terça-feira, 29 de setembro de 2020

"Lovecraft Country" - Episódio 7 ("I Am.") em análise

Como disse na análise do episódio anterior de Lovecraft Country, esse foi um dos meus favoritos, a par com o primeiro. E o que sinto é que a minha opinião sobre os episódios parece uma montanha-russa a cada semana, com alguns a surpreenderem-me pela positiva e outros a deixarem-me totalmente desiludida. Ora, esta semana temos um episódio intitulado “I Am.”, realizado por Charlotte Sieling, que volta a entregar o protagonismo a uma personagem que até então apenas servia de apoio: Hippolyta Freeman (interpretada por Aunjanue Ellis), a esposa do tio George, que faleceu no terceiro episódio e parecia ter sido esquecido desde então.


Se virmos bem, desde a partida do tio George não tivemos mais acesso à sua família próxima, a esposa e a filha. Simplesmente não sabíamos como estas tinham reagido e, acima de tudo, se saberiam como tinha acontecido. Então este episódio veio trazer essas respostas e ficámos a saber que Tic e Letitia não contaram toda a verdade, motivo pelo qual aqui Hippolyta decide começar uma viagem de modo a completar o Guia de George, sem fazer a menor ideia de todos os perigos que poderá encontrar. 

Apesar de Hippolyta ter estado no centro das atenções, desta vez também tivemos um update na situação de Tic e Letitia, que tiveram o mesmo sonho na mansão, com uma mulher grávida a fugir com um livro, pelas chamas. Concluiu-se que esse é o Livro dos Nomes, onde estão escritos vários feitiços e como fazê-los. É o livro que Christina Braithwhite tanto quer, mas que aparentemente está ligado à família de Atticus, sendo que este tenta descobrir o seu paradeiro. Paralelemente, temos uma aproximação entre Letitia e a sua irmã Ruby Baptiste, que também experienciou alguns acontecimentos sobrenaturais com Christina, mas mantém tudo isto escondido de Letitia. Adicionalmente, este episódio levanta ainda suspeitas de que Leti poderá estar grávida, mas ainda sem confirmações. 


Em termos de avanços na narrativa, acredito que este episódio poderá não ter acrescentado muito mais para além de uma descoberta pessoal por parte de Hippolyta, que conseguiu viajar até um futuro onde pode ser quem quiser, simplesmente dizendo o que quer ser. Através desta ideia tivemos cenários muito distintos, desde o centro do universo, a um cenário de Amazonas, até aos cabarets clássicos. É como se fizéssemos uma viagem em drogas… Acho eu. 

Algo que me agradou no primeiro episódio desta série foi a inclusão de momentos históricos através de Easter Eggs. Isso parece ter sido um tanto perdido ao longo dos episódios anteriores, mas desta vez tenho de destacar o momento em que Hippolyta viaja e passa uma mulher de mota ao seu lado. Esta é, na verdade, uma representação de Bessie Stringfield, a primeira mulher negra a viajar sozinha de mota nos Estados Unidos da América. 


Admito que gostei deste “I Am.”, talvez por mostrar as personagens em cenários ainda mais distintos daqueles que já vimos. Mas não posso deixar de ressalvar que não me parece ter acrescentado muito à história da série e neste momento já não faltam assim tantos episódios para terminar a primeira temporada.
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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