domingo, 19 de maio de 2019

"John Wick 3 - Implacável" em análise

Depois do sucesso de John Wick, surgiu uma sequela que terminou de um modo que já mostrava que mais uma podia vir a caminho. E, finalmente, cá está ela: John Wick 3 – Implacável ou, no original, Parabellum, que está inteiramente ligado com uma parte da trama. 


No seguimento dos acontecimentos do segundo filme e após ter sido excomungado, John Wick torna-se num alvo a abater. Então, o que pode um homem continuar a fazer quando tem a cabeça a prémio? É simples: ou luta, ou foge, ou morre. E John Wick nunca foi uma pessoa que seguisse caminhos fáceis. 

Chad Stahelski realizou os dois filmes anteriores e regressa à realização deste terceiro, no qual mostra, mais do que nunca, o seu lado de expert em artes marciais e as suas capacidades de coordenar duplos na realização de grandes acrobacias. Dito isto, é de notar que o filme tem sequências cheias de ação, filmadas na perfeição, com coreografias incríveis. Cada momento de luta é capaz de nos deixar de queixo caído, seja pelos golpes usados ou pela sua credibilidade. 


A fotografia do filme mantém-se idêntica à dos capítulos anteriores, mas os tons néon intensificaram-se e existe ainda um maior contraste entre cores quentes e frias. 

Muitos elementos já usados anteriormente voltam a aparecer em destaque. Temos, por exemplo, novamente os chapéus de chuva pretos, que no primeiro filme foram abertos no funeral da mulher de John e que aqui aparecem pelas mãos de uma das representantes da High Table, que o “persegue”. Depois temos também momentos que retomam outros já vistos. No segundo filme tivemos a memorável sequência da exposição dos espelhos, aqui temos uma sala idêntica no Continental, mas não consegue ter um efeito tão poderoso. 


A banda sonora mantém-se eletrizante e sincronizada com o que vai acontecendo. É de destacar um momento em que Winston coloca a tocar uma ópera e depois temos um momento com granadas a explodir em simultâneo com os ritmos da música. 

O filme apresenta vários twists ao longo da história, especialmente no final. Personagens que pensávamos estar mortas, estão afinal vivas e a ganhar um grande poder, fruto da raiva derivada de vários acontecimentos, o que certamente vai ser explorado brevemente.


No que toca à história, esta é claramente deixada para segundo plano, pois o que mais importa aqui são as sequências de ação, que são bastante bem posicionadas na narrativa. Todas as lutas têm a dose certa de originalidade, não dando uma sensação de que o filme está a ser repetitivo, mas sim que se está a intensificar. 

No final, mais uma vez ficamos com a sensação de que haverá mais uma sequela. Se o resultado ficar como este, então espero que Keanu Reeves volte muito rapidamente a este papel, que já lhe assenta na perfeição.

8/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

10 comentários:

  1. Obrigada por partilhar. Ultimamente não tenho visto muito cinema…
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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    1. Mas olhe que vale a pena ver este filme e os outros dois anteriores! 🙂

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  2. Já tinha ouvido falar, mas nunca vi os filmes. Tenho que tratar disso :D

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  3. Adoro estes filmes e adoro ver o Keanu Reeves neste papel! :)
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    1. Na minha opinião, esta deve ser das melhores personagens desempenhadas por ele!

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  4. Já falta pouquinho :D

    Hmmm, gosto deste género de filmes!!!

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    InstagramFacebook Official PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  5. Este foi o programa de domingo à tarde. Gostei do filme, mas acho que faltou qualquer coisa...

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