sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Os nossos filmes favoritos de sempre!

A propósito do primeiro aniversário da Companhia Cinéfila, decidimos reunir-nos novamente para escrever um novo artigo em conjunto, desta vez sobre os nossos filmes favoritos de sempre. É verdade, hoje falamos sobre os cinco filmes que estão no topo das nossas listas! Prontos para conhecê-los?


OS FAVORITOS DO DIOGO

Neon Genesis Evangelion: The End of Evangelion (1997), realizado por Hideaki Anno e Kasuya Tsurumaki

Há apenas dois filmes que falam para mim como se eu estivesse a falar fisicamente com o meu eu psicológico, com os quais mais me identifico até, tornando-se um bocado pessoais em inúmeros aspetos. Este é um deles, o que já seria de esperar, tendo em conta a minha vida pessoal. Não, eu não ando a pilotar mechs gigantes diariamente, e isso seria o mínimo dos meus problemas. Mas quem viu este filme – e a série que o antecede – sabe perfeitamente do que eu estou a falar quando digo que me relaciono profundamente com ele. E, olhando para a mente depressiva da pessoa que criou esta obra visualmente ofegante e estruturalmente complexa, é difícil não nos sentirmos estupefactos enquanto a história da série chega ao fim. É um filme imperdível, especialmente para aqueles que dedicaram tempo para conhecer as personagens na série televisiva, de maneira a conseguirem ver o seu derradeiro final. 


Pink Floyd The Wall (1982), realizado por Alan Parker

Este é, então, o tal segundo filme que mencionei acima, e apresenta os meus motivos pessoais pelos quais adoro os dois filmes, e me identifico tanto com ambos. Tendo ambos surgido nos momentos mais difíceis da minha vida, é difícil simplesmente desfazer-me da imagem de quando foi vê-los pela primeira vez, e como ambos mudaram o meu eu. E acho que é isso que os nossos filmes favoritos significam para nós, não? E algo que dei conta ao fazer esta lista é o facto de todos, ou a maior parte pelo menos, os filmes que aqui menciono terem alguma coisa a ver com Música. E porque não haveriam os Pink Floyd de estar presentes? Pode parecer um longo videoclip disfarçado de filme, ou algo para satisfazer o enorme ego de um dos membros da banda, mas o filme acaba por se tornar algo desigual, contendo uma história envolvente e difícil de não se relacionar com nós próprios em vários dos seus momentos. É um épico musical que tem importância ainda hoje, e a música de um dos álbuns mais importantes da história do rock progressivo/conceptual eleva-o ainda mais. 


Laranja Mecânica (1971), realizado por Stanley Kubrick

É difícil para um cinéfilo não ter um filme do Stanley Kubrick no seu Top 5/10 de filmes favoritos de sempre, especialmente se considerarmos a sua diversificada filmografia. É muito frequente ver Barry Lyndon nas listas, ou até o 2001: Odisseia no Espaço – que podia muito bem colocar aqui também. Mas sem sombra de dúvidas, o filme que mais me entusiasma quando ouço o nome do aclamado e controverso realizador é A Clockwork Orange. É o tipo de filme que se vir que será exibido nos cinemas outra vez, muito possivelmente estarei presente na sessão. Hipnotizante desde as primeiras imagens coloridas e banda sonora electrizante, o filme tem a ousadia de nos fazer acompanhar um anti-herói que nada de bom faz enquanto está no ecrã, algo que muitos evitaram ver até na altura em que foi lançado, banindo o filme em vários países – imaginem se tivesse sido lançado agora, teria a mesma maneira receptiva que o Joker (2019). Mesmo nesses termos, é um filme que exige muito da sua audiência, que até pode começar a odiar até certo ponto tanto a música clássica como o nosso humilde narrador do filme.


Amadeus (Director's Cut) (1984), realizado por Milos Forman

Falando em música clássica, Amadeus tem isso do início ao fim. Há quem desgoste do filme pela interpretação de Mozart, parecendo um pouco irritante até ao seu próprio riso, e devido a algumas incoerências históricas. O que é completamente normal nos filmes assim, não percebo porque haveria este de ser diferente. Extremamente épico, desde os seus enormes cenários à sua estrondosa banda sonora, o filme está pré-definido a deixar a audiência a pedir por mais. É dos poucos filmes que tenho em DVD que tenho medo de colocar no leitor, simplesmente pelo quão estrondoso o trabalho técnico sonoro que este filme tem, que sai diretamente nas colunas surround daqui de casa, que até faz o chão tremer (desculpem, vizinhos, não é de propósito)! 


Era Uma Vez na América (1984), realizado por Sergio Leone

Este é, possivelmente, o filme com mais subtileza e melhor senso de compaixão da lista. Épico de cerca de 220 minutos, Once Upon a Time in America é um filme que, apesar da sua duração, deixa uma espécie de marca em nós, mesmo parecendo mais um filme da máfia italiana que aí anda… tem o Robert de Niro e tudo! Este é o último filme que o famoso realizador de westerns Sergio Leone realizou, e nota-se todo o seu amor à fita em todos os segundos desta sua última película, que retrata também a primeira e a última vez que muitos amigos de infância se vêem. Possivelmente o filme gangster mais bem filmado entre o género, mais bem estruturado, e até com uma banda sonora incrível de Ennio Morricone, Once Upon a Time in America, apesar da sua duração, é das histórias mais completas e ricas que poderão encontrar. 

P.S.: Não falo tanto nestes dois últimos como falo dos outros três pois estes “lugares” na lista estão quase sempre a serem alternados. Posso colocar um dia o Battle Royale, como no próximo meto o South Park: O Filme, ou Pulp Fiction. Mas nada irá alterar o meu top 3, que é definitivo e mais fácil de argumentar razões e porquês de o ser. São respostas que têm sempre uma tonalidade mais pessoal, que acabam por definir quem sou. Daí eu falar bastante no meu eu até nas duas primeiras micro-análises.


OS FAVORITOS DA JOANA

La La Land: Melodia de Amor (2016), realizador por Damien Chazelle

“Mas eu não gosto de musicais”, foi o que pensei quando comecei a ver este filme. Aquele momento inicial assustou-me, mas rapidamente também me convenceu. Até aí, eu era aquela pessoa que dizia sempre que não gostava de musicais. La La Land mudou isso de forma trágica, pois agora não apenas adoro como também faço questão de ver todos. La La Land é Arte e uma carta de amor ao Cinema e à Música. É tudo pensado ao mais ínfimo detalhe, desde o equilíbrio entre as cores consoante as estações do ano, ao guarda-roupa e aos cenários. A história não cai no erro de ser cliché, apresentando um final surpresa que ao início custa a engolir, mas que depois nos faz pensar: é a vida, mas transmitida na mais bela das maneiras.


Cinema Paraíso (1988), realizado por Giuseppe Tornatore

Por falar em carta de amor ao Cinema, mais nenhum outro filme a escreve tão bem quanto este. Aqui respira-se Cinema do início ao fim, com uma das melhores bandas sonoras de sempre a acompanhar, composta por Ennio Morricone. A história de Alfredo e de Totò tem a dose ideal de doçura e ambição. Ao longo do filme, vamos simpatizando com os dois e com a amizade de ambos. Neste aspeto, preciso de dizer que prefiro a versão de cinema, pois a director's cut, ainda que fundamental para entender um ponto importante que na outra está em falta, deixa-me com uma opinião diferente em relação a Alfredo, que é uma personagem que tanto adoro. Pouco mais há a dizer aqui, pois este filme merece mesmo é um Rebobinar.


E Tudo o Vento Levou (1939), realizado por Victor Fleming

Lembro-me de, quando eu era pequena, a minha avó estar sempre a dizer que nunca mais terminava o livro. Na verdade, não me lembro é de alguma vez a ter visto a lê-lo, o que talvez tenha mitificado um pouco esta história para mim, deixando a curiosidade de a conhecer, mas através do filme. Verdade seja dita, o filme também demora o seu tempo para ser ver, com quatro horas de duração. A história é que nos prende, deixa-nos com uma vontade tremenda de saber como tudo terminará, em grande parte devido aos dois protagonistas Rhett Butler, interpretado por Clarke Gable, e Scarlett, por Vivian Leigh. Este é um daqueles filmes que têm valor por conterem uma grande história e bem!


Forrest Gump (1994), realizado por Robert Zemeckis

“Run, Forrest, run” é uma das frases mais icónicas do Cinema, assim como o momento em que Forrest está sentado no banco. Este é um filme cheio de lições de vida, que tanto é capaz de nos deixar a sorrir como logo de seguida destrói o nosso coração em pequenos pedaços. A história é incrível e presta uma atenção impressionante a pequenos detalhes. O argumento cuidado resulta em momentos inesquecíveis, enquanto muitas vezes estabelece metáforas interessantes. É absolutamente fantástico…


O Resgate do Soldado Ryan (1998), realizado por Steven Spielberg

Quem me conhece sabe que admiro os filmes de Steven Spielberg, mas este tem um lugar reservado na minha lista de favoritos, especialmente depois de ter visitado alguns dos locais onde o filme foi filmado (nomeadamente o cemitério) e ter aprofundado os meus conhecimentos sobre o momento histórico relatado, o que me fez ver o filme com outros olhos. Acredito que este é um dos melhores épicos de guerra e talvez um dos mais realistas, talvez exceptuando alguma “fantasia” relacionada com a busca de Ryan. A sequência do desembarque é tremendamente violenta, mas depois temos momentos doces como o da música de Edith Piaf, que contribuem para o equilíbrio da narrativa.


Quais são os vossos filmes favoritos de sempre? Contem-nos! 🍿
SOBRE OS AUTORES

Este artigo foi escrito pela Joana e pelo Diogo, a Companhia Cinéfila. Isto nem sempre acontece, mas às vezes reúnimos as nossas opiniões e debatemos para criar um artigo em conjunto! 😉

4 comentários:

  1. Estes também são alguns dos meus favoritos! Excelentes filmes!

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  2. 300 de Zack Snyder, Trainspotting de Danny Boyle, Figth Club de David Fincher, Kill Bill 1 e 2 de Quentin Tarantino, The Nightmare Before Christmas de Tim Burton, entre outros tantos que passaria aqui o dia!

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