terça-feira, 2 de março de 2021

"The Walking Dead" - T.10 Ep. 17 ("Home Sweet Home") em análise

Foi uma longa espera, mas ontem chegou, finalmente, o primeiro dos seis episódios extra da décima temporada de The Walking Dead. “Home Sweet Home” traz-nos o grande regresso de Maggie a Alexandria e também o seu reencontro com o homem que matou o seu grande amor. É um confronto que ainda vai dar pano para mangas, mas por enquanto fica-se por um simples cruzar de olhares. Esta análise contém spoilers!


No episódio anterior (“A Certain Doom”, T.10, Ep.16), já tivemos o regresso de Maggie na série, depois de a atriz que a interpreta ter largado The Walking Dead para apostar num prometido novo sucesso que, afinal, não deu grandes frutos. Regressou, mas o sentimento que os fãs tinham por ela mudou, sentindo-se traídos com a sua saída repentina e a fácil desistência desta série que tem tanto significado para muitos. Dito isto, o regresso de Maggie no episódio anterior foi uma surpresa, mas com um sentimento estranho, pouco impacto, já que mesmo na sua ausência tudo continuou a fazer sentido. Ainda assim, esta apareceu por meros minutos nesse episódio e agora, sim, é-lhe dedicado mais tempo, que esclarece a sua falta na trama principal.

Maggie, como já se sabia, esteve a morar numa outra comunidade ainda por ser apresentada na série – acredita-se que seja a popular Commonwealth, já que esta descreve que esteve num sítio com tecnologias avançadas e onde parece nem haver walkers, como se o mundo tivesse voltado ao normal. Maggie contribuiu também para o crescimento dessa comunidade e percebe-se que é respeitada, tendo-se tornado numa líder para algumas pessoas que a acompanham, como é o caso da personagem “ninja” que referi na análise anterior (cujo nome sabemos agora ser Elijah). Incrivelmente, é ainda de notar que se passaram quatro anos e agora o seu filho, Hershel (uma bonita homenagem ao seu pai), já é crescido.


Depois de chegar a Alexandria, Maggie, juntamente com Daryl e Kelly (que quer procurar Connie, que continua desaparecida), vão buscar os restantes membros do seu grupo. No entanto, chegados ao sítio onde estes tinham ficado dão de caras com um cenário de destruição, que Maggie associa imediatamente aos Ceifeiros – um grupo que é introduzido neste episódio e que “ceifa” tudo por onde passa, espalhando o caos e a destruição. A maior preocupação de Maggie passa a ser encontrar o filho, que estava naquele sítio agora ardido por completo.

O resultado é um episódio tenso. Não sabemos propriamente com o que estão a lidar as personagens, mas sentimos o perigo à espreita. São apresentadas algumas personagens da comunidade de Maggie, mas quase todas são imediatamente apagadas por um membro dos Ceifeiros que depois é capturado e admite que Maggie “foi marcada”, e por isso vai ser perseguida – e se realmente ficar em Alexandria, teremos, certamente, uma nova batalha no terreno com este novo inimigo. Foi uma introdução rápida e eficaz: limitou-se a ter presente uma única personagem desse grupo e mostrou o quão perigosos estes podem ser (já que apenas um conseguiu matar várias pessoas).


No final, claro, tudo começa a melhorar e o pequeno Hershel é mostrado em cima de uma árvore, partilhando das mesmas características visuais do pai (um excelente casting, pelo menos visualmente) e tendo uma interação carinhosa com Maggie, que, ansiosa, depois o leva para Alexandria, que será, então, a nova casa de ambos e de todos os que seguem a liderança de Maggie. Agora, o maior problema é que Negan está precisamente aí – e Hershel conhece a história da morte do pai e perguntou a Maggie “se o homem que o matou foi morto”. Maggie enfrenta grandes dilemas e é difícil saber, por enquanto, o rumo que a série vai seguir, até porque neste momento Negan é uma personagem acarinhada pela maioria dos fãs.

Este foi o primeiro dos seis episódios extra da décima temporada. Muito se tem especulado acerca do que poderá ser o tema dos próximos, mas sabe-se que o último abordará a história de Negan antes do apocalipse. Terá isso alguma ligação com o presente da série? Por várias vezes, as personagens recordam-se das suas vidas nos momentos de morte, mas será isso o que vai acontecer? Resta-nos esperar para saber!
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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