sexta-feira, 20 de março de 2020

Um mundo para explorar em "Animal Crossing: Wild World"

No dia em que é lançado o novo e aguardado Animal Crossing: New Horizons em exclusivo para a Nintendo Switch, hoje escrevo sobre um “antepassado” desse jogo: Animal Crossing: Wild World, que foi a minha entrada (a única, na verdade, pois não fui acompanhando os avanços das consolas da Nintendo) para este pequeno mundo relaxante de aproximação à natureza – pode até parecer estranho dizer isto, mas se continuarem a ler este artigo vão, certamente, entender o que quero dizer!


Animal Crossing: Wild World foi lançado em Março de 2006 e a primeira vez que tive contacto com ele foi numa loja em Andorra, pois penso que o jogo demorou um pouco mais a chegar a Portugal. Com uma capa colorida, a criança que eu era ficou entusiasmada e o preço também estava atraente, então lá o comprei e, verdade seja dita, vim toda a viagem de carro desde Andorra-la-Velha até Lisboa a jogar. 

A primeira vez que joguei foi em espanhol, pois na altura era mais fácil para mim compreender e achei imensa graça aos nomes, que também eles são traduzidos consoante o idioma em que se joga. Lembro-me que gostava imenso do mundo dos animais que o jogo nos apresenta, mas depois aconteceu um pequeno acidente: perdi o cartucho do jogo. Ou julgava eu ter perdido, até quase dez anos depois o ter encontrado caído atrás da cama cheio de pó. Claro que fui logo tentar jogar, mas para minha infelicidade tinha deixado de funcionar. Tinha acabado, então, o meu percurso em Animal Crossing… Pelo menos até o jogo ter vindo parar novamente às minhas mãos, depois de alguém ter ido vender um a uma loja de jogos em segunda mão.


Lá fui eu outra vez, voltar para aquele pequeno mundo na Nintendo DS. E será a partir daqui que vos conto o porquê da minha admiração por este jogo. 

Bem-vindos à simpática vila de Animal Crossing! A vila de cada jogador é única e tu decides como queres passar o teu tempo aqui e com quem construir amizades. 

É assim que o jogo nos é apresentado e é com esta premissa que começa. O início será igual para todos, dentro de um táxi com um sapo, o Kapp’n, a conduzir e a fazer-nos perguntas que, consoante as nossas respostas, geram a nossa personagem. Algo que sempre me incomodou um pouco foi o facto de termos de aceitar a personagem que nos dão, sendo que não podemos mudar cabelos ou cor de pele ou dos olhos – na verdade podemos, se eliminarmos o perfil criado e criarmos outro e outro e outro até termos alguém que é como queremos, mas é melhor aceitar o que o jogo cria para nós! 


Terminada a viagem de táxi, num dia chuvoso, chegamos a uma cidade à qual temos de dar um nome e onde depois somos apresentados às nossas novas responsabilidades. É-nos dada uma casa (e atenção, potenciais jogadores, ao início o telhado da casa será da cor do menu da vossa Nintendo DS!) e logo de seguida temos o simpático e desajeitado Tom Nook, que é gerente de uma loja e responsável pelo aluguer das casas, a dizer-nos que temos de pagar uma hipoteca, mas que podemos pagar do modo que quisermos, sem termos um prazo limite para o fazer. 

Ora, a hipoteca é de quase vinte mil moedas, o que é assustador ao início se não souberem como ganhar dinheiro. Ao princípio, temos a oportunidade de trabalhar em part-time na loja de Nook, que é o equivalente a fazer cerca de cinco entregas e está feito. Então e depois? É muito fácil: Tom Nook compra tudo, desde laranjas a conchas e isso é o que mais há em Animal Crossing! Todos os dias existem cartazes afixados na cidadezinha a dizer o valor que Nook está a dar pelas coisas, então depois é só fazer uma boa colheita e ir à Nook’s Cranny


Ao lado da loja de Nook temos a outra loja de Animal Crossing (normalmente existem apenas estas duas), pertencente às Able Sisters, que é o local onde podem comprar roupas e acessórios ou criar os vossos próprios designs, dando asas à criatividade. As gerentes das lojas são duas personagens carismáticas e muito distintas: uma é alegre e recebe bem o jogador enquanto cliente, mas a outra é muito cabisbaixa e introvertida. Segundo conta a lenda, têm um passado muito triste.

Passando-se em tempo real, o jogo também segue as estações do ano, sendo que na Primavera as plantas crescem com uma maior rapidez, no Verão está sempre sol, no Outono as árvores ficam com as folhas alaranjadas e no Inverno há neve e chove torrencialmente – mas não se preocupem, existem chapéus de chuva à venda para proteger a vossa personagem! O Inverno é a melhor parte, pois podemos fazer bonecos de neve!


O jogo dá-nos a oportunidade de fazer várias atividades, como pesca (existem campeonatos de pesca nos quais ganha o pescador do maior peixe), apanha de insetos, jardinagem… E podem também tornar-se arqueólogos, pois existem vários fósseis espalhados e podem encontrá-los e depois entrega-los no Museu da Aldeia – ou vendê-los ao Tom Nook e ficarem ricos! Encontrar os fósseis, pode tornar-se num objetivo para o jogador, pois ver o Museu completo é capaz de ser muito interessante.

O Museu da Aldeia é um dos espaços mais bem conseguidos do jogo, pois é o local de doações de peixes (para criação de um grande aquário), de insetos e de fósseis, mas tem também um espaço de observação de estrelas e um café (que custa duzentas moedas, é caro!). Cada vez que o jogador faz uma doação, seja de peixes, insetos ou fósseis, é-lhe feita a descrição daquilo que está a entregar, levando o jogo a tornar-se didático, pois dá informações e características reais.

Algo curioso é a preocupação que é mostrada no jogo com a natureza. É de notar que existe uma parte onde podemos pedir informações sobre o estado da aldeia e nas respostas será dito se está tudo limpo ou se existem alguns problemas que devem ser resolvidos - como é o caso da existência de ervas daninhas ou lixo nas praias.


Claramente, tudo em Animal Crossing foi pensado ao pormenor, a começar pelas personagens vizinhas, que são animais sempre muito diferentes e com personalidades definidas. Enquanto alguns são simpáticos e dão prendas a toda a hora, outros são rabugentos e estão sempre prontos para falar mal. 

Este é um jogo diferente, que não pressiona o jogador a completar níveis ou a conquistar objetivos, dando uma enorme liberdade para explorar. Ainda assim, nunca se torna aborrecido, pois quase todos os dias apresenta coisas novas, seja mercados, personagens que acabaram de se mudar, aniversários, concursos, celebrações, entre muitas outras coisas! 🍃
SOBRE A AUTORA

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, vejo filmes desde criança e sempre tive um gosto especial pelas animações e grandes clássicos.

2 comentários:

  1. Admito que é um jogo que não me apela muito, mas depois de ver os vídeos do novo fiquei curioso. Só que não tenho uma Switch.

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    1. Deste lado queremos muito jogar o novo, mas temos o mesmo problema...

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