segunda-feira, 27 de abril de 2020

"A Forma da Água" (2017) a rebobinar

Sally Hawkins celebra hoje o seu 44º aniversário. Não sendo uma atriz extremamente popular, a verdade é que ao longo da sua carreira já se destacou em várias produções. Podemos referir Um Dia de Cada Vez, ou Happy-Go-Lucky no nome original (2008), Blue Jasmine (2013), onde se salientou como Melhor Atriz Secundária e, claro, os dois filmes de Paddington (2014 e 2017). Naturalmente, aquele sobre o qual falamos hoje é o que a levou a ser nomeada para o Óscar de Melhor Atriz: A Forma da Água (2017) do genial Guillermo Del Toro, que acabou por ser o merecedor do prémio de Melhor Realizador nesse ano – Sally perdeu para Frances McDormand, pela sua prestação em Três Cartazes à Beira da Estrada (2017). 


A Forma da Água, ou The Shape Of Water, apresenta-nos Elisa, uma mulher órfã e muda que trabalha nas limpezas de um centro de investigações do governo americano nos anos sessenta. É aí que ela conhece uma criatura aquática misteriosa: um “homem-anfíbio”, que se encontra prisioneiro e pelo qual acaba por se apaixonar, vivendo uma história de amor única e sem igual. 

Este é um filme com muitos contrastes, a começar pelo facto de Elisa, no que toca às aparências, ser uma pessoa simples, inocente e indefesa e esta criatura ser, assim como é descrita, monstruosa. Já para não dizer que a criatura pertence à água e Elisa pertence à terra. Ou seja, o amor entre eles é praticamente impossível, ainda que também partilhem algumas coisas em comum: ambos parecem ser incompreendidos por quem os rodeia e vivem infelizes com a sua vida. O romantismo e a fantasia fazem com que tudo seja concretizável. A partir do momento em que a mulher consegue ensinar linguagem gestual a este “homem-anfíbio”, dá-se início a um magnífico romance de encantos que só podia ter sido realizado por Del Toro. 


O filme é capaz de nos cativar logo desde início devido ao seu argumento e, essencialmente, por toda a beleza visual. É tudo pensado ao pormenor, desde os cenários até à caracterização da própria criatura – que mesmo sendo um “monstro” tem um ar dócil, ao contrário dos humanos que pretendem usá-la para experiências (por exemplo, também podemos estabelecer um contraste entre o “vilão” e a criatura e seria caso para perguntar: “Quem é o monstro, afinal?”). 

Sally Hawkins interpreta Elisa, numa representação notável, de se lhe tirar o chapéu. Na verdade, ela é um dos grandes destaques deste filme e este é, provavelmente, o melhor papel de sempre na sua carreira, por muito que goste de a ver a interpretar Mary Brown na companhia do ursinho Paddington. A atriz consegue adaptar-se a cada momento, tendo, por vezes, de se tornar mais atrevida e descontraída, e outras vezes é simplesmente amorosa, com a capacidade de explorar o que a rodeia e de transmitir os sentimentos através do olhar. 


No geral, A Forma da Água é uma longa-metragem visualmente muito bonita e com grandes prestações. Uma história de amor e fantasia que arrecadou vários Óscares, mesmo não tendo tido a capacidade de conquistar por completo muitos corações. Mas, verdade seja dita, mesmo aqueles que não o consideram merecedor de tal prémio devem ter visto aqui algumas qualidades, não é? 

Parabéns, Sally Hawkins! 🎂
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes, escreve cartas e coleciona figuras e outras tralhas! No que toca à Sétima Arte, desde criança que fico encantada com as animações, mas os grandes clássicos também me conquistaram o coração. Forrest Gump, O Resgate do Soldado Ryan e Cinema Paraíso são alguns dos meus favoritos. E é impossível esquecer a trilogia de O Senhor dos Anéis!

4 comentários:

  1. Adorei este filme! Acho que está brilhante *-*

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  2. Também adorei ver este filme, uma história linda que lembra que as pessoas têm mais em comum do que pensam e que querendo os laços podem ser criados!!!

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  3. Confesso que achei o filme algo estranho...

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  4. Este filme está fenomenal, adorei :)

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