segunda-feira, 22 de março de 2021

Primeiras impressões de "O Falcão e o Soldado do Inverno"

Depois de WandaVision, chega-nos agora mais uma série da Marvel ao Disney+, O Falcão e o Soldado do Inverno, que acompanha Sam Wilson, o Falcão (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan), personagens mais ligadas ao universo do Capitão América, que tem um grande impacto neste primeiro episódio (intitulado “New World Order”), cuja linha temporal se situa seis meses após os acontecimentos de Vingadores: Endgame (2019).


Depois da morte do Capitão América, o Falcão torna-se no herdeiro do seu escudo e do seu legado. No entanto, Sam não quer apenas seguir as pisadas do Capitão e acaba por doar o escudo a um museu dedicado à história dos super-heróis, incluindo do próprio Capitão. Infelizmente, mais tarde descobre que a sua decisão não foi acertada, pois o escudo servirá apenas para apresentar um novo Capitão América – e este é o momento em que todos nos lembramos da Darcy a dizer “did they recast Vision?”, mas neste caso: o governo arranjou mesmo um novo Capitão América? Ao mesmo tempo, acompanhamos também Bucky Barnes, que continua a viver no passado, recordando-se de momentos da sua vida dos quais se arrepende.

Depois de WandaVision ter sido tão “fora da caixa”, agora regressamos a um terreno mais estável, mais previsível, mas que ainda assim consegue assegurar que os fãs terão elementos suficientes para se manterem agarrados ao ecrã. Este primeiro episódio não desvendou muito, limitando-se a centrar-se nos seus protagonistas, mas dá um cheirinho de que estamos perante uma série que nos levará a enfrentar inimigos que querem voltar ao momento do “blip” de Thanos, quando grande parte da população desapareceu. Por enquanto, será difícil ainda entender quem é o “vilão”, pois este episódio tenta encontrar uma função e um motivo de viver para os seus protagonistas, que, claramente, ainda estão a sofrer com os acontecimentos de Vingadores: Endgame.


O episódio inicia-se com uma grande sequência de ação, que mostra a qualidade da série e a atenção dada a pequenos pormenores e às coreografias de luta, muito bem elaboradas. Não estamos perante algo tão arriscado como WandaVision, mas estamos ao nível da excelência dos filmes do MCU e, por enquanto, a história até relembra o próprio Capitão América: O Soldado do Inverno (2014). O mundo que nos apresenta já é familiar, mas não deixa de ser apelativo, especialmente para os grandes fãs.

Por fim, este primeiro episódio acentua que há personagens secundárias que conseguem perfeitamente contar as suas histórias e no caso destes dois ainda há muito para contar que ainda não tinha sido explorado no MCU. Depois do desaparecimento dos Vingadores mais populares, agora chega a vez de as personagens secundárias do universo começarem a merecer mais atenção e O Falcão e o Soldado do Inverno parece ser muito capaz de o fazer.
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Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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