segunda-feira, 15 de julho de 2019

"O Perfeito Gigolô" em análise

Este mês já tivemos um filme francês a chegar às salas de cinema nacionais e agora temos mais um. O Perfeito Gigolô, realizado por Olivier Baroux, que se junta novamente ao ator Kad Merad, o protagonista do filme, depois de já terem trabalhado juntos em variadas produções. A trama, assim como o nome do filme indica, apresenta-nos um gigolô, Alex, que nunca trabalhou e vive há quase trinta anos com uma mulher octogenária, que, certo dia, encontra um homem mais novo e decide acabar a “relação” que tinha com o seu parceiro, fazendo com que este busque refúgio na casa da sua irmã (que já não via há muitos anos) e do seu sobrinho. 


Pode dizer-se que os momentos iniciais do filme são um estrondo, mas não de um modo positivo, pois senti-me imediatamente assustada com o género de comédia que foi praticado logo na introdução. Também aí, percebi que o filme tinha um problema em encaixar certos diálogos nos momentos certos, pois é depois de um trágico acidente que temos o nosso protagonista a afirmar que apenas quer ser rico – afastando a ideia do seu pai, um homem que trabalhava de noite e de dia, de que para se ter uma boa vida é preciso muito trabalho. 

Ainda no início temos a existência de personagens que pouco acrescentam à narrativa e que apenas existem para ser ignoradas pelo gigolô, que já sabe muito bem o que quer da vida. Curiosamente, o ator que interpreta Alex na adolescência é capaz de se destacar mais do que o próprio Kad Merad, que, diga-se de passagem, apesar de ter uma certa graça não parece minimamente adequado ao papel. 


Ora, se as sequências em que temos o gigolô a mostrar toda a sua essência até conseguem partilhar uma ideia original, é uma pena que o filme rapidamente se foque noutros aspetos, esquecendo por muitos momentos o seu verdadeiro objetivo e tornando-se mais numa comédia familiar. 

Admito que gostei de algumas sequências, mas senti que, na maioria, o humor falhou. É notável que algumas cenas são apresentadas com o intuito de levar ao riso da audiência, mas isso não acontece, talvez por nos dias de hoje já não fazer muito sentido. Além disso, o filme não consegue apresentar nada de novo e sentimos que já vimos tudo o que ali acontece em algum lado. Vê-se bem a uma primeira vez, apenas pela curiosidade de saber o que vai acontecer ao protagonista, mas mesmo assim tem momentos que se tornam entediantes.

5/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

6 comentários:

  1. Não sei não se será bem assim. De que para se ter uma boa vida é preciso muito trabalho. Viver não custa, o que custa é saber como viver. Penso que inteligência e habilidade são os principais ingredientes para se poder alcançar tudo ou parte daquilo que se deseja para o bem estar na vida. Tudo o que se desvia do seu itinerário. Seja no que for, poderá ter num fim menos feliz?

    Tenha uma boa noite Joana Grilo.

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    1. No caso do gigolô do filme, tudo acaba por lhe correr bem! 😜

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  2. A premissa do filme até estava interessante, que pena não ter correspondido :/

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  3. Olá, Joana! Tenho de te dizer que não sou grande fã do cinema francês, mas até me pareceu que a premissa deste filme poderia ter tido uma certa graça. Pena que o resultado final não tenha sido do teu agrado.

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