quarta-feira, 17 de julho de 2019

"Frankenstein, o Monstro do Monstro de Frankenstein" em análise

Por esta altura parece-me já bastante óbvio que plataformas digitais como a Netflix e a HBO tentam ao máximo expandir os seus géneros de conteúdo. Não é, então, de estranhar o facto de apresentarem produções arriscadas, o que me parece ser, de um certo modo, o caso de Frankenstein, o Monstro do Monstro de Frankenstein, a nova estreia da Netflix, realizado por Daniel Gray Longino e protagonizado por David Harbour. 


O filme apresenta-se como algo misterioso, transportando-se rapidamente para a realidade, pois tem o objetivo de contar a história das lendas da família, mais precisamente do pai do próprio Harbour. Claro que nada é verídico, ainda que a própria Netflix seja capaz de nos enganar à partida. O que temos é David Harbour a interpretar vários papéis: o dele próprio e o do seu pai, num papel que este interpretou numa série de televisão, uma produção baseada no clássico literário do Frankenstein. 

Ainda que tenha apenas meia hora de duração, este pequeno filme, que por pouco não é apenas uma curta-metragem, atinge um nível de bizarro que nos mantém agarrados até ao final. No entanto, parece-me que a determinado momento começam a acontecer coisas a mais para algo que se vê num instante, não havendo nada a ser realmente aprofundado, mantendo-se tudo muito superficial. Por exemplo, lamento que não tenha existido mais momento de Harbour Jr. a desmistificar a história do seu pai no presente, existindo muitos mais momentos das representações deste. Por sua vez, de facto é tudo um tanto bizarro, mas não chega a ser hilariante, ainda que esse objetivo fosse claro. Admito que é triste, para mim – que até tenho um bom sentido de humor -, ter chegado ao final e não ter soltado uma única gargalhada a ver este mockumentary


As interpretações dos atores são de louvar por serem capazes de transmitir na perfeição o lado patético da coisa, com reações forçadas, olhares paralisados, enfim, tudo aquilo que numa situação normal seria uma péssima representação, mas que neste caso assenta bem. Por sua vez, os movimentos de câmara também funcionam bem, mas apenas porque a ideia aqui é que isto não deve ser levado a sério. 

6/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

12 comentários:

  1. Adorei a análise, vou tirar um tempinho para assistir
    Beijos
    http://www.dearlytay.com.br/

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  2. Oi Joana, tudo bem?
    A trama propriamente dita não me chamou a atenção, por isso não coloquei na wishlist. Porém, achei interessante por ser com o David Harbour, eu gostaria de ver coisas dele fora Stranger Things.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    Respostas
    1. Eu também conheço pouco do trabalho dele para além de "Stranger Things", mas, de facto, aqui também não dá para perceber muito bem o quão bom ator ele é!

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  3. David Harbour é um ótimo ator!!
    Fiquei curiosa pra assistir e nossa só tem meia hora???
    Certeza que vou ver :)

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

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  4. Ui nem sabia que existia, vou colocar na lista dos filmes para ver.
    R: Eeeeeeeeeeeee a personagem que eu mais gostava morreu. Eu sei que era o vilão, mas era o melhor de todos xD não gosto de sagas assim

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