terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

O melhor e o pior da 92ª edição dos Óscares!

Não podemos dizer que esta 92ª cerimónia não vai ficar para a história dos Óscares, porque, na verdade, trouxe muitos momentos memoráveis, nomeadamente nas revelações dos vencedores, com Parasitas a vencer nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Argumento Original e Bong Joon Ho a ser destacado em Melhor Realizador. No entanto, também houve coisas que não correram tão bem... Hoje recordo aqui os pontos altos e baixos, com algumas observações do que podia ter sido muito melhor em termos de espetáculo!


1 – A APRESENTAÇÃO DO ÓSCAR DE MELHORES EFEITOS VISUAIS: James Corden e Rebel Wilson foram os escolhidos para apresentar a categoria de Melhores Efeitos Visuais e fizeram-no de um modo que soube brincar com o fracasso. Depois das críticas extremamente negativas ao filme Cats, no qual estes dois participaram, Corden e Wilson subiram ao palco vestidos de gatos, afirmando que “tendo feito parte do elenco de Cats, ninguém mais do que eles percebe a importância dos bons efeitos visuais”.


2 – A ATUAÇÃO SURPRESA DE EMINEM: “Lose Yourself”, do filme 8 Mile (2002), venceu um Óscar de Melhor Canção Original em 2003. No entanto, nesse ano Eminem não esteve na cerimónia para fazer uma atuação ao vivo. Quase duas décadas depois, e para surpresa de todos, o cantor apareceu em palco para uma atuação que levou o público a reagir das mais diversas maneiras. Se muitos dos presentes cantaram as letras em plenos pulmões, como foi o caso de Gal Gadot, Anthony Ramos e Kelly Marie Tran, outros como Martin Scorsese, Billie Eilish e Idina Menzel pareciam estar confusos. A internet, claro, reagiu a este momento com variados memes.


3 – VÁRIAS ELSAS EM PALCO PARA CANTAR “INTO THE UNKWNOW”: Era uma das confirmações, com a presença de Idina Menzel, de Aurora e de nove outras mulheres que deram a voz a Elsa noutras versões de Frozen II. Cantou-se em dinamarquês, espanhol, polaco, tailandês, norueguês, japonês e alemão. No entanto, é de lamentar um pouco que a canção não tenha sido melhor repartida por todas elas, sendo que Idina canta mais de metade e as outras limitam-se a uns breves segundos… Aceita-se pelo facto de ser a “Elsa original”, mas uma melhor distribuição deveria ser algo a ter em conta em próximas atuações deste género!


4 – A ABERTURA DA CERIMÓNIA: Nada contra Janelle Monáe, que, claramente, fez um bom trabalho, mas isto podia ter sido muito melhor! Quando a cerimónia começou, Monáe subiu ao palco para representar uma cena de Um Amigo Extraordinário (A Beautiful Day in the Neighborhood), o filme que levou à nomeação de Tom Hanks na categoria de Melhor Ator Secundário. Mas rapidamente tudo mudou de tom e a música transformou-se em “Come Alive”, uma música da cantora, que em palco foi acompanhada por bailarinos vestidos como personagens de filmes, entre os quais alguns que foram completamente esquecidos pela Academia – é, por exemplo, o caso de Midsommar – e outros figurinos difíceis de reconhecer. A determinado momento, Billy Porter é quem chama todas as atenções, ao cantar o refrão de “I’m Still Standing”. No geral, acaba é por parecer que foi uma atuação um pouco descompensada…


5 – AS DICAS DE MAYA RUDOLPH E KRISTEN WIIG: As duas atrizes apresentaram as categorias de Melhor Design de Produção e Melhor Guarda-Roupa e não perderam a oportunidade de mostrar o quão boas atrizes são, lançando a dica que estavam muitos realizadores presentes na cerimónia e que elas sabem interpretar em qualquer género cinematográfico, afirmando que não fazem apenas comédias. Foi um momento cómico que levou a boas reações por parte do público. Até Martin Scorsese achou uma certa graça!


6 – OS LIMITES DE TEMPO MAL CONTADOS: Ao longo da cerimónia, foi notável que houve uma extensão do limite de tempo dos discursos. Ao contrários dos anos anteriores, desta vez pouco se ouviu a orquestra a anunciar com os seus primeiros acordes que o tempo de discurso estava a chegar ao fim. Joaquin Phoenix e Renée Zellweger foram aqueles que falaram durante mais tempo, sem interrupções. No entanto, o problema é que esta liberdade de expressão foi só para alguns… No final, quando a equipa de Parasitas subiu ao palco para receber o prémio de Melhor Filme as luzes foram apagadas, em sinal de que o tempo tinha acabado. Felizmente, o público gritou e aplaudiu até estas ficarem serem novamente acesas e a equipa lá teve a oportunidade de celebrar o prémio.

Quais foram, para vocês, os melhores e os piores momentos da cerimónia?
Para conhecerem os vencedores dos 92º Óscares deste ano, cliquem aqui. 🏆
SOBRE A AUTORA

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos.

2 comentários:

  1. Como não acompanhei a cerimónia, não tenho melhores e piores momentos para destacar, mas gostei de ler os teus destaques :)

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