quinta-feira, 18 de abril de 2019

"Mr. Link" em análise

Como já devem ter percebido, eu sou uma grande fã de filmes de animação e desde há uns tempos para cá tenho vindo a admirar ainda mais aqueles que recorrem à técnica do stop-motion. A Laika é um estúdio que já é mundialmente conhecido pela qualidade das suas longas-metragens. Depois do sucesso do primeiro filme, Coraline, naturalmente qualquer nova estreia é aguardada com expectativas altas. Agora, o estúdio apostou em algo um pouco diferente e apresenta-nos Mr. Link, que conta a história de um homem-macaco, um Yeti, pé-grande, o que quiserem chamar. Posso dizer, desde já, que desta vez não temos algo tão sombrio como é costume vindo da Laika.


A narrativa começa por introduzir Sir Lionel Frost, excelentemente dobrado por Fernando Luís na versão portuguesa, um investigador de monstros e mitos. Depois de ser afastado pelos seus colegas da alta sociedade, este parte numa viagem para o Noroeste do Pacífico dos Estados Unidos, com o intuito de provar a existência de um homem primitivo, a criatura lendária que é Mr. Link – a quem César Mourão entrega a voz, com um carisma irónico, tão dele característico.

O início do filme dá-se de um modo lento, pois pretende introduzir Leonel Frost de maneira a entendermos os seus objetivos. É apenas quando Mr. Link – assim denominado por Frost – aparece em cena pela primeira vez que a narrativa começa a ter um tom mais cómico, pois esta é uma personagem que não entende sarcasmos, leva tudo à letra e age sem pensar. 

Visualmente, mais uma vez a Laika mostra o seu valor, com cenários pensados ao pormenor. A técnica de stop-motion, assim como a própria história, ao início parece ter movimentos lentos, mas à medida que o filme vai avançado os movimentos tornam-se mais naturais. No entanto, é de realçar que existem alturas em que os acontecimentos se tornam demasiado apressados, deixando de ter sentido – é notável no último momento em Shangri-La, no qual num segundo as personagens estão penduradas e logo a seguir já estão em terra, sem que se entenda como conseguiram chegar ao solo, pois aquela era a solução mais fácil para um problema que em stop-motion seria difícil de resolver.


Tudo no filme é muito colorido, com cores quentes e contrastantes, o que, certamente, fará com que os olhos das crianças se arregalem de espanto. Porém, é preciso dizer que algumas situações do filme parecem ser apenas indicadas para adultos, então é possível que estes acabem por encontrar um humor mais negro ao longo da narrativa. 

No final, Mr. Link apresenta personagens carismáticas e uma história divertida. Caso tenham interesse em ver a versão nacional, esta vale a pena pois apresenta excelentes dobragens, capazes de ser tão boas como as da versão original! E vocês já sabem que eu sou sempre a favor da dobragem portuguesa (quando é bem feita)!

7/10 ⭐
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

10 comentários:

  1. Apesar de ser uma pessoa bastante desligada do cinema (hei-de melhorar), adoro filmes de animação. E este é um dos que tenho em espera :)

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  2. Tenho visto pequenos flashs num dos canais infantis e deixa-me sempre a rir, no entanto acho que o filhote de 3 anos não vai nessa ainda!! Obrigada pelo feedback!

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    1. Penso que, de facto, o filho não vai achar grande piada. Só se gostar das cores! 😛

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  3. Obrigada pelas palavras deixadas no meu "Ortografia". Passarei aqui outras vezes.
    Uma boa Páscoa.
    Um beijo.

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  4. Tal como tu, também adoro filmes de animação, e este parece ser muito fixe, já vai para a watchlist :).
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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