domingo, 26 de abril de 2020

Primeiras impressões de "Animal Crossing: New Horizons"

Já aqui falei sobre o acolhedor universo de Animal Crossing numa publicação que, certamente, deu a entender o entusiasmo que nutro pelo jogo. Eu, que nem sou grande jogadora, vi em Animal Crossing um refúgio virtual quando comprei o Wild World há mais de uma década. Desde então tenho jogado quando possível, mas, como contei no outro artigo, tive uma pausa pelo meio por ter perdido o cartucho e passaram alguns anos até conseguir encontrar um novo e ter voltado a jogar. Ora, o Wild World foi para mim uma entrada que não tem saída. No entanto, e por muito que goste desse, assim que anunciaram o novo New Horizons o meu entusiasmo só aumentou. Os trailers apresentavam paisagens incríveis numa ilha paradisíaca onde o jogador podia ser ele mesmo e tinha a capacidade de decorar tudo ao seu gosto. O único problema era que eu não tinha uma Nintendo Switch. Mas agora já tenho e estou a jogar há precisamente uma semana! Hoje trago as primeiras impressões, em formato de opinião, onde também vou abordar tudo o que podem fazer neste maravilhoso jogo.


Inevitavelmente, vão dar por mim a comparar o New Horizons com o Wild World – infelizmente não joguei o New Leaf, por isso essa será a única comparação que poderei fazer. As diferenças começam logo no ínicio. No Wild World temos a nossa personagem a chegar a uma pequena aldeia de táxi e é através das suas respostas ao sapo Kapp’n, o motorista, que o nosso visual é definido, o que pode levar ao choque de sairmos do carro com cabelos completamente diferentes do nosso que, dificilmente, serão mudados (pois isso só é possível na última evolução da loja do Tom Nook, que nos dias de hoje é difícil pelo facto de a Nintendo ter desativado o serviço de ligação que é necessário para receber um amigo na cidade, o requerimento desta evolução). Em New Horizons começamos por falar com Timmy e Tommy sobre um pacote de viagens para uma ilha deserta. Tudo ideias do Tom Nook, é claro. Estes pedem uma fotografia e logo aí definimos a nossa aparência: género, olhos, cabelo, etc. Ficamos como queremos, ainda que os penteados iniciais sejam poucos, mais tarde podemos adquirir mais e será tudo totalmente personalizável. 


Antes de chegarmos à ilha temos a apresentação do pacote de viagens, que é o trailer que foi lançado como anúncio. Assim que aterramos, ficamos a ver os nossos dois vizinhos (desejo-vos boa sorte com isto!) e somos incentivados pelos dois pequenos texugos a ir até à praça central, onde se dá uma pequena cerimónia de boas vindas e onde agarramos a nossa tenda, que devemos montar onde quisermos. De seguida, temos de falar com os dois vizinhos, ajudando a decidir onde devem montar a tenda. Esta é outra das diferenças: escolhemos onde fica cada coisa, incluindo as casas dos vizinhos, o que ajuda a formar a nossa ilha ideal, totalmente do nosso agrado! 

Só depois de finda a cerimónia é que o horário do jogo passa a coincidir com o real. Animal Crossing usa sempre os horários reais e aconselho a não mudarem as horas só para avançar no jogo. Isso é contraproducente quando somos convidados a relaxar e a desfrutar de cada minuto! Até porque existem visitas especiais em determinados dias e o melhor mesmo é ficarmos na expectativa de os encontrar – por exemplo, Daisy Mae, a neta de Joan, aparece aos domingos de manhã para vender turnips!


Outra das grandes diferenças que vão ver no jogo é apresentada através do incentivo a fazer DIY. São oferecidas instruções que podem seguir numa mesa de crafting se tiverem todos os ingredientes necessários para as construções. Depois, todas as tarefas que fazem geram Nook Miles, um novo serviço criado por Tom Nook que congratula o jogador à medida que este vai jogando e descobrindo mais. Por exemplo, ganham Nook Miles quando fazem DIY, vão à pesca, ganham dinheiro, são picados por abelhas, etc, basicamente por tudo. 

Como referi anteriormente, estou a jogar há precisamente uma semana. Acho que a melhor maneira de dar uma opinião pelo jogo passa também por refletir nas atividades que me foram apresentadas e que tive de desempenhar ao longo deste tempo, até porque por vezes temos de cumprir algumas missões. Assim sendo, o que fiz durante a primeira semana de jogo? 


Primeiro, evoluí a tenda para casa (com recurso a Nook Miles) e ajudei na construção da Nook's Cranny – a loja de Tom Nook que no início do jogo está no local dos Serviços de Residente. Doei espécies de insetos, peixes e fósseis para construir um Museu, que, entretanto, já está montado e à espera da recente atualização da ala de Arte – dito isto, já tive a visita do matreiro Redd, com as suas obras nem sempre verdadeiras, mas que aqui podemos analisar com zoom antes de as comprar (aconselho a que vejam no Google as obras originais!). Recebi também visitas dos “segredos da ilha”, Wisp (um pequeno fantasma) e Gulliver (uma gaivota que parece estar bêbeda) e ajudei os dois a encontrar peças que tinham perdido: no caso de Wisp cinco pedaços da sua alma (que voaram depois de se ter assustado comigo, uma humana naquela ilha que durante anos foi deserta) e no de Gulliver cinco peças do seu comunicador. Entretanto, também a Mabel passou pela minha ilha, mas as suas visitas, que são o que mais tarde levará à construção da loja de roupa das Able Sisters, foram interrompidas pela chegada de novas atividades. 

Na quinta-feira passada, dia 23 de Abril, a Nintendo lançou uma nova atualização com eventos como as atividades do Dia da Natureza e a já referida ala de Arte do Museu. Dito isto, também recebi as “visitas” dessa nova atualização, sendo elas o tal Redd e uma pequena e simpática preguiça chamada Leif que vende plantas na praça. Refletir nisto leva-me a concluir que a Nintendo vai estar atenta aos desejos dos jogadores e vai continuar a criar atualizações que permitem evitar que o jogo se torne monótono, continuando a trazer novidades especiais, o que não aconteceu no Wild World, que ao fim de alguns dias limitou-se a receber novos vizinhos quando outros iam embora. 


Em tempos de isolamento social, o jogo traz ainda a oportunidade de passearmos com os nossos amigos, através de visitas às ilhas. Admito que tem sido a minha parte favorita, mas, infelizmente, é necessário ter uma conta na Nintendo Online (que é um serviço pago) para ter acesso a esta funcionalidade. A boa notícia é que se ainda não tiverem usado o serviço, têm acesso a um período experimental gratuito de sete dias. 

A funcionalidade de jogo online é reconfortante e muitas vezes hilariante. Explorar a ilha com os nossos amigos é uma experiência diferente e capaz de enriquecer as nossas amizades, por muito fútil que isso possa soar. Imaginem pescar, mesmo virtualmente, com um amigo, dar-lhe com uma rede na cabeça, fazer DIY… No fundo tudo é resumido na palavra “explorar” e acreditem em mim quando digo que há muito que podem fazer e que podem guardar num álbum através de capturas de ecrã – onde até podem mostrar o que sentem através de reações, outra das novas funcionalidades do jogo. 


Não me quero prolongar muito mais neste artigo que já vai longo, mas acho que desse lado conseguem facilmente sentir o meu contentamento. Assim que estiver publicado, vou jogar mais um bocadinho, que hoje a ilha está bonita, com um sol brilhante e uma brisa suave – finalmente temos indícios de vento para criar grandes tempestades. Acreditem em mim, este jogo é absolutamente incrível e não me admirava nada que fosse destacado como jogo do ano – até porque neste momento de quarentena, acredito que já salvou muitas vidas. Em breve voltarei a falar nele, num artigo com algumas dicas e truques!

Nota: todas as imagens deste artigo são capturas do meu jogo, que fui tirando ao longo desta primeira semana!
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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