quinta-feira, 4 de abril de 2019

"Shazam!" em análise

Sendo muito sincera, tenho de dizer que parece que a DC está finalmente a atinar e a perceber o que agrada às audiências e fãs, depois de algumas pequenas desilusões mais recentes (Esquadrão Suicida e Liga da Justiça) recuperou em grande com Aquaman. Agora regressa em força com Shazam!, um filme que apresenta um super-herói que não é tão conhecido como os outros dos filmes anteriores e que logo pelo trailer prometia ser divertido e mostrava que não devia ser muito levado a sério.


Tal como prometido, este é um filme leve que entretém bastante e que tem muito humor bem conseguido. Algo que se nota logo é que é muito semelhante a Big - o filme de 1988 interpretado por Tom Hanks -, mas adaptado ao mundo dos super-heróis. De facto, a história é bastante idêntica se retirarmos os vilões e o facto de o protagonista não ser apenas uma pessoa vulgar, mas sim alguém que recebeu poderes especiais. 

A trama funciona muito bem para um filme de origem, pois explica tudo e introduz bem a personagem. Eu sei que é uma tontice falar aqui da companhia rival, mas assim como Captain Marvel (que foi o mais recente filme de origem de super-heróis, lançado no mês passado) também aqui temos alguém a descobrir os seus poderes e existe uma sequência hilariante e fantástica ao som de “Don’t Stop Me Now” dos Queen que mostra precisamente isso. 

Ao longo do filme é muito engraçado ver adultos a interpretarem crianças e Zachary Levi tem um desempenho notável no seu papel de Shazam, pois este, quando não está transformado em super-herói, é apenas um rapaz de catorze anos e, então, temos Zachary a ter atitudes de um adolescente. Para além dele, também o elenco mais jovem brilha! 


Claro está que o filme tem alguns problemas, mas são essencialmente técnicos e visuais. Nota-se bem que existem muitas falhas no CGI, especialmente quando as personagens estão a voar ou a interagir com outras personagens “fictícias”. 

O resultado de Shazam! é mais uma brisa de ar fresco para o universo dos super-heróis. Lamento apenas que exista um vilão, pois este é quase dispensável e ver o protagonista a experimentar coisas novas e a descobrir-se já é o suficiente para nos deixar alegres – até porque é, sem dúvida alguma, o melhor do filme!
Basta dizer a palavra: Shazam!
8/10 ⭐ 
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

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