quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

"Polar Express" (2004) a rebobinar

Quando penso em filmes com uma temática natalícia, um daqueles que rapidamente me vem à memória é o Polar Express (2004), filme de Robert Zemeckis que nos leva numa aventura cheia de emoções e contratempos até ao Polo Norte. Aqui seguimos um jovem que deixou de acreditar no Pai Natal e que embarca, então, num Expresso que o fará ter essa esperança novamente. 


O nosso protagonista, cujo nome nunca é referido (mas que na obra literária em que o filme se baseia se chama Chris), alinha nesta viagem no Expresso Polar, mas não é o único: todos nós, enquanto espectadores, também viajamos, até porque muitas sequências são vistas de um ponto de vista na primeira pessoa, com destaque para as de maior adrenalina e perigo no comboio, em que até parece que estamos a andar numa montanha-russa ou num escorrega. 

Aqui temos um estilo de animação diferente, já que foram usadas técnicas de captura de movimento em 3D para gravar digitalmente as performances físicas dos atores (entre os quais temos Tom Hanks, ator que já tinha participado em vários filmes de Robert Zemeckis e que aqui desempenha um vasto número de personagens) antes de os transformar nas suas personagens animadas. Curiosamente, não podia deixar de referir que os papéis das crianças foram representados por adultos, usando acessórios grandes (vestuário, por exemplo) para realizar os movimentos adequados àquela que seria a altura das crianças. Esta preocupação com o realismo faz com que esta animação tenha momentos quase hiperativos, mas com movimentos naturais, como é o caso da dança do chocolate quente, uma das sequências mais icónicas deste filme – e também uma daquelas que nos deixa a salivar e com vontade de embarcar no Expresso.


Como referi anteriormente, os nomes dos protagonistas não são referidos e, a meu ver, isso contribui para que todos nós nos vejamos naquele papel. Ou seja, os protagonistas poderiam ser qualquer um de nós, já que todos passámos pela fase da dúvida em relação ao Pai Natal. Em criança, todos tivemos aquela esperança, apenas nunca tivemos a oportunidade de fazer esta viagem. E, nesse sentido, a verdade é que as personagens deste filme são todas muito distintas e com características próprias, como é realçado através das mensagens picotadas nos bilhetes de cada um, já perto do final da história. 

Este é um filme sobre a magia do Natal e se há algo que contribui para aumentar ainda mais esse sentimento é a sua maravilhosa banda sonora, composta por Alan Silvestri, que, assim como Tom Hanks, também já era companheiro de longa data de Zemeckis – tendo composto para Forrest Gump (1994), entre outros, e assegurando ainda essa parceria até aos dias de hoje, já que também fez a banda sonora de As Bruxas de Roald Dahl, filme estreado no passado mês de Outubro. Esta é uma daquelas bandas sonoras que associamos com facilidade ao filme e cujo tema principal consegue manter-se vivo nas nossas memórias, mesmo passados tantos anos desde a estreia do filme em 2004. 


Para mim, Polar Express é um dos melhores filmes de Natal, pois mantêm viva toda a magia e os sentimentos que esta época traz. Faz-nos acreditar, não apenas no Pai Natal mas também na bondade, na humanidade e na amizade. É um filme que recomendo para toda a família, pois entrega uma experiência inesquecível!

A Companhia Cinéfila deseja a todos um feliz Natal! 🎅🎄
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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