domingo, 20 de dezembro de 2020

"The Mandalorian" - T.2 EP.8 ("Chapter 16: The Rescue") em análise

Depois de uma longa espera pelo regresso de The Mandalorian, do Disney+, agora até parece que esta segunda temporada passou a voar, pois a verdade é que na passada sexta-feira já estreou o episódio final. Felizmente, apesar de ter sido rápido, os oito episódios que formaram esta temporada compensaram todo o tempo de espera e elevaram ainda mais a fasquia que já tinha sido bastante alta com a primeira temporada. “Chapter 16: The Rescue” foi, então, o nome da season finale, que foi tão épica (ou até mais) do que seria esperado. Houve um pouco de tudo, incluindo até algumas surpresas da saga de Star Wars. Como sempre, esta análise contém spoilers, pelo que não recomendo a leitura a quem ainda não viu o episódio. 


Depois dos acontecimentos anteriores, Din (Pedro Pascal) sabe a exata localização de Grogu e começa o seu resgate na companhia das mulheres guerreiras desta série: Fennec (Ming-Na Wen), Cara Dune (Gina Carano) e também Bo-Katan (Katee Sackhoff) e Koska Reeves (Sasha Banks). Os planos estão traçados, mas chegar até Moff Gideon (Giancarlo Esposito) e, consequentemente, à Criança poderá não ser uma tarefa assim tão fácil, já que há Stormtroopers por todo o lado, assim como um grande truque na manga por parte do Império: Dark Troopers, que já tínhamos visto em ação anteriormente e cuja força mecânica é extremamente poderosa. 

Desta vez regressamos ao tempo de duração normal dos episódios mais antigos e temos cerca de 45 minutos de ação, com sequências em ritmos acelerados, mas controladas, de modo a garantir que nada pareça demasiado apressado. A entrada na Star Destroyer de Moff Gideon dá-se logo nos minutos iniciais, com um esquema em que as nossas “infiltradas” fazem uma aterragem de emergência na nave, enganando todos aqueles que lá dentro se encontram. Ou seja, depois de já chegadas à nave, a maioria da ação dá-se nos corredores, mas sempre com novos perigos à espreita. Destaco a sequência da ponte, com o foco nas quatro mulheres a trabalhar em equipa – e Bo-Katan e Koska a confiar plenamente nas capacidades de Fennec e Cara. 


Se por um lado acompanhamos esta equipa inesperada, por outro lado acompanhamos também Din, a ir diretamente ao encontro da Criança. No entanto, não chega a tempo de evitar o reencontro com os Dark Troopers, a nova arma do Império e que, nas palavras de Moff Gideon, “apenas um deixou Din de mãos cheias”. De facto, a sequência de luta entre Din e apenas um Dark Trooper deixa-nos com o coração a tremer um pouco, tal é a força do Dark Trooper. Felizmente, Din consegue desocupar-se por uns instantes, apenas para os Dark Troopers regressarem mais tarde. 

Depois de escapar deste contratempo, Din consegue finalmente encontrar o “baby Yoda”, mas este está preso e com Moff Gideon a apontar-lhe um sabre de luz, de modo a garantir que Din não faz nada precipitado. O resultado de tudo isto é que Din é, primeiramente, enganado por um falso acordo (que também o leva a perceber que a verdadeira razão pela qual Bo-Katan aceitou fazer o resgate é porque pretende recuperar o seu sabre de luz, o Darksaber, que está na posse de Gideon), mas depois consegue derrotar Moff e recuperar facilmente a Criança. Porém, assim que volta a encontrar-se com as mulheres, já com Grogu e com Moff Gideon preso, Bo-Katan não parece muito satisfeita ao vê-lo com o seu sabre. Moff Gideon não tarda a explicar que ela quer o sabre de luz, mas que para isso teria de matar Din, pois só assim o Darksaber voltaria, realmente, a pertencer-lhe. Esta situação, porém, acaba por ficar pendente, pois, entretanto, regressam os Dark Troopers. 


Já totalmente encurralados por Dark Troopers, parece haver pouca esperança para os nossos heróis. Ou pelo menos inicialmente assim parece, mas uma figura misteriosa – vinda numa X-Wing – aterra na Star Destroyer para salvar o dia. E se a nave até poderia ser apenas uma mera coincidência, a entrada grandiosa (numa clara homenagem a Darth Vader) já não deixaria grandes dúvidas: a personagem-mistério é Luke Skywalker, que vem em busca de Grogu, para que este consiga ter o seu merecido treino Jedi. Para aumentar um pouco mais a nostalgia e a emoção, de seguida chega também R2-D2. 

Este foi um episódio com grandes sequências de luta e sempre com um clima tenso, em que os nossos heróis sentiam, claramente, medo e talvez até pouca esperança. Destaco, claro, os momentos em que os Dark Troopers conquistavam todas as atenções. E, nesses momentos, é de referir também o diferente tom da banda sonora, tornando-se também mais eletrónico, quase como um dubstep, distinguindo-se do habitual tema da série. Este tema dos Dark Troopers intercalado com o ritmo meio western que acompanha sempre Din levou a uma mistura musical interessante, capaz de aumentar a adrenalina. 


“Chapter 16: The Rescue” trouxe um final um tanto inesperado à série, tendo superado todas as expectativas dos fãs, que não esperavam ver uma personagem tão carismática quanto Luke Skywalker a entrar para este novo universo – que, atenção, se passa após os acontecimentos de Star Wars: Episódio VI - O Regresso de Jedi (1983). Mas, como se isto não fosse suficiente, a sequência pós-créditos ainda consegue dar um último ânimo antes da espera pela terceira temporada: temos a revelação de que uma série sobre Boba Fett está em produção (The Book of Boba Fett, spin-off de The Mandalorian). Tomara que todas as season finales fossem tão ambiciosas quanto esta (que neste momento se encontra classificada com 9,9/10 no IMDb)! Agora resta-nos esperar pela data de lançamento da próxima temporada ou pelas outras séries do universo de Star Wars que se encontram em produção.
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Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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