sábado, 28 de novembro de 2020

"The Mandalorian" - T.2 EP.5 ("Chapter 13: The Jedi") em análise

A espera terminou e finalmente temos uma Ahsoka Tano em carne e osso para animar ainda mais os fãs de The Mandalorian do Disney+. E o episódio desta semana (disponível desde ontem), intitulado “Chapter 13: The Jedi” (realizado por Dave Filoni), vai, certamente, para o topo da lista dos melhores episódios da série, por ter tantas sequências de luta épicas, referências nostálgicas e ainda momentos de grande amor entre o “Baby Yoda” (que daqui em diante será chamado pelo próprio nome!), o Mandalorian e a própria Ahsoka. 


Din Djarin e a Criança continuam a jornada pela galáxia, desta vez em busca de Ahsoka Tano, a Jedi sugerida por Bo-Katan no episódio “Chapter 11: The Heiress” (S02E03). Assim que o nome da famosa Jedi foi pronunciado, a vontade foi de ver Rosario Dawson a dar pele à personagem, mas ainda não foi no episódio da semana passada que isso aconteceu e a espera continuou até agora. Porém, já no próprio episódio, não há grande demora: são necessários apenas trinta segundos (talvez até menos) para Ahsoka Tano chegar e assumir todo o controlo deste novo capítulo – pelo menos ganha as atenções até à chegada da Criança à ação. 

Desta vez, somos levados para Corvus, onde Ahsoka confronta Morgan Elsbeth (interpretada por Diana Lee Inosanto), a governadora da cidade de Calodan, e o tenente Lang (Michael Biehn), dando-lhes apenas um dia para que se rendam. Na manhã seguinte, o Mandalorian e a Criança chegam a Calodan e deparam-se com uma cidade caótica, com as pessoas assustadas e a serem mortas. São levados diretamente até Elsbeth, que oferece um trabalho ao Mando, em troca de uma lança Beskar: terá de matar Ahsoka. Sem querer, acaba por contribuir para que este encontre a Jedi mais cedo e temos o encontro entre os protagonistas e Tano, que inicialmente os recebe com uma certa desconfiança, mas assim que Mando refere que foi mandado por Bo-Katan esta percebe que estão do mesmo lado. É aí que Din Djarin lhe pede ajuda a treinar a Criança. Ahsoka, no entanto, decide terminar com os nomes “falsos” e revelar o verdadeiro nome do até então popularmente conhecido como “Baby Yoda”: o seu nome é Grogu, e Tano conheceu “alguém da sua espécie chamado Yoda” (como já sabemos). Infelizmente, Ahsoka Tano reconhece que não será capaz de o treinar, visto que este teve um passado negro e está bastante vulnerável, sentindo-se protegido pelo Mando, que para ele é como um pai. Assim sendo, não sabemos o quão passageira poderá vir a ser a presença de Rosario Dawson na série, visto que afinal a ajuda da sua personagem não era bem a que os protagonistas precisavam. 

Este foi um episódio capaz de emocionar os grandes fãs de Star Wars, já que trouxe várias referências a outros momentos da saga, nomeadamente pronunciadas por Ahsoka Tano – personagem que por si só deixará muito contentes os fãs de The Clone Wars. Se inicialmente esta começa por referir o próprio Yoda, os espectadores mais atentos notarão também que esta fala de Anakin Skywalker, por exemplo, entre outras personagens mais secundárias. 


Os momentos que mais se destacaram desta vez foram, como já referi, os de interação entre os protagonistas com Tano. No entanto, é de destacar também a beleza das sequências de luta, especialmente as do início, com os sabres de luz a iluminarem o nevoeiro, enquanto Ahsoka se tornava numa espécie de ninja, a atacar os inimigos em grande velocidade, e com coreografias de ação magnificamente captadas pelas câmaras. Este foi um episódio que assumiu desde cedo um ritmo acelerado, parecendo ter passado a voar – o que é uma pena, se a nova personagem de facto não voltar a aparecer esta temporada (o que esperemos que não aconteça). 

A banda sonora, que geralmente tem um tom quase western galáctico também assumiu aqui novos ritmos, especialmente quando o povo de Calodan reconquista a sua liberdade. O tema da série ganha um tom mais alegre e esperançoso, distinto do que geralmente estamos habituados a ouvir. 

Se esta segunda temporada de The Mandalorian já estava com a fasquia bastante elevada, este “Chapter 13: The Jedi” conseguiu elevá-la ainda mais. Estamos a receber episódios distintos, com muita ação e com argumentos trabalhados ao mais ínfimo pormenor (posso destacar aqui a construção do momento da levitação do Baby Yoda, com a “bola” guardada pelo Mandalorian). Nota-se que Jon Favreau, assim como toda a equipa por detrás deste grande projeto, nutre uma grande admiração por Star Wars e por estas novas personagens que foram agora criadas, mas já conquistaram o seu lugar nos nossos corações.
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Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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