quinta-feira, 5 de setembro de 2019

"O Falcão Manteiga de Amendoim" em análise

Há poucos filmes dramáticos, onde apenas se focam numa simples premissa de descoberta própria ou semelhante, que me chamam a atenção, mas houve algo aqui que me atraiu. Talvez seja por causa do título absurdo, que dá sempre graça quando se diz em voz alta. Talvez seja pelo facto de ter Shia LaBeouf, que recentemente tem vindo a ter projetos bastante exemplares (após a sua queda em popularidade). Ou talvez porque eu compreendia o contexto da narrativa. Quem sabe. 


O filme é bastante simples na maior parte dos aspetos, mas é sabe muito bem contar a sua história, tendo um bom intermédio de cenas ricas de vida e carinho a outras que nos deixam preocupados com o destino das personagens. O filme não tem ação nem nada do género, mas tem personagens que os espectadores gostam de ver a interagir umas com as outras, e é isso que principalmente vende o filme, e a sua viagem é o que nos deixa especados e sempre com um sorriso na cara a olhar para a tela. Nada se sente forçado, parecendo tudo genuíno, sendo possivelmente essa a palavra que melhor descreve este filme. 

Os atores fazem todos um excelente trabalho aqui, fazendo com que nós percebamos e entendamos cada um deles. As personagens são todas diversificadas, com os seus passados sombrios, mas há algo que as liga e as une, e isso torna-as humanas o suficiente e fáceis de compreender, e os atores contracenam-nas muito bem, especialmente o jovem rapaz com síndrome de down, a personagem que achamos que mais sofrerá ao longo do filme, que acaba por ser a que faz crescer as pessoas em seu redor. 

O filme está incrivelmente bem filmado, mostrando muitos cantos dos EUA que raramente se vê no seu cinema. Parece muito real e tátil, um local que talvez gostaria de visitar e descontrair. E a música que acompanha esta aventura foi muito bem escolhida, sendo esta música country muito tradicional e difícil de não acompanhar com os nossos pés em batoque. 


O Falcão Manteiga de Amendoim é uma das maiores surpresas do ano, algo que realmente não esperava. Achava que fosse mais um típico filme em que alguém apenas quer realizar os seus sonhos, mas o filme acaba por ser, e transmitir, muito mais. As interpretações estão top notch, a história é simples mas riquíssima de momentos belos e humanos. É um filme que não deixará ninguém indiferente, tal como mostra que ninguém deve ser tratado de tal maneira diferente. Deixará, certamente, todos com um sorriso na cara durante a maior parte do seu tempo, exceto quando este tem o objetivo de nos atacar os sentimentos.

8/10
SOBRE O AUTOR

Apreciador, e colecionador, de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man de Sam Raimi.

4 comentários:

  1. Cada vez que a visito fico com problemas de consciência (risos). Talvez seja mais fácil no Outono, mas de momento, não consigo desdobrar-me mais mas, gosto tanto de cinema.

    Até lá, vou-me deliciando com estas análises e acrescentando filmes à lista.

    O último filme que assisti foi ao ar livre, na fábrica da pólvora, em Oeiras. Um filme alemão de de 2017 "este coração traiçoeiro de Marc Rothermund.
    Foi uma agradável surpresa.

    Beijinhos

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  2. Estou muito curioso com este filme, mas não sei se ainda o vou conseguir ver nos cinemas. Também quero ver o Blinded by the Light e agora o It. E lá mais para o final do mês também o novo do Rambo! Setembro está lixado para a carteira. Abraço pra ti, Diogo, e um bom fim de semana!

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    1. A ver se é desta que o Rambo derrama a última gota de sangue!
      Abraço, e bom fim de semana!

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