quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

"Harry Potter: The Exhibition" em Lisboa

Não foi a carta de admissão em Hogwarts, mas recentemente chegou a Lisboa, mais precisamente ao Pavilhão de Portugal no Parque das Nações, algo que nos fará sentir mais próximos do mundo mágico de Harry Potter: uma exposição, que arrancou no passado dia 16 de Novembro e que por cá ficará até 8 de Abril de 2020. Fomos conhecer a Harry Potter: The Exhibition na passada sexta-feira e hoje trazemos aqui a nossa opinião, informações e algumas observações.


O primeiro aspeto a realçar relaciona-se com o preço dos bilhetes de entrada. Este varia consoante os dias, se é um dia útil (16€) ou fim-de-semana (19€). As visitas são feitas em sessões, pelo que no ato da compra do bilhete devem indicar a hora (em espaços de meia hora) em que querem ir à exposição. A visita não é guiada, mas podem adquirir, por 6€, um áudio-guia. Se não, não há problema, pois tudo está bem referenciado, com muitas placas informativas, em português e inglês.


Agora, tendo em conta este preço, que podemos considerar elevado, será que vale a pena a visita? Para quem já visitou os Estúdios em Londres, podemos dizer que o que está aqui é uma pequena porção do que lá existe. A exposição organiza-se em cerca de seis salas, com variados temas. Começamos por uma breve introdução de Hogwarts com a sala comum e o dormitório dos Gryffindor, seguimos pelas aulas, depois para o Quidditch, para a Floresta Proíbida, para as Artes Negras e terminamos no grande Hall, decorado com efeitos de Natal. Todas as secções estão repletas de artefactos, tal e qual como acontece nos Estúdio. No entanto, curiosamente, a maioria dos objetos não são os que existem em Londres. É de notar que aqui dá-se atenção a personagens secundárias e aos seus adereços – por exemplo, temos uma maior dedicação a Gilderoy Lockhart, com muitas referências ao professor. Assim sendo, a exposição serve como complemento a quem já visitou os Estúdios, mas também é uma boa “amostra” para quem ainda não teve oportunidade de os visitar. Sempre traz um pedaço de magia.


A sessão inicia-se com uma sala em que estamos rodeados pelos posters dos filmes, mas rapidamente somos reencaminhados para a seleção do Chapéu Selecionador, onde são pedidos voluntários para fazer o teste das casas. Na nossa sessão foram apenas chamados dois voluntários e o Chapéu seguiu os seus desejos – não sabemos se por acaso, ou se estaria alguém a controlar a sua resposta. Foi um momento rápido. A seguir, segue-se mais uma sala com vários ecrãs, onde são transmitidas sequências dos filmes, até uma cortina começar a subir e darmos logo de caras com a parte da frente do Expresso de Hogwarts. Infelizmente, fomos quase varridos desta parte da exposição, com um dos colaboradores a gritar “apressem-se, que os professores não esperam”. É uma pena, pois, como se sabe, aquele comboio é muito especial para qualquer Potterhead e ainda que possamos regressar à sala em que está exposto, depois de fecharem as cortinas, a luz já não é suficiente para o vermos em todo o seu esplendor. Este foi um início de exposição apressado, mas de resto pudemos levar o nosso tempo, especialmente nas áreas de interação existentes (é possível ouvir o grito das mandrágoras e jogar Quidditch).


Por falar em luz, na zona da Floresta senti a sua falta. Entendo, claro, que o objetivo é entregar a sensação de medo e mistério que aquele cenário requer. O problema é que foi difícil ver o que estava exposto, pois estava muito escuro. O Thestral, por exemplo, passa completamente despercebido – fora a ironia, porque numa exposição queremos ver tudo com atenção e é necessária uma luminosidade minimamente adequada para tal. Na sala que se seguia já não havia esse problema, ainda que também estivesse sombria. Houve, até, alguns jogos de luzes, com várias projeções nas paredes.


No final da exposição, há uma loja com um pouco de tudo aquilo que os fãs de Harry Potter podem imaginar. Há varinhas, roupa e acessórios (t-shirts, cachecóis, tote bags), pins, peluches, guias, entre muitas outras coisas, sem esquecer as guloseimas, como os famosos sapos de chocolate e os feijões de todos os sabores do Bertie Botts. É também neste espaço que podem comprar as fotografias que tiraram durante a visita, nos dois espaços disponíveis para tal. Relativamente a preços, algumas coisas estão muito mais acessíveis do que nos espaços fora da exposição (posso dar o exemplo do Mapa do Salteador), mas outras estão com preços muito elevados (nomeadamente as guloseimas). Vale a pena, caso tenham interesse em fazer compras, ter isto em atenção! Levem a carteira!


Apesar do preço elevado dos bilhetes em confronto com o que é apresentado e o tempo que passamos dentro da exposição, acredito que esta é uma experiência agradável para qualquer fã do universo de J.K. Rowling. Se tiverem interesse, mais vale visitarem do que ficarem arrependidos mais tarde! Seguem-se, agora, mais algumas fotografias…








QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, desde criança que fico encantada com as animações, mas os grandes clássicos também me conquistaram o coração. Forrest Gump, O Resgate do Soldado Ryan e Cinema Paraíso são alguns dos meus favoritos. E é impossível esquecer a trilogia de O Senhor dos Anéis!

8 comentários:

  1. Como, finalmente, me aventurei neste universo, adorava visitar a exposição *-*

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  2. Mais uma Potterhead deste lado! o/ Ainda não visitei a exposição - preço demasiado caro - mas espero conseguir fazê-lo em breve. Obrigada por esta crítica, Joana, está fantástica!

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  3. Uma questão. o gui audio dá para partilhar com as pessoas que vamos ou cada um tem de adquirir o seu?? Obrigada

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    1. Como não usámos, não lhe sei responder a essa questão...

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