quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Os nossos filmes favoritos de 2020!

Chegamos agora ao final do ano de 2020 e, como sempre temos feito, decidimos fazer uma listagem dos nossos filmes favoritos. No entanto, este ano, chegado este momento, deparámo-nos com um pequeno problema: geralmente, nas nossas listas, optamos por selecionar somente filmes cuja data de lançamento corresponde ao ano da lista (neste caso 2020) e quando fomos em busca dos nossos favoritos lançados este ano percebemos que quase todos eram de 2019 ou até 2018, tendo em conta que muitos dos filmes que chegaram nos últimos doze meses já estavam nas gavetas há algum tempo, à espera de uma oportunidade de estrear em sala. Por sua vez, aqueles que tanto aguardámos pela estreia em 2020, incluindo muitos blockbusters, foram adiados para 2021. Assim sendo, o que sobra em 2020? Acabámos por perceber que até houve alguns filmes que nos marcaram, ainda que no geral as nossas listas deste ano sejam muito distintas de todas as outras: teremos mais filmes estreados em plataformas de streaming e também de festivais, em vez de estreias em salas de cinema normais. Para nós, 2020 foi um ano diferente, até porque se contam pelos dedos (das mãos e dos pés) as vezes que fomos a uma sala de cinema. Isto, claro, fez-nos uma certa confusão, já que costumávamos ir ao cinema pelo menos uma vez por semana. Certamente, todos aqueles que nos seguem, repararam também no impacto que isso trouxe para o blogue, já que resultou numa diminuição das análises semanais, sendo que às vezes até ficámos vários dias sem publicar nada, simplesmente porque vimos menos filmes – por exemplo, costumamos ter uma média de 300 filmes por ano e, desta vez, ambos rondámos os 180, sendo que a maioria são clássicos. Dito isto, aproveitamos para pedir desculpa por esta ausência e esperamos que em 2021 possamos recuperar o nosso ritmo cinéfilo e regressar em grande às salas, até porque se não existirem mais adiamentos teremos um ano em grande, com estreias que aguardamos desde 2019. Por fim, aqui seguem as nossas listas e relembramos que estes são apenas filmes de 2020.


OS FAVORITOS DO DIOGO CORREIA 
1. Tenet (2020), Christopher Nolan 
Tendo sido uma das muito poucas idas ao cinema este ano, especialmente à sala IMAXTenet, tal como os outros filmes de Christopher Nolan, já era por muitos bastante antecipado. Foi um filme tão bom quanto muitos outros da sua filmografia? Nem por isso. Mas a escapatória da nossa casa para o ver no cinema, na altura em que estamos, valeu mesmo a pena, e foi muito graças ao espetáculo a que Nolan já nos habituou, fazendo os seus filmes obrigatórios na maior sala possível. 

2. Bill e Ted Salvam o Universo (2020), de Dean Parisot
Uma coisa que 2020 nos deu de bom, pelo menos para mim, foi dar mais uma sequela ao famoso duo do final dos anos 80 que tiveram de atravessar entre vários espaços e tempos diferentes apenas para poderem passar a disciplina de História. Bill e Ted voltaram em muito boa forma, especialmente numa altura em que nem toda a gente se lembra deles, e lembraram-nos que devemos, em alturas como estas, ser excelentes uns com os outros. 

3. Soul (2020), Pete Docter 
Pixar é Pixar, e este ano teve duas estreias. Uma delas foi visto ainda antes de nós fecharmos as portas. O filme pode não ter atingido as nossas espectativas iniciais, mas foi um bom filme de família. No entanto, Soul é muito mais que isso, recordando-nos que eles são capazes de fazer os filmes com uma mensagem que não só é transmitida para as crianças, mas, mais principalmente, para os adultos, para os quais parece que Soul era mais indicado. Uma visualização obrigatória, especialmente para os mais graúdos, que mais apreciarão a sua intemporal mensagem. 

4. O Homem Invisível (2020), Leigh Whannell 
O Homem Invisível foi uma tentativa muito mais bem conseguida da Universal de tentar reviver os seus clássicos de terror dos anos 30/40 (sim, estou a apontar o dedo para o rapidamente “assassinado” Dark Universe). Realizado pelo ascendente realizador de terror Leigh Whannell, com um orçamento pequeno, mostra que quanto menos vemos, melhor, e, numa época em que estamos a alucinar dentro de casa, este filme sempre ajudou a intensificar que, talvez, sempre há alguém a ver-nos num canto qualquer da casa. 

5. Host (2020), Rob Savage 
Fecho a lista então com um filme que, infelizmente, apenas foi exibido numa sessão da meia noite do MOTELX. Ninguém diria que um filme feito no espaço de três meses durante um confinamento teria o sucesso, ou impacto, que Host teve durante o seu lançamento. É um filme bastante simples, que faz muito facilmente lembrar a série de filmes Unfriended, mas tenta não levar a sua premissa tão a sério, tornando-o mais realista conforme os nossos tempos atuais. Este também é bastante curto, tendo apenas uma hora (ou menos), mas este desenrola-se que nem manteiga. Host é, então, uma improvável recomendação minha, que mostra que, com quase nada, podemos sempre fazer algo para nos entretermos, tal como um filme de sucesso. E, já agora… O filme ainda hoje, desde o seu lançamento, ainda tem uma nota de 100% no Rotten Tomatoes


OS FAVORITOS DA JOANA GRILO
1. Hamilton (2020), Thomas Kail 
Admito que, primeiramente, não queria incluir Hamilton na minha lista por um simples motivo: o que aqui temos é a filmagem de um musical. No entanto, admiro a realização deste filme e a sua capacidade de nos transportar para o meio daqueles atores/cantores. Esta acabou por ser uma experiência cinematográfica totalmente diferente para mim. Era também uma que aguardava ver já há algum tempo, pois durante anos cantarolei as músicas escritas por Lin-Manuel Miranda e agora, finalmente, tive a oportunidade de ver, com uma excelente qualidade, toda a encenação em palco. 

2. My Heart Can’t Beat Unless You Tell It To (2020), Jonathan Cuartas 
Infelizmente, este filme ainda não teve estreia nas salas nacionais, mas estreou por cá no MOTELX – Festival Internacional de Terror de Lisboa. Tem o poder de contar uma história sobre vampiros sem nunca afirmar que o é. Ou seja, podia ser uma história sobre alguém com uma doença, pois o que aqui mais importa é o modo como cuidamos uns dos outros, seguindo a história de três irmãos, em que os dois mais velhos protegem o mais novo, que é extremamente frágil. Para mim, este foi, sem dúvida alguma, um dos filmes que mais me marcou este ano e espero, sinceramente, que em breve chegue às nossas salas de cinema. 

3. Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga (2020), David Dobkin 
Primeiramente não dava nada por este filme e, por isso, foi a maior surpresa que tive em 2020. Tem uma história cativante, com músicas que nos ficam na cabeça e que nos levam a cantarolar e dançar. Tem também momentos cómicos hilariantes, especialmente criados por Will Ferrell, que forma um par improvável com Rachel McAdams. Para além disso, é uma delícia para os fãs da Eurovisão – e isso é apenas um bónus. 

4. Falling (2020), Viggo Mortensen 
A estreia de Viggo Mortensen na realização surpreendeu-me pela sensibilidade com que os atores são apresentados e as suas emoções são mostradas. É um filme cheio de sentimento, com uma história comovente e personagens diferentes do comum, mas que conseguem representar realidades que nem sempre são mostradas. Falling teve a sua estreia em solo nacional na edição deste ano do Lisbon & Sintra Film Festival (LEFFEST). 

5. Verão de 85 (2020), François Ozon 
Inicialmente, este filme lembrou-me um dos meus favoritos, o Chama-me Pelo Teu Nome (2017). No entanto, isso deve-se apenas à relação dos protagonistas, pois a história é totalmente diferente, chegando a abordar temas inesperados, como, por exemplo, a perda de alguém que amamos. Certamente não é o filme mais surpreendente de François Ozon, mas marcou-me o suficiente para constar nesta lista.

A Companhia Cinéfila deseja a todos um maravilhoso ano de 2021! 🎉
SOBRE OS AUTORES

Este artigo foi escrito pela Joana e pelo Diogo, a Companhia Cinéfila. Isto nem sempre acontece, mas às vezes reúnimos as nossas opiniões e debatemos para criar um artigo em conjunto! 😉

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