domingo, 22 de setembro de 2019

"O Hobbit" (1977) e a primeira aventura de Bilbo

Hoje, dia 22 de Setembro, é o Dia do Hobbit. Acontece que é o aniversário de Bilbo e Frodo Baggins, duas personagens do universo de J. R. R. Tolkien que são protagonistas de duas das suas histórias: O Hobbit e, claro, O Senhor dos Anéis. Como sabem, já aqui falámos sobre os filmes do realizador Peter Jackson. Na verdade, até temos vários artigos por aqui relacionados com O Senhor dos Anéis. Então, como podíamos assinalar este dia com algo diferente? Surgiu-me, então, a ideia de ir “rebobinar” O Hobbit, um filme de animação de 1977, que foi a primeira adaptação de uma obra de Tolkien, depois de várias tentativas falhadas, entre as quais – e preparem-se para isto – um filme de O Senhor dos Anéis que seria protagonizado pelos Beatles (com Paul McCartney como Frodo Baggins, Ringo Starr como Sam Gamgee, George Harrison como Gandalf e John Lennon como Gollum) e realizado por Stanley Kubrick. 


Então, recuando até 1977, neste pequeno filme, realizado por Jules Bass e Arthur Rankin Jr., e com apenas 1h17min, somos apresentados ao pequeno hobbit Bilbo Baggins, que habita tranquilamente em Hobbiton. Pelo menos assim é até o feiticeiro Gandalf e treze anões chegarem com uma proposta de que este se torne num “ladrão” na sua missão de recuperar a Montanha Solitária, que antigamente tinha sido a casa dos anões, mas que agora era governada pelo terrível dragão Smaug. 

A história do filme segue a obra original de Tolkien, como, aliás, é enfatizado nos créditos iniciais. Mas, claro, é tudo condensado ao máximo, de modo a tornar o filme rápido, pois é claro que é direcionado a um público mais infantil. O que, curiosamente, faz sentido, tendo em conta que o próprio livro de Tolkien também foi, na altura, classificado como um livro infantil – ainda que, obviamente, duvido que as crianças consigam lê-lo de uma ponta à outra sem se queixarem da escrita pormenorizada de Tolkien (da qual sou bastante fã). 


Tudo no filme passa a correr, sendo que logo nos primeiros vinte minutos já estamos a dar de caras com o famoso Gollum, que aqui se assemelha a um sapo gigante e depressivo, com um ar muito sujo. Na verdade, parece que muitas personagens aqui foram inspiradas em sapos, pois até os orcs são idênticos à figura do Gollum. Por sua vez, os wargs nada mais parecem do que lobos perfeitamente normais. O design dos anões é curioso de se observar, pois são todos muito idênticos, sendo difícil identificar cada um. No entanto, parece-me que a intenção aqui não é realçar mais algum para além de Thorin, tendo em conta que os restantes até têm pouco tempo de antena. É a magia de condensar ao máximo, dando destaque apenas ao que é verdadeiramente essencial na narrativa. 

Algo que sempre gostei nesta pequena animação foi a banda sonora, a começar com a belíssima canção “The Greatest Adventure (The Ballad Of Bilbo Baggins)” que acompanha os créditos iniciais e que vai soando durante várias sequências, assumindo tons mais alegres ou mais tristes consoante o que vai acontecendo, mas nunca deixando de transmitir uma sensação de esperança. Numa altura em que Peter Jackson ainda nem sonhava em fazer as suas trilogias e muito menos Howard Shore planeava compor a banda sonora que agora será eternamente associada a O Senhor dos Anéis, parece-me que é de louvar o lado sonoro deste pequeno filme de animação, que até soube pegar nos poemas de Tolkien e adaptar as canções descritas no livro. 


Esta é uma animação muito simples, mas interessante tendo em conta que é de 1977. A história de Tolkien está aqui muito bem apresentada e várias personagens são bem construídas de acordo com as descrições do autor. Sabendo que muita gente não consegue ver os filmes de Peter Jackson por serem muito longos, aqui fica esta sugestão para essas pessoas, pois é um modo interessante de ficar a conhecer um pouco este universo. A sugestão fica também para os fãs do universo de J. R. R. Tolkien! Feliz dia do Hobbit!
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

8 comentários:

  1. Oi Joana, tudo bem?
    Confesso que achei o traço do ilustrador um pouco esquisito, mas ainda assim fiquei curiosa para assistir e ver o quão fiel é ao livro!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    Respostas
    1. De facto, é um pouco estranho, mas com a banda sonora e tudo isso o filme torna-se mais interessante! 😛

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  2. Quando a imaginação nos faz voar até à nossa juventude e ao imaginário que alguns ainda conseguem reconstruir.
    Boa semana

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  3. Olá:- Quem de nós nunca viu desenhos animados. Ainda hoje, como adulto, ainda gosto de ver.
    .
    POEMA ** O mar e o destino **
    .
    Feliz início de semana

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  4. Eu nunca assisti Hobbit e nem O Senhos dos Anéis, nem sabia que Hobbit tinha uma animação...
    Achei bem interessante, mas confesso que não é meu gênero preferido de filme.

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

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