domingo, 21 de março de 2021

"The Walking Dead" - T.10 Ep. 19 ("One More") em análise

No terceiro dos seis episódios extra da décima temporada de The Walking Dead acompanhamos Aaron e o Padre Gabriel, enquanto estes exploram várias zonas definidas num mapa de Maggie. O nome do episódio – “One More” – deriva do facto de todos esses locais estarem vazios (apenas com mortos-vivos) e o Padre insistir em visitar sempre mais um… Até que descobrem um local bem preservado que não constava nesse mapa. A dupla opta por explorar aquele local e encontra um espaço que parece estar desabitado, mas que, claramente, teve gente recentemente. Há comida, bebida (uma garrafa de vinho muito cara) e uma zona onde podem descansar antes de partirem novamente à descoberta. No entanto, o que a uma primeira vista parecia ser um local desabitado, acaba por tornar-se num pesadelo para Aaron e Gabriel, quando aparece um homem perigoso, que os desafia a fazer um “jogo” que poderá levar ao suicídio de um deles.


Assim como tem acontecido nos episódios extra, este volta novamente a focar-se num pequeno núcleo de personagens, neste caso Aaron e Gabriel. São episódios que não juntam muita gente, já que foram filmados em período de pandemia e esta foi a maneira arranjada para manter a segurança. Assim sendo, anteriormente tivemos um episódio focado no regresso de Maggie e depois outro em Daryl, que nos levou a conhecer os anos logo após o desaparecimento de Rick. Agora regressamos ao presente e acompanhamos esta busca por comida que acaba por correr mal.

“One More” é um episódio tenso. Começamos a sentir isso logo no início, quando a dupla encontra alguns cadáveres, pessoas que morreram de mãos dadas e que procuravam ajuda – a determinado momento temos até um pedido de ajuda escrito a giz no chão: “save us”. A proximidade de tudo isto com o armazém que Aaron e Gabe encontram devia ter deixado um alerta vermelho, mas, mesmo assim, estes optam por entrar no espaço, apenas para, mais tarde, serem recebidos da pior maneira possível, por um homem louco que parece já não ter esperança na humanidade.


O “jogo” que Mays (sabemos mais tarde o nome da personagem) obriga Gabriel e Aaron a fazer consegue deixar os fãs arrepiados e ansiosos pelo desfecho desta aventura, que é surpreendente. Se há uma personagem que nunca interessou assim muito aos fãs foi o Padre Gabriel e sente-se que este episódio procura a sua redenção. A meu ver, acentua a sua coragem neste momento (a personagem teve, sem dúvida, um grande desenvolvimento na série, especialmente se recordarmos o seu início), mas não faz com que sintamos mais empatia por ele.

Depois deste “jogo”, chega o momento mais “sentimental”, quando descobrimos o irmão de Mays acorrentado e com a sua família morta, tal como estavam os cadáveres no início do episódio. Gabriel e Aaron soltam-no, mas logo de seguida este suicida-se e depois vemos uma fotografia dos dois irmãos juntos, antes do apocalipse, claramente com um bom convívio. Essa mesma fotografia mostra que até pessoas boas podem tornar-se más apenas para sobreviver.


Este não foi um episódio necessário. Isso é inegável. Sente-se o mesmo que aconteceu com o de Daryl. São episódios bem feitos, mas pouco ou nada acrescentam à história. Por sua vez, o próximo capítulo (“Splinter”) promete apresentar-nos a popular Commonwealth, enquanto acompanha Ezekiel, Yumiko, Eugene e a Princesa, que foram capturados. Será que desta vez já vamos ter um episódio mais relevante para a série num todo?
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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