segunda-feira, 2 de novembro de 2020

"The Mandalorian" - T.2 EP.1 ("Chapter 9: The Marshal") em análise

Uma das séries mais promissoras do Disney+ está de regresso. A segunda temporada de The Mandalorian, do universo de Star Wars, estreou na plataforma no passado dia 30 de Outubro e o primeiro episódio (até ao momento o único disponível) promete uma temporada ao nível da primeira, ou até mesmo superior. “The Marshal” foi o nome deste primeiro capítulo, repleto de referências aos filmes, que, sem dúvida alguma, deixaram os fãs da saga entusiasmados.


Mando parte em busca de outros Mandalorian, na companhia da popular Criança (ou, na linguagem popular, o Baby Yoda), e é em Tatooine que encontra uma figura que se assemelha a um, ainda que não seja um Mandalorian, mas sim alguém que se veste como tal. Cobb Vanth (interpretado por Timothy Olyphant) é uma personagem misteriosa, que acentua o tom de western que a série já tinha mas que neste episódio é inevitável, já que até as suas poses seriam dignas de um Clint Eastwood. O enredo leva-nos, então, ao encontro desta figura enigmática, que quer derrotar um verme (um Krayt Dragon) que “assombra” a sua aldeia, Mos Pego. No entanto, sozinho não seria capaz e une-se a Mando para o concretizar, também com a ajuda dos Tusken Raiders, numa aventura que poderia muito bem pertencer ao Duna de Frank Herbert. 

“The Marshal” traz momentos icónicos, como o regresso do Baby Yoda, com Peli Motto (Amy Sedaris) a representar todos os fãs e a saudar a Criança com grande admiração – sejamos honestos: todos já tínhamos saudades da criatura mais fofa da galáxia. Depois, claro, são os momentos relacionados a Boba Fett que aumentam a nostalgia deste episódio, inicialmente com a simples armadura usada por Cobb e depois com o “cameo” final. 

A banda sonora de The Mandalorian já era um grande ponto de destaque na primeira temporada e aqui claramente veio aumentar a escala do épico, com os acordes a unirem-se na totalidade às imagens, levando-nos a sentir uma maior adrenalina, mas também a hesitação das personagens em momentos de maior tensão, como a espera pelo Krayt Dragon, antes do ataque. 


Este episódio trouxe-nos uma side story, já que poderá ter pouco a acrescentar a longo prazo, mas, ainda assim, foi delicioso de se ver, pelo seu ritmo entusiasmante, pelas novas personagens carismáticas e, talvez acima de tudo, pela quantidade de referências que apresenta. O que temos aqui é quase uma aventura apenas de Mando e da Criança, do percurso que estes fazem, longe do vilão Moff Gideon, e isso contribui para fortalecer o elo entre ambos – e, claro, para mais momentos emblemáticos do pequeno Baby Yoda. 

“The Marshal” foi um dos melhores episódios de The Mandalorian até ao momento e deixa a fasquia muito alta para esta segunda temporada. Agora resta esperar que os episódios cheguem… Semanalmente…
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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