quinta-feira, 21 de novembro de 2019

"Frozen - O Reino do Gelo" (2013) a rebobinar

Até parece inacreditável, mas já passaram seis anos desde o lançamento de Frozen - O Reino do Gelo. O filme foi tão bem recebido na altura que rapidamente tornou-se num clássico da Disney, com a música “Let it Go” a soar por todo o lado e brinquedos das irmãs Anna e Elsa a invadir as lojas, assim como também uma grande quantidade de material escolar, roupa, um pouco de tudo. Já há muito tempo que a Disney não tinha um sucesso tão grande numa nova criação original. Mesmo depois, Moana (2016) já não foi capaz de ter o mesmo impacto. Agora voltam as temperaturas frias e a loucura do Frozen, pois a sequela chegou hoje mesmo aos cinemas. Por enquanto, no entanto, falamos apenas do filme de 2013. 


A trama leva-nos diretamente para o Reino de Arendelle e começa por nos apresentar Elsa e Anna enquanto jovens: duas irmãs que, acima de tudo, são grandes amigas. Elsa tem poderes, uma capacidade mágica de fazer gelo, e Anna diverte-se com ela a brincar na neve. Só que, sem querer, Elsa atinge Anna na cabeça com um dos seus feitiços, deixando a pequena inconsciente. Os pais rapidamente sabem onde ir. Vão com Anna aos trolls da floresta, que prontamente resolvem o problema, pois tendo sido na cabeça seria fácil de resolver; pior seria se tivesse acertado no coração. O pior é que daqui em diante Anna não vai lembrar-se dos poderes da irmã e então a solução é isolar Elsa do resto do mundo, de modo a que esta aprenda a controlar os seus poderes e não magoe mais ninguém. Certo dia, os pais vão numa viagem e dá-se um naufrágio, o que deixa as duas irmãs sozinhas. Anna quer a antiga Elsa de volta, mas esta continua a isolar-se, fechada no seu quarto… Pelo menos até ao Dia da Coroação, em que finalmente tem de abrir os portões do Reino. Só que enfrentar a realidade torna-se numa tarefa difícil e Elsa, incapaz de controlar os seus poderes, passa a ser vista como um monstro, o que a leva a fugir e isolar-se no topo de uma montanha. Pelo menos até Anna partir à sua procura e pelo caminho encontrar Kristoff e Sven e também Olaf, um boneco de neve que Elsa tinha criado na infância. 

A abertura do filme dá-se com um toque mágico, com algumas vozes a cantarolar, quase como se fosse um tom élfico. Somos, primeiro, apresentados a um muito jovem Kristoff e à rena Sven, que aparecem a recolher gelo, o que mais tarde ficamos a saber que é o trabalho deles: vender gelo, o que, claro está, é um negócio arruinado depois de o Inverno eterno de Elsa ter recaído sobre o Reino. Rapidamente passamos de Kristoff às pequenas Elsa e Anna. É interessante ver estes momentos iniciais de fraternidade e amizade e ver os contrastes com os momentos da coroação em que Anna já nem sabe como reagir perante a distância que a irmã estabeleceu; não se tornam estranhas, até porque ambas se amam, mas sentem-se desconfortáveis na companhia uma da outra, pois o segredo de Elsa é demasiado grande e difícil de manter. No final, por sua vez, a amizade regressa e é bonito ver as evoluções de cada uma. 


As personagens são, a meu ver, um dos maiores destaques desta história. Especialmente Anna e Elsa. São irmãs, mas muito diferentes. Se, por um lado, Anna é sonhadora e quer muito encontrar um amor, Elsa é o oposto: é capaz de viver sozinha, ou apenas consigo mesma. Durante um dos momentos musicais, destaco que Elsa diz mesmo que é feliz assim. Neste aspeto, tenho de admitir que acho uma tolice a petição que fizeram para arranjar uma namorada para a Elsa, por um simples motivo: Elsa é independente, consegue ser feliz sozinha. Alguém assim também já fazia falta no universo da Disney; alguém que não precisa de um parceiro. Mesmo assim, o contraste estabelecido com Anna também é curioso, pois esta não deixa também de ser uma personagem extremamente forte e continua a ter a sua independência, mesmo estando constantemente em busca do amor. E, por falar em amor, é necessário referir que não é somente um amor entre namorados, até porque o filme pretende retratar um outro género de amor. 

Os momentos musicais de Frozen ressoam como gritos de liberdade, especialmente o da música “Let it Go”, em que Elsa, finalmente, é capaz de libertar os seus poderes e de perceber aquilo de que é capaz. Este é o momento em que deixa de ficar contida no seu quarto com medo de magoar alguém; passa a ser livre e todos os sinais indicam para isso: desde o total uso dos seus poderes (capazes até de criar um castelo), à mudança de vestido (muito mais leve) e ao cabelo solto e rebelde. 


Frozen – O Reino do Gelo foi capaz de trazer uma brisa de ar fresco (ou gelado) às produções da Disney. Rapidamente juntou-se a outros grandes clássicos, mas desta vez traz este tal grito de liberdade e de independência que alguns outros filmes mais antigos não tinham. Traz duas vozes femininas muito diferentes, mas igualmente poderosas e carismáticas. O que mais se pode dizer? Foi um clássico instantâneo! E a maior prova disso é agora a sequela, que já está em exibição. Em breve haverá análise por aqui!
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

2 comentários:

  1. Veja o Jimmy Fallon a cantar músicas de filmes da Disney.
    Vale a pena.
    Bfds

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    1. Estou sempre a ver o programa dele! E do James Corden também!

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