sexta-feira, 19 de julho de 2019

"Stuber" em análise

Se há uma coisa que eu acho é que nem sempre é boa ideia comer pipocas no cinema. Por exemplo, há filmes que são para ser levados realmente a sério e por isso não me parece bem ter o barulho de pessoas a mastigar durante sequências tristes, ou, outro exemplo, também acho que pipocas e filmes de Terror não são uma boa combinação, pois depois quando há um maldito jumpscare quem sofre é aquele que está à frente, ao lado ou atrás, dependendo da direção que o frágil pacote de pipocas decide tomar a meio da sua queda aparatosa para o chão. Mas depois há aquele género que eu gosto de considerar o “filme-pipoca”, que é algo que, à partida, tem apenas a função de divertir, levar ao riso e, enfim, levar-nos a apagar a mente do mundo exterior e consumir algo que não se consome, que apenas se vê e, pronto, está feito. No fim de semana passado apeteceu-me ir ver um “filme-pipoca” e o mais apelativo que havia nos cinemas era  este Stuber


Stuber apresenta-nos Stu, um condutor da Uber, que, certo dia, enquanto tentava ser um condutor cinco estrelas, recebe o pior cliente de sempre, um polícia que se encontra momentaneamente cego depois de uma operação e que, mesmo assim, procura vingar-se de um criminoso que tinha sido culpado pela morte da sua ex-colega. 

A premissa do filme é interessante e consegue adaptar-se bastante bem aos tempos atuais, levando para o grande ecrã as trapalhices pelas quais quem usa o serviço da Uber e até mesmo os trabalhadores da empresa passam. É algo original e que se tivesse sido bem aproveitado teria resultado em algo diferente e interessante. O problema é que parece que existem poucos momentos relacionados com isso, sendo que o filme rapidamente nos transporta para algo diferente, como um amor não correspondido, ou uma vingança, ou até mesmo problemas paternais. A verdade é que os momentos relativos ao serviço da Uber conseguem ter uma certa graça, ao contrário do resto. 


Os atores protagonistas, Dave Bautista e Kumail Nanjiani, formam uma dupla improvável, mas em pêras! Por sua vez, o resto do elenco parece ser muito mal aproveitado, não havendo espaço para mais ninguém brilhar, especialmente o antagonista interpretado por Iko Uwais, que vê o seu talento aqui a ser totalmente desperdiçado em sequências de ação demasiado rápidas e um pouco aborrecidas. Também Karen Gillian e Mira Sorvino, que são presenças fortes, têm muito pouco tempo de antena. 

O filme tem uma premissa que teria tudo para ser interessante e original se não se tivesse distraído com momentos cliché e uma história banal. Mas lá está, é o típico “filme-pipoca” que vale a pena ver se a intenção for apenas a de se passar um bom momento e esquecer tudo o resto!

5/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

4 comentários:

  1. Oi Joana,
    Não conhecia esse filme e acho que alguns desses "filmes-pipocas" valem a pena para um sábado a tarde despretencioso, rs. Não que valha o valor do ingresso do cinema, mas vale para uma netflix, né?
    beeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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    1. Deste lado prefiro sempre gastar dinheiro no cinema do que com a Netflix ou outras plataformas de streaming. Na verdade, estou prestes a terminar o meu primeiro mês grátis de Netflix e não será para renovar! 😛

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  2. Cinema sem pipocas, para mim, não resulta, independentemente do tipo de filme :p
    A ideia, de facto, é super original. Que pena não ter sido melhor aproveitada

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    1. Para te ser sincera, eu só compro pipocas mesmo com filmes deste género... 😜

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