quarta-feira, 11 de novembro de 2020

"The Mandalorian" - T.2 EP.2 ("Chapter 10: The Passenger") em análise

Depois de um regresso em grande, cheio de adrenalina e novas personagens com as quais facilmente criámos empatia, The Mandalorian apresenta agora um novo capítulo que se centra mais na “amizade” entre Mando e a pequena Criança. Ao contrário do primeiro, porém, este não soou tanto a uma história paralela, mas sim a uma nova fase da história principal, ainda que se sinta que haja muito filler pelo meio. “Chapter 10: The Passenger” foi o nome do segundo episódio da segunda temporada de The Mandalorian do Disney+. Desta vez a realização ficou a cargo de Peyton Reed, o realizador de Homem-Formiga (2015). 


Aqui, o Mandalorian recebe a missão de transportar um passageiro – uma mulher-sapo – que leva uma carga muito preciosa. No entanto, esta não será uma viagem fácil, será arriscada e com muitos obstáculos pelo caminho – incluindo uma Criança esfomeada, que se sente atraída pela própria carga. 

O objetivo deste episódio percebe-se desde cedo: é entreter. A Criança assume, então, um papel fundamental para garantir um tom cómico, especialmente quando se afasta do Mandalorian, que afinal revela não ser assim tão bom babysitter como já nos tinha dado a entender. O problema é que a fórmula do divertimento repete-se por várias vezes: no início, a Criança afasta-se e come ovos; a meio, a Criança afasta-se e come ovos, levando a um desfecho de episódio mais dramático, com uma perseguição de aranhas (“why spiders?! Why couldn’t it be follow the butterflies?!”, diria o sábio Ron Weasley) e a missão a não correr tão bem quanto seria pedido. 

Dito isto, por muito que adore os momentos adoráveis do “baby Yoda”, numa temporada que será curta e em que os episódios têm apenas cerca de quarenta minutos, pareceu-me um tanto desnecessário repetir várias vezes os mesmos momentos, resultando apenas num episódio preenchido por uma Criança esfomeada, até porque a nova personagem, a mulher-sapo, acaba por ser esquecida, assim como o seu propósito. 


É inevitável reparar que este episódio está repleto de diferenças e inicialmente há muita nostalgia relativa à saga Star Wars, mas, mais tarde, as referências parecem estender-se ao Cinema em geral. A sequência dos ovos das aranhas lembra a franquia de Alien e eu posso jurar que a determinado momento acreditei na possibilidade de a Criança ser atacada por um facehugger, visto que os cenários davam essa sensação de perigo, com um tom mais escuro, poeirento e misterioso, garantindo um toque de suspense.

Apesar de não ter sido um mau episódio, não conseguiu atingir a qualidade do anterior, já considerado um dos melhores da série até ao momento. Conseguiu ser divertido, mas podia ter sido muito mais do que isso.
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Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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