quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

As linhas ténues de "Ghostland - A Casa do Terror" (2018)

Hoje é o aniversário de Crystal Reed, que não é uma atriz propriamente popular, mas nos últimos anos tem vindo a sobressair-se no género do terror, para além de ter protagonizado a série da DC Comics, Swamp Thing, que, entretanto, foi cancelada, antes sequer de ter tido uma chance. Talvez se estejam a questionar acerca do motivo de, então, estarmos a falar de uma atriz pouco popular, mas hoje queremos dar-lhe algum destaque, mais precisamente a um filme no qual participou: Ghostland – A Casa do Terror (2018), que, tal como ela, também passou bastante despercebido quando foi lançado. 


Este é um filme realizado por Pascal Laugier que acompanha uma mãe e as duas filhas numa mudança para a casa que tinha pertencido a uma tia. No entanto, logo na primeira noite, dois estranhos invadem a casa e tudo o que acontece muda o destino desta família por completo. Dezasseis anos mais tarde, Beth, uma das filhas, torna-se numa escritora de sucesso e leva uma vida feliz, até ao momento em que recebe uma chamada da irmã, que faz com que volte à tal casa e reviva todo o seu passado. Ou será que o seu passado ainda é o seu presente? Se ao lerem este parágrafo já se sentem confusos, preparem-se, pois este é um filme onde as linhas entre o passado e presente e o sonho e a realidade são muito ténues. 

Numa altura em que o Terror parece ser marcado, especialmente, pelas tentativas de assustar os espectadores, recorrendo à famosa tática dos jumpscares e a tendência é esquecer a importância de uma boa narrativa, Ghostland marca pela diferença. Todos sabemos que o género do Terror costuma pecar pela falta de uma boa história e, por este motivo, é sempre bom quando nos cruzamos com um filme que consegue assustar e apresentar uma história interessante. 

Este não é um filme de jumpscares. Na verdade, não nos causa susto nenhum. O seu lado assustador é proveniente de uma história que explora a loucura do ser humano e apresenta-nos um incrível terror psicológico, que chega mesmo a ser arrepiante. A melhor parte é quando começamos a perceber que nem tudo o que está a acontecer é real. São-nos apresentados inúmeros plot twists, a um ponto em que é quase impossível distinguir o que é realidade e o que é imaginação. 


O resultado é uma história original, que certamente vai gerar imensas teorias em relação aos acontecimentos e ao seu final. Temos aqui um filme que consegue ter todos os elementos do género e ainda assim apresentar uma excelente trama e este é o motivo pelo qual hoje decidimos falar um pouco sobre ele. Talvez consigamos despertar o vosso interesse!
SOBRE A AUTORA

Estudante de Cultura e Comunicação, com uma grande admiração pela sétima arte. Vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos. A criação deste espaço foi a solução para ligar este meu interesse à escrita, da qual também tanto gosto!

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