domingo, 22 de dezembro de 2019

"A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca" em análise

O novo filme dos Estúdios Aardman traz o regresso de uma das suas personagens mais populares: a carismática Ovelha Choné. A Ovelha Choné – O Filme: A Quinta Contra-Ataca ganha, desde cedo, alguns pontos pela criatividade no nome, não só na tradução portuguesa como também na original (A Shaun The Sheep Movie: Farmaggedon). Mas será que os estúdios foram capazes, desta vez, de fazer frente a outros filmes blockbuster que estão neste momento em exibição?


A trama leva-nos de regresso à pacata vila de Mossingham, mais concretamente para perto da Quinta de Mossy Bottom, onde a Choné e o restante rebanho continuam a levar uma vida aborrecida e tentam divertir-se, mas são sempre impedidos pelo cão Bitzer. Certo dia, a rotina muda quando objetos estranhos começam a sobrevoar a cidade e alguém testemunha a chegada de um ser de outro planeta, que não tarda a ir ao encontro da nossa querida Ovelha. Lu-La, uma pequena alien, vê na Choné uma ajuda para voltar a casa, para junto dos seus pais. Em tentativas de regresso, acabam por formar uma bonita amizade.

Os Estúdios Aardman continuam a seguir o seu ritmo e a entregar ideias originais. Têm em mente que não são, por exemplo, a Disney. A prova disso é que lançam filmes com pouca frequência - o último foi A Idade da Pedra no ano passado, mas antes desse apenas houve o primeiro A Ovelha Choné em 2015 -, mas quando há novas apostas percebe-se que é tudo pensado ao mais ínfimo detalhe e elaborado com um grande cuidado, para que o resultado seja satisfatório.


Esta sequela tem em mente que está a ser lançada numa altura do ano em que outros filmes podem chamar mais à atenção. Repare-se que chegou aos cinemas na semana passada e esta semana estreou o novo Star Wars. Parece-me, então, que todas as referências ao universo criado por George Lucas não são pura coincidência, até porque também foram usadas como estratégias de marketing, com posters do filme relacionados com Star Wars. A verdade é que ao longo do filme existem, realmente, várias semelhanças, também com outros filmes passados no espaço, como é o caso do 2001: Odisseia no Espaço (1968). Só que é tudo apresentado com muito humor, que resulta sempre.

A primeira parte do filme traz muitos momentos cómicos, que derivam, essencialmente, da habituação da nova personagem Lu-La ao planeta Terra e aos humanos. É muito engraçado vê-la a interagir com tudo aquilo que a rodeia, especialmente tendo em conta que esta tem a Ovelha Choné como companhia nas suas peripécias. O humor continua a ser simples e tonto, como já fomos habituados. Na segunda parte começamos a ir mais direitos ao assunto e ao regresso de Lu-La a casa. O filme perde um pouco de ritmo e deixamos de ter tantos momentos propícios a gargalhadas, mas é tudo conduzido a um desfecho coerente.


Mais uma vez, a animação dos estúdios mantém-se impecável. É interessante vermos o filme a pensar que é um stop-motion e que cada movimento implica uma alteração nas pequenas personagens de plasticina. A determinados momentos, especialmente na Lu-La, é possível ver algumas marcas que penso serem impressões digitais. Para mim, isso só mostra que houve muito trabalho envolvido na produção do filme e é incrível.

Este é um filme muito leve. Os Estúdios Aardman sabem perfeitamente entregar produções divertidas e inteligentes. O facto de o filme não ser falado – apenas tem alguns sons expressivos – implica que a ação seja dinâmica e que as personagens transmitam tudo o que sentem através da visualidade. Tal como o de 2015, este nunca se torna aborrecido porque há muito a acontecer e as personagens conseguem facilmente captar a nossa atenção. É mais uma grande aposta e tenho a certeza de que vai agradar a miúdos e graúdos!

8/10

SOBRE A AUTORA

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos.

6 comentários:

  1. Adoro filmes de animação! Mais um para a minha lista de 2020 :)

    ResponderEliminar
  2. Não consigo gostar da Ovelha Choné.
    Feliz Natal

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que pena, Magui... Espero que o Natal tenha sido bom por esses lados! 🎅

      Eliminar
  3. Para si e para a sua família,
    sempre e não só nesta altura
    Joana, haja paz, saúde e alegria
    Feliz Natal com amor e ternura.

    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada! Espero que o seu Natal também tenha sido muito bom. Agora, como já venho tarde, desejo-lhe uma excelente passagem de ano!

      Eliminar