quarta-feira, 19 de junho de 2019

"A Vigilante" em análise

Ir ver filmes com pouco conhecimento sobre eles é sempre arriscado, mas pode também ser positivo, pois devido à falta de expectativas podemos vir a ser surpreendidos. Este foi o meu caso com A Vigilante, um filme sobre o qual a única coisa que eu sabia era que é protagonizado por Olivia Wilde. Pelo nome, assumi que ela seria uma espécie de segurança, profissionalmente. Bem, esta, de facto, é uma vigilante, mas não do tipo que podemos imaginar e este filme vai muito para além dessa minha ideia primitiva. 


Este é o primeiro filme longa-metragem da realizadora Sarah Daggar-Nickson e é um perfeito início para a sua ainda curta carreira. A realização destaca-se pelo modo como vai apresentando a protagonista, Sadie, aos poucos, entregando momentos de puro suspense. No entanto, é quando chega um determinado diálogo que ficamos a saber qual é o verdadeiro tema que está a ser abordado. A Vigilante é sobre vítimas de violência doméstica e a protagonista é alguém que, tendo ela mesmo já sido uma vítima, tenta ajudar outras mulheres que estão nessa situação, vingando-se de todos aqueles que lhes fazem mal. De um certo modo, o filme é também sobre vinganças e isso é mais visível quando Sadie revê os fantasmas do seu passado. Talvez o principal problema seja a elevada acentuação que se dá depois a esta sua vingança, pois os momentos mais interessantes do filme eram aqueles inicias em que esta tentava ajudar outras mulheres e não tanto o plot em que enfrenta o seu maior pesadelo.

Se pela sinopse até podíamos ficar a pensar que o filme será mais um do género do Taken, na verdade consegue ter a sua quantidade de originalidade, apresentando uma protagonista única, interpretada por Olivia, que carrega o filme às costas e apresenta aqui uma das melhores (senão mesmo a melhor) prestações do seu longo currículo. A protagonista é alguém que é capaz de nos levar a sentir uma admiração automática, logo a partir do primeiro momento em que aparece em cena. Depois quando a ficamos a conhecer melhor, essa admiração só aumenta.


No que toca à banda sonora, é de notar que consegue ser bastante poderosa, ainda que ao longo do filme passe despercebida em vários momentos. É nos momentos de maior tensão que os acordes começam a soar, de um modo arrepiante, com sons meio arranhados. 

A Vigilante é um filme que a uma primeira vista é pouco complexo, mas é capaz de apresentar uma história muito interessante, sendo capaz de abordar um tema tão sério como a violência doméstica e os efeitos que isto causa nas suas vítimas, sejam eles físicos ou psicológicos. Vale a pena ver, pela história, realização e, acima de tudo, pela excelente prestação de Olivia Wilde!

7/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

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