sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Terror mexicano com "El Vampiro" (1957)

Lugares como a Cinemateca Portuguesa têm um papel fundamental no que toca a recordar filmes de outros tempos, muitas vezes alguns que de outro modo nem passariam pelo grande ecrã no nosso país. Eventos como o MOTELX são importantes para trazer o que de melhor há em determinado género cinematográfico, neste caso o terror. Ora, há dois anos, durante a fase de Warm-Up do festival, deu-se uma colaboração com a Cinemateca e foi projetado o filme mexicano El Vampiro, realizado por Fernando Méndez, que hoje aqui recordo. 


A trama apresenta-nos uma rapariga, Marta, que quer voltar à sua terra natal, Sicomoros, porque uma das suas tias, María Teresa, encontra-se doente. É impedida de apanhar o comboio que a leva à vila e conhece Enrique, um homem que se vê na mesma situação que ela. Ao passar um homem com uma carroça pedem boleia e assim conseguem ir até Sicomoros. 

Assim que chega, Marta recebe a notícia de que a sua tia tinha morrido, o que a deixa bastante triste. Enrique está com ela, e, mesmo sendo praticamente um desconhecido, é convidado a passar a noite naquela casa, onde habitam Eloisa e Emílio, tios de Marta. Depressa percebemos que a tia Eloisa é uma vampira que teve mão na “morte” de María Teresa. Surge, então, “el vampiro”, o Senhor Duval. Um homem com um ar elegante, sempre vestido de preto, que é cúmplice de Eloisa e que deseja conhecer Marta, para lhe propor a compra da casa de Sicomoros. 

Coisas sobrenaturais começam a acontecer e a despertar o interesse de Enrique, que descobrimos ser um médico chamado para tratar a tia María Teresa, que, entretanto, havia falecido. Dizia-se que a tia tinha ficado maluca e que afirmava constantemente que existiam ali vampiros. Marta começa a perceber que a tia tinha razão e os sarilhos começam por volta desta altura… 


Este é um filme de 1957, ou seja, é bastante antigo, a preto e branco e com um suspense tão característico destes filmes de terror que já têm alguns anos. O exagero dramático é acentuado pela música, mas é impossível não soltar algumas risadas - com isto quero dizer que, atualmente, não mete medo a ninguém (e questiono-me se na altura terá assustado e acredito piamente que sim). 

O tema dos vampiros é abordado sem esquecer todas as características que têm passado de geração em geração. Estes são apresentados como seres imortais que se alimentam do sangue das suas vítimas, mas que, claro, não brilham à luz do sol. Apresentam a típica imagem dos vampiros: pele clara, dentes aguçados, roupas negras, compridas e com grandes golas, mas elegantes, não se parecendo nada como o feioso Nosferatu


A maneira como o filme é feito mostra perfeitamente o tempo que já passou por ele. Realizado numa época sem grandes tecnologias, podemos ver todos os cortes que foram feitos no filme: existem várias mudanças de tons, ruídos na imagem (“chuva”)... Tudo o que é esperado. Destaco também os fios que são visíveis a agarrar os morcegos falsos, apenas porque acho que é um pormenor interessante. 

Se gostam de filmes antigos como eu, não posso deixar de vos recomendar este. A história é bastante engraçada e é um filme que nos leva para outros tempos do Cinema.
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações. Vi na criação deste espaço o local ideal para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto.

10 comentários:

  1. Sendo que esses filmes de vampiros,
    junto deles não me sinto à vontade
    porque, gosto mais de ouvir os tiros
    desde que não sejam contra a humanidade!

    Tenha uma boa noite de Domingo Joana Grilo.

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  2. Os vampiros dão-me vontade de rir, acredita?
    Boa semana

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  3. Tendo em conta os anos em que foi feito até está bem bom :D

    Beijinhos,

    http://damselme.blogspot.com/?m=0

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  4. Eu acho muito interessante esses filmes de terror antigos.
    É muito legal todo o drama e exagero envolvido haha.

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

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  5. Acho interessante ver este tipo de filmes, só assim percebemos o quanto se evoluiu! :)
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