois filhos depois de saber que o marido a estava a trair. O filme começa mesmo por mostrar esse momento, introduzindo desde cedo esta lenda. No entanto, rapidamente se afasta desta origem e apresenta a família que será “amaldiçoada” com o seu choro. 


Logo desde o início do filme somos levados para os anos 70 e os cenários e guarda-roupa contribuem para formar uma certa nostalgia. Talvez por se situar perto da data em que se passam os filmes The Conjuring, é de notar que a cinematografia está muito idêntica à de James Wan, mas nota-se muito bem que não teve a sua mão. 

Como é natural nos filmes deste género, percebe-se que existem muitas tentativas de causar jumpscares e até são bastante bem executadas, pois sentimos uma certa vontade de não encarar o ecrã, com medo de sofrermos a vergonha de dar um saltinho na cadeira - quem vê filmes de terror sabe bem o que é ficar a olhar para a parte de baixo do ecrã, apenas para evitar um susto! 

Relativamente à Llorona, o facto de o filme contar a sua história contribui para que este se torne mais sentimental. No entanto, os momentos em que esta aparece pecam pelo facto de a sua aparência ser apenas estranha, talvez por as suas feições terem sido editadas em computador (parece ser meio quadrada), em vez de ter sido usada maquilhagem, como aconteceu, por exemplo, com A Freira – a maquilhagem ajudou a dar-lhe um pouco mais de realismo. 


Tendo A Freira sido a última adição a este universo, é inevitável fazer uma certa comparação entre estes dois filmes. Nesse, como tem sido bastante habitual, tivemos uma ligação direta a The Conjuring, com um final inesperado. Desta vez, a ligação é rápida e indireta, sendo estabelecida apenas através da figura da Annabelle (personagem que também faz parte deste universo). Eu diria mesmo que é até um pouco desnecessário, mas sempre ajuda a ligar tudo e agrada aos fãs.

No geral, eu diria que o filme foi bem conseguido, mas podia ter sido melhor. Algo a seu favor são as prestações bem conseguidas, especialmente por parte de Linda Cardellini, que é uma atriz bastante segura para o papel. Mesmo não sendo o melhor filme deste universo (e estando longe de ser uma obra-prima do terror), A Maldição da Mulher que Chora consegue entreter os fãs do género, ao mesmo tempo que explora uma lenda popular.

6/10 ⭐
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

6 comentários:

  1. A história em si até me deixa curiosa, mas filmes de terror não são mesmo a minha preferência :s

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  2. Eu sou super medricas e raramente vejo filmes de terror, mas quando vejo adoto essa técnica. A de olhar sempre para o canto do ecrã para ver e não ver xD

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  3. Estava ontem mesmo lendo sobre esse filme, e algumas críticas de autores brasileiros não foram boas sobre o filme. Gosto muito de filme de terror, de filme de todos os gêneros, e acho bem interessante a lenda da "Llorona", embora ela seja muito mais profunda do que esse filme, inclusive a primeira vez que ouvi falar superficialmente sobre a "Llorona" foi na cinebiografia da Frida, e sei que essa lenda é tema de músicas no México, de poesia, etc., então me parece bastante interessante que um filme aborde esse tema, mas pelo visto o filme acabou não sendo muito bom!

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    1. O filme está a receber críticas muito negativas, mas nós aqui na Companhia gostámos e achamos que foi uma boa adição ao universo em que se insere! Vale a pena ver... Quanto à lenda, admito que só fiquei a conhecer depois de ter visto o "Coco" da Disney, pois tem precisamente uma canção sobre a "Llorona"!

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