terça-feira, 16 de abril de 2019

"Hellboy" em análise

Onze anos depois do sucesso dos filmes realizados pelo conceituado realizador Guillermo del Toro, a famosa personagem de banda desenhada Hellboy está de volta ao cinema num reboot fresco... Aliás, escaldante. Na semana de estreia foi logo alvo de duras críticas, mas ainda assim decidimos ir vê-lo.


Este ano está a ser demasiado marcado por remakes e reboots, o que, não querendo parecer uma pessoa antiquada com mente fechada, começa a chatear um pouco, especialmente quando a ideia transmitida é a de querer ultrapassar o original. E Hellboy é um caso excelente de tudo aquilo que não se deve fazer quando o objetivo é esse. 

Logo nos primeiros minutos de filme é notável o péssimo CGI e também, ainda pior, o péssimo argumento com diálogos terríveis que não lembram nem ao diabo. A história até podia ter a sua piada, mas está mal contada, por vezes com uma narrativa alternada, com uma péssima escolha de momentos para mostrar certos acontecimentos. Existem algumas sequências com a sua graça, mas pecam pela falta de original, pois parece que já as vimos em algum lado - no Hellboy de 2004, talvez. 


Pelo menos, uma coisa é certa: David Harbour, que é um ator com o seu mérito, até era capaz de dar um bom Hellboy, caso tivesse tido a oportunidade de o fazer corretamente. O problema é que tudo à sua volta é demasiado fraco e nem este consegue realmente destacar-se ao ponto de dizermos que assenta que nem ginjas no papel. Milla Jovovich, que interpreta uma poderosa feiticeira, é quem acaba por ter o pior papel, pois parece estar apenas destinada a ser cortada aos pedaços vezes e vezes sem conta...

Algo que me fez uma certa comichão foi notar que cada vez que o próprio Hellboy (que, relembro, é uma personagem completamente vermelha) vai à água, sai de lá mais claro... Maquilhagem à prova de água existe e sempre podia ter levado a um melhor resultado! Choca-me um bocado não terem tido esse cuidado.


Enfim, se o original é bom, para quê tentar reinventá-lo e, acima de tudo, deixar as pessoas a aguardar com a expectativa de que vão receber algo bom, quando depois o resultado é apenas um filme cheio de sangue e violência gratuita, com uma péssima edição e um argumento terrível? Não se entende... Mas vá, apesar de tudo ser péssimo, ao menos uma pessoa consegue divertir-se – se for admiradora de filmes maus.

3/10 ⭐
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

14 comentários:

  1. Quando há esse objetivo de reinventar, convém que o resultado seja mesmo bom :/

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  2. É sempre um risco enorme reinventar um bom filme, ou um filme popular, porque as expectativas vão estar muito mais altas. Para isto realmente mais valia estarem quietos.

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  3. Um filme com qualidade,
    a quem o vê da plateia
    de ficção ou realidade
    agrada, ninguém chateia!

    Tenha uma boa tarde Joana Grilo.

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    1. Neste caso, chateou bastante pela falta de qualidade! 😜

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  4. Oie Joana =)

    Confesso que Hellboy nunca me chamou a atenção, tanto que nunca vi a versão anterior e tão pouco sabia desse remake.

    Mas, é uma pena que ao invés de apresentar uma proposta melhor essa nova versão não te agradou. Infelizmente, tem coisas que é melhor deixar quieto mesmo...

    Beijos;***
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.


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    1. Recomendo os filmes originais! Este remake, de facto, mais vale nem conhecer! 😅

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  5. oh fico com pena, porque adoro os filmes do Hellboy...
    R: Boa Páscoa com muitas amêndoas!!!

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    1. Vamos apenas esquecer que este existe, então! Hehe! 😜

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  6. Não faz muitos o meu género de filmes, e se é assim tão mau, já nem quero ver.
    Os produtores têm que ter mais cuidado com os remakes que fazem, são sempre um risco enorme, porque têm de estar à altura do original e das expetativas dos fãs do original.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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