domingo, 20 de outubro de 2019

"Mutant Blast" em (nova) análise

Um pequeno destaque antes da análise: quero agradecer à equipa do Mutant Blast não só por nos terem ajudado a descolar, mas também por nos deixado ser uma espécie de “parceiros” nesta jornada de promoção do filme. Se não fossem vocês, possivelmente o nosso blogue não estaria como está agora - até porque o nosso artigo mais visto continua a ser a primeira análise do filme. Por isso, obrigado! 
Lembram-se de quando este blog tinha uns quatrocentos seguidores no Facebook, continuávamos a ter um artigo por dia, um ou dois comentários, mas, ainda assim, havia uma pequena sensação de incerteza se isto ia para algum lado? Essa sensação, pelo menos para nós – escritores do blog – acabou quando recebemos um convite do mais privado possível de um nome com que nunca nos tínhamos cruzado: Fernando Alle, para irmos ver o seu novo filme, de maneira a conseguir ter uma opinião um pouco “amadora” mas interessante do mesmo. Este chama-se Mutant Blast e é ainda produzido pela TROMA - tornando-o numa produção internacional -, por isso podíamos imaginar mais ou menos que estilo de filme teríamos à nossa espera, tanto narrativamente como visualmente. E, tendo em conta esse género, fico feliz por ver algo diferente a ser feito por cá, tornando-se difícil, pelo menos da minha parte, não conseguir mostrar algum tipo de entusiasmo e antecipação para ver o filme. 


Já passaram cinco meses desde essa primeira sessão do filme, e vê-lo a crescer desde então tem sido um grande mimo. Este teve ainda uma ou duas pequenas alterações que podem ter sido melhoradas para tornar a experiência melhor. E, tendo-o agora visto numa sala de cinema a que se pode chamar “boa”, penso que vale a pena fazer um pequeno update à velha análise que já tinha escrito - e que podem ler aqui. Muito do texto permanecerá como já tinha sido estruturado, podendo ter apenas um ou dois acrescentos. Avante!

Continuando com entranhas por todo o lado, experiências de laboratório que parecem exterminadores implacáveis, lagostas gigantes que falam francês, gente no poder idiota – mas isso não é preciso ser um filme para o serem -, ratos que parecem ursos, ou até golfinhos espadachins – este criado por James Gunn, que trabalhou em alguns filmes da TROMA nos anos 90, mas que é mais conhecido por Os Guardiões da Galáxia -, Mutant Blast certifica-se que tem de tudo para entreter a audiência do inicio ao fim, sempre pronto para trazer coisas inesperadas para a tela. E, depois de o rever pela segunda vez, posso garantir que o filme continua a entreter. Pode já não ter o mesmo fator surpresa que a primeira visualização, mas há sempre uma antecipação enquanto se aguarda por muitos dos nossos momentos ou personagens favoritos. 


Acredito que, mesmo se não fosse pela aparente sátira no argumento, o filme ficaria salvo pelos dois protagonistas, interpretados por Pedro Barão Dias e Maria Leite, que agem apenas como pessoas que são apanhadas de surpresa num mundo infetado por seres que definitivamente não são z*****s e tentam fazer os possíveis de maneira a conseguir salvar-se e não serem ainda mais infetadas com radiação nuclear. Isto aplica-se mais à personagem de Pedro, mesmo assim, pois é ele que é salvo a maior parte do tempo por Maria, que estava mais preparada para a situação. E, sendo as duas personagens bastante carismáticas, e tendo interações muito naturais, que até parecem improvisadas, é um grande conforto segui-las durante a sua aventura. E a bela química entre os dois não podia deixar de ser mais aparente na segunda visualização. 

O elenco secundário é também muito bom, sendo todos bastante memoráveis. Desde o literal “brutamontes” que é o TS-347 ao Jean-Pierre. São personagens diversas e divertidas, todas com personalidades únicas, de maneira a conseguirmos torcer por todos os que vão surgindo na história, deixando-nos até a pedir por mais cenas com estas personagens. 


Um dos “senãos” que tinha com o filme na primeira vez que o vi foi que achava que o som se tornava muito alto, especialmente em cenas que não devia, especificamente numa cena em que era preciso demonstrar a solidão de uma personagem. Isto foi tomado como nota, de certeza, pois este já foi alterado e editado de maneira a conseguir mostrar algum tipo de desespero solitário da personagem. 

O trabalho de fotografia, apesar de parecer bastante normal, tem algumas sequências que conseguem distinguir-se facilmente de tudo o resto, especialmente toda a sequência inicial do filme, onde vemos Maria e TS a enfrentar z*****s num local bastante contido. 


Mutant Blast continua a ser uma escapadela perfeita ao cinema comum português. Claro que, para o estilo de filme que é, não é para toda a gente, mas é certamente um filme no qual toda a gente qye lhe dê uma oportunidade encontrará alguma diversão enquanto o vê. E, tendo em conta que o filme teve finalmente a sua estreia nacional nesta altura perfeita do Halloween, não vejo nenhuma razão para não ser visto e revisto para entrar no espírito da época. 

9/10
SOBRE O AUTOR

Apreciador e colecionador de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man (2002) de Sam Raimi.

3 comentários:

  1. Este filme mudou por completo a minha opinião sobre golfinhos. Nunca mais na vida volto a comer lagosta.

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    1. Não só fico feliz como também te agradeço por o teres ido ver, pois este filme realmente precisa de uns bons números de box office!
      Fils de pute!

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