sexta-feira, 23 de outubro de 2020

"Ava" em análise

Jessica Chastain regressou esta quinta-feira ao grande ecrã para ser a protagonista de Ava, um thriller que nos apresenta uma assassina a soldo, que ganha a vida a matar os seus alvos, numa profissão que oculta da sua família. Ava é realizado por Tate Taylor (As Serviçais, A Rapariga no Comboio e, mais recentemente, Ma) e conta com argumento de Matthew Newton.


Existem vários filmes que apresentam protagonistas com missões idênticas a Ava, mas geralmente ou são educadas desde crianças para serem assassinas, ou simplesmente tornam-se nisso para se vingarem de algo que lhes aconteceu. Ava, basicamente, une estas duas ideias, pois a protagonista tanto é ensinada a matar, a ser quase uma espia, como a determinado momento também passa a fazê-lo somente para se vingar – nomeadamente nos últimos minutos do filme. 

Jessica Chastain consegue entregar um certo charme à sua personagem, pelo menos quando está a trabalhar. Assume várias facetas, podendo tanto ser extremamente sedutora, como um pouco mais normal, até desleixada com a sua aparência (como a sua mãe, interpretada por Geena Davis, realça ao dizer que podia usar um penteado melhor). Jessica Chastain será, talvez, um dos motivos que vai atrair muita gente a ver este filme e valerá a pena para vê-la em ação num registo diferente. No entanto, fora a sua presença, e a do restante elenco com nomes que nos são familiares (como Colin Farrell e John Malkovich), esta longa-metragem tem muito pouco para dar. 


A história parece muitas vezes forçada, quase como se o seu único objetivo fosse chegar até às sequências de ação, que são interessantes de se ver, pois estão bem coreografadas e dão muita adrenalina à narrativa. A determinado momento, dei por mim a não me interessar minimamente pela história que me estava a ser contada, mas a ansiar por mais sequências de luta, ainda que estas fossem muito previsíveis e, a determinada altura, até repetitivas, já que se realizavam sempre seguindo a mesma fórmula. Ou seja, Ava não nos conta uma história memorável, mas tem sequências de luta que nos conseguem manter despertos. 

O resultado é um filme que só serve mesmo para entreter e não há nada de mal nisso. O problema é que acaba por sentir-se que poderia ter sido muito melhor, caso tivesse tido um argumento mais elaborado.

5/10
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

1 comentário:

  1. Este filme me parece ser bom, vou anotar para assistir em breve.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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