segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Opinião sobre o Lisboa Games Week 2019

A sexta edição do Lisboa Games Week passou a correr; começou na passada quinta-feira, dia 21, e terminou ontem, dia 24. Fomos ao evento na sexta-feira e no sábado e hoje trazemos aqui um artigo de opinião, onde falaremos sobre os pontos positivos e negativos e também sobre algumas das novidades que foram apresentadas ao longo destes quatro dias.


Pelo que nos contaram alguns vendedores, o evento esteve calmo na sexta-feira. Não é de admirar muito, sendo um dia de semana, mas ainda assim foi-nos dito que o dia de abertura foi concorrido, especialmente devido a uma iniciativa que levou várias escolas de todo o país até à FIL. Podemos dizer que na sexta-feira também já não fomos propriamente cedo, mas sim a meio da tarde, pelo que nos é impossível comentar as típicas filas à entrada – apenas chegámos e entrámos.


Na entrada do Pavilhão 1, demos logo de caras com um dos maiores stands do evento: o da PlayStation. Tal como já tinha sido aqui dito no artigo de destaques, a PlayStation apostou ao máximo nas suas mais recentes novidades: Death Stranding, Days Gone, MediEvil, entre outros. Houve também algumas novidades, como é o caso de Iron Man VR, que ainda não foi lançado. Infelizmente, não chegámos a experimentar o jogo, pois no momento em que lá fomos havia outros visitantes a jogar e acabámos por nos sentar num dos puffs na área a jogar Days Gone, até porque se não fosse assim nunca o iríamos jogar – sempre deu para dar uma voltinha de mota.


Seguindo em frente, aparece o stand da Fnac, que podemos dizer que estava pobrezinho e com pouca diversidade. Curiosamente, podemos acrescentar que na Fnac ao lado, a do Centro Comercial Vasco da Gama, havia as nova Pop Figures Exclusivas do Stan Lee e ali não, o que foi um erro, pois seria, certamente, um motivo para levar alguns colecionadores ao stand.


Perto do stand da Fnac, deu-se uma maior atenção aos jogos de cartas e de tabuleiro, com stands de lojas da Devir e da Diver. Aqui podemos dizer que valia, realmente, a pena fazer compras, pois os preços estavam muito mais acessíveis do que o normal no exterior. Para além disso, a Devir dava aos visitantes a oportunidade de experimentar alguns dos seus jogos numa área a isso dedicada, com várias mesas e cadeiras.


Ainda no primeiro Pavilhão, situava-se um dos stands mais apelativos do evento: o da Nostalgica. Naturalmente, nem toda a gente que ali vai fica interessada apenas pelas novidades de Gaming. A Nostalgica permite-nos regressar ao passado através de uma variada seleção de máquinas de Pinball e Arcade. No que toca a Pinball, houve um pouco de tudo: máquinas de Doctor Who, Família Addams, Drácula, cowboys, pescadores e muito mais. Diversão garantida e por isso não admira que fosse um dos espaços mais concorridos, com as máquinas quase sempre a estarem ocupadas e com várias filas.


Passando para o Pavilhão 2, o melhor é guardarem a carteira mesmo no fundo da mochila, caso contrário vão sentir-se tentados. Esta parte do evento ficou principalmente marcada pelas lojas. Podemos dizer que houve diversidade no sentido de não se terem restringido apenas a uma categoria: havia lojas de figuras, merchandise, roupa, jogos, comida, etc. No entanto, se começarmos a analisar o que cada uma vende podemos concluir que aí são todas muito idênticas, mas com preços diferentes, especialmente no que toca a figuras.


Não se pense que ali só se venderam “produtos de fábrica”. Na verdade, o evento reservou algum espaço para os artistas, sejam eles pintores ou entusiastas do crochet. Aí sim, houve uma maior diversidade, pois cada banca tinha produtos diferentes e muito interessantes.


É também no segundo Pavilhão que fica o stand da Nintendo, bastante dedicado à Nintendo Switch. Foram apresentados os novos jogos, mas pareceu claro que a grande estrela ali era o novo Luigi’s Mansion 3. Havia um espaço onde era possível tirar fotografias com algumas personagens com recurso à edição em computador – as fotografias eram impressas na hora e era grátis (isto é importante) – e também uma “mansão” com uma longa fila que nem sempre estava aberta. Na sexta-feira encontrámos o espaço fechado, por isso só visitámos no sábado, achando que seria algo interessante, tendo em conta a fila. Na verdade, o espaço era apenas para jogar o jogo, por isso não fazia muito sentido estar uma fila tão grande, mas talvez isso se devesse à falta de informação.


Neste momento posso realçar que o evento se estende à Cultura Geek para além dos jogos. Houve, por exemplo, um espaço dedicado a Harry Potter, cortesia da Comunidade Mágica de Portugal, capaz de levar qualquer potterhead até Hogwarts sem sair da FIL. Repleto de adereços e objetos, muitos deles feitos à mão, foi notável o gosto na decoração. Também os fãs de Star Wars tiveram direito a alguns espaços onde facilmente podiam sentir a Força.


No geral, o evento cresceu, se compararmos com edições anteriores. Ainda assim, alguns espaços estavam muito vazios e talvez pudesse haver uma maior variedade no que toca a lojas e também (ainda) mais espaços para experimentar jogos. Infelizmente, e não entendo o motivo, parece que alguns dos stands nem sempre estavam abertos. Tal como nos aconteceu com a Mansão, também encontrámos alguns espaços encerrados na sexta-feira, o que é inadmissível, tendo em conta que este é um evento pago e que, absolutamente, não é barato. Há alguns aspetos que devem ser melhorados nas próximas edições, mas o Lisboa Games Week segue um bom caminho.

Mais fotografias aqui. 📷
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

2 comentários:

  1. Só fui ao Lisboa Games Week uma vez e achei o preço de entrada demasiado alto para o que apresentavam dentro do recinto.

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