segunda-feira, 22 de abril de 2019

Dia da Terra com "WALL∙E"

Hoje é Dia da Terra, como, caso não soubessem, devem ter percebido assim que abriram a Internet e o Google vos presenteou com um logótipo decorado para celebrar a ocasião. Então, achei que era a situação perfeita para falar de um dos meus filmes de animação favoritos, que de há uns anos para cá tenho vindo a associar cada vez mais a este dia: WALL∙E

Realizado por Andrew Stanton e trazido até nós pela Disney e Pixar, o filme chegou aos cinemas em 2008, mas está agora mais atual do que nunca. Numa altura em que se fala das questões ambientais e do futuro do nosso planeta, este filme é uma espécie de apelo, se o virmos para além de um romance entre dois simpáticos robôs. 


Para quem nunca viu, passo a situar: a trama passa-se numa altura em que a Terra deixou de ser um planeta habitável, incapaz de produzir e sustentar seres vivos – basicamente, tornou-se numa grande lixeira, sem natureza, apenas com restos da vida excêntrica do ser humano. Na Terra, WALL∙E é o que resta; um robô de supermercado, com bom gosto musical, que vive constantemente a empilhar lixo. Até que um dia encontra uma planta, que decide preservar plantada numa bota. Quando EVE chega, uma robô com o objetivo de localizar sinais de vida na Terra, WALL∙E apaixona-se e dá-lhe a pequena planta. Isto faz com que depois EVE seja levada de volta para a nave espacial onde pertence e onde vive uma enorme comunidade de pessoas, que apenas conseguem “viver” naquele sítio, pois o seu planeta deixou de ser capaz de as sustentar. 

Algo que quando o filme saiu me entreteve bastante foram as sequências na nave: todas as pessoas existentes no filme são obesas, devido à grande evolução da tecnologia, capaz de fazer tudo por elas; o resultado é que ninguém se mexe e quando tentam andar parecem bebés a porem-se de pé pela primeira vez. Existem robôs para tudo, portanto para quê darem-se ao trabalho? É este o pensamento que o filme transmite, mas mostrando o lado negativo disto tudo. Sim, os robôs podem vir a ser capazes de substituir o ser humano em muita coisa, mas será isso positivo? No ponto de vista do filme, não é e é tão bem comprovado que se torna num verdadeiro “abre-olhos”. 


O filme transmite na perfeição a sociedade atual, demasiado dependente de tudo aquilo que existe para lhe facilitar a vida. Reparem que até as palhinhas são alvo de crítica, pois, diga-se de passagem, para que servem? Por que motivo temos de usar algo feito de plástico (e usamos apenas uma vez), quando podemos apenas beber de um copo? 

Ao transmitir primeiro o caos que se tornou o planeta Terra e só depois mostrar que os grandes culpados de tudo somos nós, o filme consegue alertar ainda melhor para um futuro que poderá não estar tão longe quanto isso, se não fizermos nada para alterar o nosso modo de vida. 

WALL∙E funciona como um grande alerta para todos os problemas que estamos a causar com os nossos hábitos insustentáveis. É um filme de animação, mas isso não significa, nem por um segundo, que não o devemos levar a sério, pois tudo o que transmite pode vir a tornar-se realidade. É devido a tudo aquilo que é mostrado que eu acho que este é o melhor filme para se ver no Dia da Terra: para refletirmos sobre o assunto.


Apenas como curiosidade, queria terminar por dizer que grande parte dos produtos que existem relacionados com este filme são feitos de materiais reciclados. No ano passado, precisamente para celebrar o Dia da Terra, a Disney Store lançou uma Pop Figure exclusiva (a da imagem) feita com 20% de material reciclado dentro de uma caixa com 80% de material reciclado. Com pequenos gestos destes, vamos lá...

Feliz Dia da Terra! 🌱
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

18 comentários:

  1. Eu não vi esse filme, mas o assunto muito me interessa, e a tua descrição sobre ele fez parecer ainda mais interessante, fiquei curioso! Um abraço! :)

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  2. Uma filme maravilhoso! E bastante inspirador *-*
    Adorei essa curiosidade

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  3. Não gostei do filme a primeira vez que o vi, dei-lhe nova oportunidade e consegui absorver a sua mensagem.
    Beijinho

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    1. Às vezes temos mesmo de dar uma segunda oportunidade a determinados filmes! 😊

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  4. Este filme é lindo mesmo. Intemporal, infelizmente...

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  5. Será que os Robôs não poluem? Podem não poluir, mas tiram postos de trabalho ao ser humano. Fala-se muito e é bem real o desemprego a aumentar. Para um lado os robôs, aliviam o esforço humano. Para outro lado prejudicam. O homem consegue viver sem robôs, mas não consegue viver sem pão. Coisas do mundo moderno. Não se pode ter tudo?
    Continuação de boa primavera cara amiga Joana Grilo.

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  6. Nunca vi o filme, mas é um óptimo programa para este feriado :)

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