quarta-feira, 30 de outubro de 2019

A família mais sinistra de sempre: os Addams!

Acho que posso dizer com segurança que a família Addams é uma das famílias mais icónicas de sempre no cinema e também na televisão. Quem não conhece, essencialmente, a Morticia e a Wednesday Addams, não é verdade? A partir desta quinta-feira também os mais pequenos das novas gerações vão passar a conhecer estas personagens. Mas, por enquanto, é altura de falarmos um pouco sobre os dois filmes que trouxeram a história desta família para as nossas vidas. 


O primeiro filme de A Família Addams, de 1991, tem a função de apresentar a família a um novo público, pois ainda que já tivesse havido uma série de televisão sobre eles o que vemos aqui é um pouco diferente. Então, nada melhor do que estabelecer, desde cedo, as diferenças entre estes e as pessoas ditas normais, colocando-os em cima de um edifício, a fazer das suas maldades, enquanto um grupo canta cânticos de Natal junto à entrada da casa. 

Este primeiro filme traz o regresso de um irmão que se julgava perdido, Fester Addams (interpretado por Christopher Lloyd), mas traz também muitas dúvidas: será que aquela pessoa é mesmo Fester ou um impostor? O modo como a trama procura responder a esta questão é bastante interessante, pois só perto do final, e depois de muitas reviravoltas, é que ficamos a saber toda a verdade. 


É também já perto do final que surge a notícia de que Morticia e Gomez vão ser novamente pais e temos logo aqui a ponte para um segundo filme a ser estabelecida. A Família Adams II (ou, no orignal, Family Addams Values), de 1993, vai buscar uma nova ama, Debbie, para o bebé, que não deixou Wednesday e o seu irmão Pugsley muito felizes – eles não o odeiam, mas também não estão muito entusiasmados com o seu nascimento. Só que a ama rapidamente se torna mais do que isso quando Fester se apaixona loucamente por ela. Claro, isto é um filme da família Addams, então a ama tem, claramente, de ser uma impostora! Para piorar, esta tenta meter as crianças todas na linha, chegando mesmo a fazer com que Wednesday e Pugsley vão parar a um campo de férias onde são obrigados a cantar! Que horror! 

Melhor do que a história dos filmes são certamente as prestações do elenco. Anjelica Huston dá voz, vida e corpo à épica Morticia Addams. Toda ela é classe, elegância e mistério. Absolutamente icónica! Não menos épica é também a famosa prestação da jovem (na altura) Christina Ricci, que dá aqui vida à sinistra Wednesday, num papel que ainda hoje continua a ser um dos mais memoráveis na sua carreira. Raul Julia é o energético Gomez Addams, que vive absolutamente rendido aos encantos de Morticia. É sempre interessante vê-lo em ação nos duelos de espadas! Jimmy Workman, que interpreta Pugsley, acaba por ficar a perder um pouco, pois parece viver na sombra de Wednesday, que é uma personagem muito mais elaborada… Ainda assim, o seu papel não deixa, também, de ter um certo relevo! 


Tanto o primeiro filme como o segundo apresentam sequências que são absolutamente inesquecíveis. É o caso da apresentação escolar de Pugsley e Wednesday, na qual estes cobrem de sangue grande parte da plateia, numa encenação extremamente dramática à moda de Shakespeare. No segundo filme, eu diria que também as sequências destes no campo de férias são hilariantes. Só que, admito, o segundo filme tem uma cena que comigo nunca falha: na parte final, quando o bebé literalmente “explode” da casa e “voa” até ao avião, para depois voltar e dar um ar de ex-machina a um final que de outro modo poderia ter levado ao fim dos Addams. É impossível não soltar uma gargalhada! 

Estes são dois filmes que associo sempre ao Halloween, pelo tom meio vampiresco (ainda que não haja vampiros) e gótico. Aqui fica uma sugestão, especialmente para quem agora quer ir ver o filme de animação e nunca viu estes dois!
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

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