segunda-feira, 30 de março de 2020

Opinião sobre a Exposição Meet Vincent van Gogh

Numa altura em que nem imaginávamos que daí a uns dias íamos ter de ficar em quarentena, fomos visitar a exposição dedicada ao mundo fantástico de Vincent Van Gogh, recém-chegada a Lisboa. Meet Vincent Van Gogh, uma iniciativa do Van Gogh Museum em Amesterdão, chegou ao Terreiro das Missas em Belém no dia 28 de Fevereiro, para uma estadia que entretanto foi interrompida como medida de contenção do Coronavírus (COVID 19). A promessa do regresso foi feita, para mais uns dias de Exposição e, por isso, achámos boa ideia partilhar hoje a nossa opinião sobre o que vimos, como sinal de esperança para que a pandemia acabe rápido e que as portas se voltem a abrir. Na verdade, este artigo já estava preparado há cerca de duas semanas, mas a sua publicação não parecia fazer muito sentido neste momento. No entanto, hoje assinala-se o nascimento do artista, o aniversário de Van Gogh. Por isso, tornou-se numa excelente maneira de celebrar a data. 


Visitámos a exposição no dia 4 de Março, na sessão das 17:30h. A entrada é feita por sessões, que são escolhidas por vocês no momento da compra dos bilhetes. Tenham em mente que terão de chegar precisamente à hora que escolherem. Caso se atrasem, podem correr o risco de não poder entrar. Dada esta pequena informação, continuemos… 

Chegados ao Terreiro das Missas, perto da estação de comboios de Belém, demos de caras com uma tenda em tons de amarelo – a cor favorita de Van Gogh. Chegámos mais cedo, mas ainda assim pudemos logo entrar. No início, são-nos entregues áudio-guias, sem pagar mais por isso. É através destes pequenos aparelhos que começamos uma experiência diferente. 


Os áudio-guias automáticos começam a tocar sempre que passamos nas áreas assinaladas (no chão). A determinada altura, deixamos de dar conta da presença dessas áreas, pois simplesmente vamos na direção certa. O que nos é dito nos áudios não são simples informações sobre o que estamos a ver, mas sim relatos contados na primeira pessoa. É como se amigos do artista nos estivessem a falar da sua vida. 

Na primeira sala, ficamos a conhecer os primeiros anos da vida de Van Gogh, as suas motivações. Uma sala ampla, com projeções de mapas e fotografias, que servem de enquadramento histórico para o que se segue. O áudio dá-se na suposta voz de Theo, o irmão, e de amigos. 


De seguida, percorre-se um corredor rodeado com réplicas em tecido, em tamanho gigante. Ao longo da visita, somos assim rodeados pela Arte de Van Gogh: ou através de paredes de tecido com as suas pinturas ou com réplicas que estão à disposição do visitante através do toque. Aliás, o toque é fundamental nesta exposição: somos convidados a tocar, sentar, cheirar. Neste aspeto, lamento apenas que não haja sinais a informar que podemos e devemos fazê-lo, pois senti que muitas pessoas estavam receosas. 

A determinada altura, chegamos a um espaço com mesas e cadeiras, sombras e iluminação de pequenas lanternas. Nas mesas, encontram-se esboços e materiais de pintura. Tudo réplicas, mas tão fiéis que quase imaginamos os cheiros – por exemplo, as bisnagas de tintas a óleo, cheiro a mofo, a velas derretidas. Há ainda rascunhos de cartas e de textos. Para além disso, o visitante tem a primeira oportunidade para meter mãos à obra e elaborar um desenho em perspetiva. 


O corredor para o espaço seguinte presenteia-nos com uma réplica de um dos quadros mais famosos de Van Gogh, Girassóis. Na fase seguinte, podemos experimentar desenhar um auto-retrato com cores primárias, numas mesas compostas por espelhos e vários lápis. As cores assumem um papel fundamental nesta área, onde existem vários espaços de observação. É ainda aqui que se situa uma das zonas mais populares da exposição: uma réplica real do famoso Quarto em Arles. Sim, podemos sentar-nos na cama, tocar no chapéu, enfim, fazer qualquer coisa, mas com respeito! 

De seguida, há uma projeção com sombras que nos apresenta Van Gogh já numa fase de delírio. Com os fones, podemos ouvi-lo a conversar com um outro pintor seu amigo, numa pequena experiência quase teatral, com uma duração de cerca de dez minutos.


Já perto do final da visita, percorremos um corredor preenchido pelas várias pinturas, até chegar a uma área onde vemos a influência que Van Gogh teve no mundo, com imagens das mais diversas veias do entretenimento: desde atores que o interpretaram em filmes, a figuras Playmobil, réplicas, lugares, etc. Nesta área final, também podemos ficar sentados a ver e ouvir documentários vindos diretamente do Van Gogh Museum. 

A nossa despedida da Exposição dá-se com uma loja. Não é muito diversificada, pois muitos dos produtos representam o mesmo quadro. A nível de preços, também não é muito acessível. Ainda assim, há alguns objetos engraçados, como um Van Gogh de crochet, canetas em formato de tubo de tinta… E, claro, livros informativos.


Os preços dos bilhetes variam entre 9€ e 15€, havendo vários descontos e variando também consoante o dia da semana – ao fim-de-semana é mais caro. Neste momento, como informei no início, a Exposição encontra-se interrompida, mas certamente ainda vai regressar ao ativo. Deste lado, resta-nos apenas aguardar por mais informações e estar atentos ao que se vai passando.

Em baixo, deixamos mais algumas fotografias da Exposição Meet Vincent Van Gogh.







QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, desde criança que fico encantada com as animações, mas os grandes clássicos também me conquistaram o coração. Forrest Gump, O Resgate do Soldado Ryan e Cinema Paraíso são alguns dos meus favoritos. E é impossível esquecer a trilogia de O Senhor dos Anéis!

2 comentários:

  1. A exposição parece-me ser bastante interessante! Espero que esteja aberta quando isto tudo passar. Por acaso, não acho que os bilhetes sejam muito caros.

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