terça-feira, 29 de outubro de 2019

"Os Descendentes 3" em análise

No sábado passado estreou, finalmente, no Disney Channel, o terceiro, e presumível último, filme de Os Descendentes, realizado por Kenny Ortega. Sinceramente, não sei se quando o primeiro filme foi lançado, em 2015, se esperava o retorno que teve. A verdade é que foi um sucesso entre os pequenos (principalmente), mas também conseguiu atingir um público mais graúdo que cresceu a acompanhar os príncipes, princesas e vilões da Disney


O conceito de toda a história (não só deste terceiro, mas dos dois anteriores também), sempre me pareceu bastante interessante. Temos os vilões todos a ser enviados para uma ilha e a ser impedidos de levar uma vida normal. Depois temos os filhos dos vilões, que pagam pelos problemas dos pais e que são vistos com maus olhos. Até que quatro deles são levados para o fantástico Reino de Auradon e começam a quebrar os preconceitos que lá existiam. 

Basicamente, estes filmes reúnem as personagens mais carismáticas da Disney, mas entregam-lhes novos rostos, histórias e objetivos, o que torna os filmes muito diferentes de tudo o resto. É interessante ver tanta gente reunida, mesmo que algumas personagens estejam presentes só para dar cara a um nome. 


Para mim, os quatro protagonistas – Mal (Dove Cameron), Evie (Sofia Carson), Carlos (Cameron Boyce) e Jay (Booboo Stewart)– sempre foram as grandes estrelas. Trazem vida e uma grande lufada de ar fresco não só à Ilha dos Perdidos, mas também aos filmes em concreto. A verdade é que chegámos agora ao terceiro filme e parece que estes continuam a ter algo a acrescentar, seja no que toca às suas personalidades ou até a nível visual. Mal acaba por ser sempre quem mais se destaca, pois é a verdadeira protagonista dos protagonistas. A filha da Maléfica foi quem teve de quebrar mais barreiras, muito devido ao seu interesse amoroso e às suas novas funções. A personagem teve um grande crescimento desde o primeiro filme e mesmo assim neste terceiro há um momento que, literalmente, foi capaz de me deixar de boca aberta por ser completamente inesperado, mas capaz de encaixar bem na narrativa. 

Apesar do grande sucesso, e sendo uma produção completamente destinada a brilhar no Disney Channel, infelizmente os efeitos visuais do filme continuam a pecar pela sua falta de qualidade, nomeadamente quando temos as sequências de Mal transformada em dragão ou da Uma debaixo do mar. Uma melhoria deste aspeto seria capaz de levar o filme para outro nível, até porque de resto percebe-se que há uma tentativa de aumentar a sua qualidade, também de modo a alcançar novos públicos. 


As coreografias e os momentos musicais continuam a merecer um grande destaque. Neste filme, a melhor música é capaz de ser o dueto entre Mal e Hades, que é uma rockalhada meio louca mas super catchy, ou talvez o momento de Audrey, em que esta lamenta tudo o que lhe aconteceu e sofre uma grande mudança. No que toca a coreografias, fiquei totalmente rendida à sequência das estátuas dos cavaleiros, admito! 

Como o Disney Channel cá em Portugal passa sempre os seus filmes em versão dobrada em português, atrevo-me também a comentar isso. Lamento que o canal não passe uma única vez o filme na versão original e legendada (porque até dá para mudar o idioma em alguns serviços, só que continua sem legendas), mas podia ser pior. Acho que a nossa dobragem até está muito bem feita, ou então já é o hábito de associar aquelas vozes às personagens depois de já ter visto os outros dois filmes em português. Tenho de louvar, essencialmente, o trabalho de quem deu voz à Mal, à Evie e à Uma, que ficaram absolutamente incríveis. 


Não há muito mais a dizer. Os Descendentes 3 segue muito o ritmo e a fórmula dos dois anteriores. Não é um filme extraordinário, claro, mas é divertido e traz mais uma história interessante. Agora espero é que seja o último, pois não faz sentido continuarem a fazer estes filmes sem o Cameron Boyce. E este funciona muito bem a acabar uma trilogia.

6/10
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

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