segunda-feira, 16 de setembro de 2019

MOTELX 2019: os vencedores da 13ª edição

A 13ª edição do MOTELX chegou este domingo ao fim e, como já é habitual, a sessão de encerramento trouxe o anúncio dos vencedores das várias categorias que o festival apresenta. 


Na competição internacional, foi o sangrento e bruto Why Don’t You Just Die!, de Kirill Sokolov, que venceu em Melhor Longa de Terror. De acordo com as notas do festival, esta foi uma “decisão difícil” que o júri composto por David Gregory, Miguel Gonçalves Mendes e Rita Anjos justificou pela “grande frescura e audácia” do filme, com “múltiplos twists e humor negro”. Esta é a primeira longa-metragem do realizador russo de vinte e nove anos e tem feito muito sucesso em festivais internacionais. O júri atribuiu ainda uma Menção Especial a The Hole in the Ground, do irlandês Lee Cronin, pela “precisão e controlo da atmosfera de suspense” e pelas “interpretações excecionais”. 


Ao longo dos dias em que o terror se instalou no Cinema São Jorge, foi notável que alguns filmes eram mais aguardados que outros. E se há um que desde o momento em que os bilhetes foram colocados à venda esgotou logo a sala foi Midsommar, o novo filme de Ari Aster, que se apresentava aqui em antestreia nacional. Ora, o favoritismo do público foi claramente mostrado e este foi escolhido entre vinte e seis filmes da secção Serviço de Quarto para ser o vencedor do Prémio do Público


Erva Daninha, de Guilherme Daniel, foi a curta-metragem vencedora na categoria de Melhor Curta de Terror Portuguesa. O júri composto por Samuel Úria, Howard David Ingham e Raquel Freire justificou assim esta escolha: “Erva Daninha foi o filme que mais nos surpreendeu; ficámos fascinados e perturbados desde o início. Numa competição muito forte, soube comunicar verdadeiramente uma estranheza sobrenatural, e é um filme que nos dá a sensação de ser única e autenticamente Português”. O júri decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a Häuschen – A Herança, de Paulo A. M. Oliveira e Pedro Martins. 

Opinião geral

Esta foi a edição mais concorrida de sempre do MOTELX, com sessões a esgotar diariamente. É surpreendente refletir que, por exemplo, Midsommar esgotou a Sala Manoel de Oliveira em poucas horas (uma sala com mais de 800 lugares). 

O festival tem apostado cada vez mais em garantir uma proximidade entre público e convidados e este ano isso manteve-se, com uma Masterclass no domingo, na qual Ari Aster pôde responder às perguntas dos fãs antes de seguir para uma sessão de autógrafos com uma longa fila. 

A animação no festival foi constante, desde sermos recebidos por um Jason assustador à entrada (até porque esta foi a 13ª edição e pela primeira vez em treze anos apanhou uma sexta-feira 13), a termos o realizador e atores de Mutant Blast também a animar as escadas do São Jorge com o seu TS-504, distribuição de gelados gratuitos… Enfim, o MOTELX é um evento diferente. E mesmo tendo sido caótico nesta edição devido a uma maior adesão, a verdade é que não deixa nunca de ser um espaço maravilhoso de convívio e de partilha de saberes e desta paixão que são os filmes de terror e não só.

Em baixo, podem ver algumas fotografias dos melhores momentos desta edição. Ao longo da próxima semana teremos mais críticas aos filmes em destaque deste ano!






QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

8 comentários:

  1. É maravilhoso perceber a adesão que existe a este tipo de eventos. Há mesmo uma promoção da arte *-*

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  2. Nunca fui a esse festival, aliás a festivais de cinema só mesmo o Fantasporto! :)
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    1. E eu nunca fui ao Fantasporto, mas já ouvi falar muito bem!

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  3. Olá, Joana!
    Sempre que visito o teu simpático blog fico um pouco mais atualizado sobre o cinema. Parabéns!
    Uma ótima semana, minha amiga Joana.
    Um abraço.
    Pedro

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