sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

"WandaVision" - Episódio 6 ("All-New Halloween Spooktacular!") em análise

Depois da chegada “surpresa” no episódio anterior de WandaVision, agora temos um episódio que tenta estabelecer novamente uma maior conexão entre Wanda (Elizabeth Olsen) e Pietro (Evan Peters), tendo em conta todo o tempo que passou desde a última vez que se viram – e, claro está, as coisas não estão como antes. Em “All-New Halloween Spooktacular!”, Vision (Paul Bettany) parece mesmo aproveitar essa nova chegada para explorar um pouco os arredores da sua casa, em pleno Halloween (o que o permite andar na rua sem disfarces), chegando mesmo até à tão popular Ellis Avenue, da qual Wanda não quer que ninguém se aproxime. Como sempre nas análises semanais de WandaVision, este artigo contém spoilers!


Este episódio tornou-se rapidamente num dos meus favoritos pelo seu clima inicial ainda mais divertido, já que aproveita a ocasião em que tem lugar – o Dia das Bruxas –, para dar uma maior liberdade às suas personagens. Por este motivo, é capaz de ser aquele que até agora melhor explora os poderes de Wanda, Vision e, claro, também de Pietro, que se diverte a andar de um lado para o outro em alta velocidade a fazer travessuras – e, por este motivo, acabamos por também descobrir os poderes dos gémeos de Wanda: um tem os poderes de Quicksilver, outro consegue praticar telepatia, o que o leva a descobrir que o pai está em sarilhos.

Contrariamente ao que tem acontecido anteriormente, desta vez não tivemos tanto contacto com o que se estava a passar no exterior, no entanto, vimos o impacto que este começa a ter, cada vez mais, na Westview encantada de Wanda, em que as “personagens” parecem começar a ficar fora do seu controlo, tendo em conta a quantidade de imprevistos que lhe têm acontecido. Neste sentido, Vision foi quem teve um maior destaque neste episódio, pois durante a sua saída no Dia das Bruxas deu de caras com várias situações sinistras (uma mulher a fazer o mesmo movimento vezes sem conta, enquanto tem uma lágrima a cair-lhe do canto do olho, e Agnes, completamente destroçada no seu carro, à saída da Ellis Avenue). De facto, o nosso protagonista já começava a suspeitar de algumas coisas, mas as suas intenções de revelar o mistério acabaram por se mostrar mais cedo do que seria de esperar e, neste episódio, Vision caminha até à Ellis Avenue e chega mesmo a sair do perímetro estabelecido por Wanda.


Desde que vi o Vingadores: Infinity War (2018) que não sentia uma sensação tão estranha de curiosidade ao ver um super-herói a caminhar para o desconhecido, mas quando Vision se aproximou do limite da “cidade”, a banda sonora tornou-se épica e senti a pulsação a acelerar, pois sabia que aquilo não podia correr lá muito bem. E assim foi, pois quando este sai começa a despedaçar-se, terminando inanimado no chão, já que ninguém o ajuda, mesmo com os incessantes pedidos de Darcy (Kat Dennings) para o socorrerem. Este momento foi interessante por dois motivos: primeiro porque mostrou a todos no exterior que até o próprio Vision quer sair daquele “sonho”; segundo, porque esta sequência desencadeou outros acontecimentos de grande relevo: desde os já aqui referidos poderes de um dos gémeos (que sentiu que o pai não estava bem), à irritação de Wanda, que aumenta o perímetro da sua “cidade” drasticamente, fazendo com que todos os que a vigiavam do exterior agora também tenham entrado para o seu “circo”. Neste sentido, parece-me que este episódio foi extremamente importante para mudar um pouco o modo como o exterior (que agora será diferente) vai controlar Wanda, se é que isso ainda será possível.

Este foi um episódio que tomou um rumo muito diferente do que seria esperado, já que começou alegre, divertido e terminou com um momento chocante e emotivo, a recordar os últimos momentos de Vision. Pessoalmente, considero que já tinha sido doloroso vê-lo a morrer uma vez, mas agora ver tudo a começar a repetir-se doeu ainda mais! Assim até entendo melhor os motivos de Wanda, mas talvez desta vez tenha o que é preciso para começar a perceber que não está a fazer o correto e que tem de libertar os seus reféns. A ver vamos nos próximos episódios…
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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