terça-feira, 26 de janeiro de 2021

"WandaVision" - Episódio 3 ("Now in Color") em análise

O terceiro episódio de WandaVision já chegou ao Disney+ e desta vez trouxe-nos comédia a cores (daí o título “Now in Color”), depois de no final do segundo episódio termos tido uma sequência a despedir-se do preto e branco. Para além disso, desta vez também “viajámos” no tempo e já não nos encontramos nos anos 50, mas sim nos finais dos anos 60 ou início dos 70. Novamente, Wanda (Elizabeth Olsen) e Vision (Paul Bettany) parecem estar relativamente bem integrados na comunidade e desta vez o desafio é outro: dar à luz uma criança que se desenvolve rápido como um relâmpago sem que os vizinhos se apercebam, de modo a evitar questões. 


A animação volta a estar garantida com esta dupla vencedora de protagonistas e a química a que já nos tinham habituado. É engraçado vê-los a lidar com os imprevistos e é inevitável soltar uma gargalhada com as piadas secas que a série nos apresenta, já que enquanto público temos mais conhecimentos sobre estes dois do que os vizinhos deles têm. As piadas sobre a “máquina” que é Vision ainda não cansam e não posso prever se algum dia me vou sentir entediada quando este refere os seus segredos que apenas Wanda sabe. Por enquanto, admito que, não sendo uma pessoa fanática por sitcoms, até agora tenho achado muita graça a todo o conceito desta série (inclusive as tais piadas secas) e dou por mim a rir juntamente com as “gargalhadas enlatadas”.

As personagens dos dois episódios anteriores estão de regresso, mas adaptadas aos anos em que o tempo deste novo episódio se enquadra. Voltamos a ter Geraldine (Teyonah Parris) e Agnes (Kathryn Hahn), no entanto rapidamente se percebe que há um certo clima de incerteza a pairar no ar, como já tinha acontecido anteriormente, quando Wanda negava alguns acontecimentos e mudava a sua “realidade”. Neste episódio, porém, esse clima de dúvida dá lugar aos traumas do passado e através da personagem de Teyonah Parris somos recordados dos acontecimentos de Vingadores: A Era de Ultron (2015) e consequentemente da morte de Pietro Maximoff, o irmão gémeo de Wanda. E isto é ainda mais relevante quando nos apercebemos que Pietro não era referido desde então. Wanda, claro, sofre pela morte do irmão e isso faz-me levantar uma questão: será que esta vai tentar trazer Pietro para a sua nova realidade? Teria poderes suficientes para isso? 


Como já tinha referido nas análises anteriores, suspeito que o clima alegre e cómico da série não vai durar muito mais. Wanda vive, neste momento, numa bolha criada por si devido à sua incapacidade de lidar com a dor da perda. No entanto, cada vez mais vemos que esta bolha também pode ser furada e pode não estar tão longe assim da realidade que esta tenta evitar. No final do episódio temos uma prova disso, com Geraldine a “aterrar” nos tempos atuais, precisamente o que Wanda não quer na sua vida. Resta-nos saber por quanto mais tempo conseguirá a protagonista evitar isso, antes de ter de aceitar a morte do seu amado e de ter de se despedir dele para sempre. Até lá, continuamos a deliciar-nos com o tom cómico com que os protagonistas lidam com as várias décadas e também com as televendas incríveis que, mais uma vez, parecem estar apenas a apelar para acontecimentos negativos, já que novamente temos referências à Hydra, depois de também já termos visto as maravilhosas torradeiras Stark, que remetem a traumas no passado de Wanda Maximoff.
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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