quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

"The Boy - A Maldição de Brahms" em análise

Nem sei porque continuo a dar-me ao trabalho de ver filmes realizados por William Brent Bell, honestamente. O nome dele passa-me sempre ao lado nos marketings todos, por isso acabo por nunca reparar e, no fim (ou quase sempre no fim) tenho a reação habitual dos filmes do realizador: ou odeio profundamente – olhando fixamente para o The Devil Inside, que tem um dos finais mais ultrajantes da história de TODO o Cinema – ou até pode ser um filme horrível que posso considerar um possível guilty pleasure, como o Stay Alive. The Boy, por acaso, foi uma surpresa agradável, pois foi um filme que ficou no meio dessas duas categorias: fiquei indiferente e não liguei mais após o lançamento. No entanto, parece que há necessidade de uma sequela, onde o mesmo realizador decide voltar para continuar a contar a história de Brahms. 


Podia jurar que este ano, no que diz respeito a filmes que nesta época, normalmente, são maus, estavam muito escassos. Mas Brahms surgiu das trevas mais profundas do inferno para provar que esses filmes, especialmente os de terror, ainda existem, e vão continuar a surgir inevitavelmente. No entanto, este cai numa nova categoria: é um filme que odeio, mas que é hilariante de se ver, e espero nunca mais o voltar a ver. 

Depois dos primeiros cinco minutos de filme, tudo o que se possa chamar de emoções ou reações desaparecem, seja das interpretações dos atores ou até o próprio cenário. Por parte do elenco principal, Owain Yeoman apenas está ali para ser a personagem que não sabe o que quer, num momento diz uma coisa, no momento a seguir está a dizer o oposto. O jovem rapaz, Christopher Convery, também não fala durante a maior parte do filme devido a um trauma, mas com isso este conseguiu trabalhar bem, apesar de, às vezes, se tornar um bocado irritante. Katie Holmes parece que anda meio perdida e não parece reagir a nada do que se passa no filme, especialmente em momentos de jump scares sonoros que, afinal, só estão ali para assustar a audiência e não para ter uma reação das personagens. 


A história não sabe o que quer realmente fazer com a personagem de Brahms. É na mesma uma sequela, mas decide tornar as coisas estupidamente complicadas, e torna muitos dos acontecimentos do primeiro filme quase nulos e sem justificação. Apenas arranjaram uma desculpa de set-up para uma narrativa miserável que pode até trazer outra indesejada sequela. Podiam ter explorado vários temas que se podiam ligar ao boneco de Brahms, como o modo como o trauma afeta uma família e pode levar a mesma a uma espécie de alucinação por ser incapaz por se achar segura. Mas nada disso. 

Brahms: The Boy II é um filme mau em todos os seus aspetos. Só que é nesse mau que se encontra sempre algo hilariante. Não digo que é tão mau que é bom só por ser “uma comédia”, mas é um filme que preferia dizer que é tão mau que mais vale não ver mesmo se não por apenas curiosidade. Não é algo tão abismal e horrível como The Devil Inside, mas certamente não é tão divertido como Stay Alive.

2/10
SOBRE O AUTOR

Apreciador e colecionador de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man (2002) de Sam Raimi.

2 comentários:

  1. Não achei o primeiro nada de extraordinário, por isso não devo ver este, até porque não vejo necessidade de uma sequela. Bom final de semana, Diogo e Joana!

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    1. Acho que fazes muito bem em não dar dinheiro a este filme! 😂
      Bom fim de semana, Jaime!

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