domingo, 28 de março de 2021

"The Walking Dead" - T.10 Ep. 20 ("Splinter") em análise

Chegamos finalmente à Commonwealth com o episódio desta semana de The Walking Dead, intitulado “Splinter”. Desta vez o foco é a recém-chegada à série Princesa (interpretada por Paola Lázaro). Depois de ter sido capturada juntamente com Eugene, Yumiko e Ezekiel, Princesa encontra-se encurralada e um ato de confiança em tempos desesperados acaba por ser o seu maior erro. Esta análise semanal contém spoilers.


Este é o quarto episódio dos seis extra que pretendem aprofundar as personagens e estabelecer uma ponte para a 11ª temporada que chegará no final do ano. Os episódios anteriores exploraram várias personagens, mas sente-se que tiveram pouco a acrescentar à série num geral, já que nos levaram a conhecer melhor apenas o passado. Desta vez, estamos em pleno presente e começamos a ser introduzidos a uma nova comunidade, no entanto o centro das atenções é, como tem acontecido, uma personagem em particular, sobre a qual ainda tínhamos pouco conhecimento. Assim sendo, o episódio tem um papel fundamental no desenvolvimento da Princesa e no facto de, assim, já nos dar uma maior contextualização sobre a sua personalidade quando a nova temporada começar.

Este é um episódio que se sente um pouco claustrofóbico, já que Princesa está “presa”. É nesse momento que assistimos aos efeitos da pandemia em termos pessoais e psicológicos. Princesa não está bem, parece até louca – vemo-la a imaginar coisas e pessoas e nem sempre é fácil distinguir a ficção da realidade. Esta é uma abordagem que não vemos muito na série e que, na minha opinião, é fundamental. Vemos muito o que aconteceu ao mundo no geral (os mortos tomaram o lugar dos vivos), mas nem sempre vemos o que acontece na mente das personagens – para além da maneira como estes lidam uns com os outros (as relações interpessoais têm um grande papel, mas e o modo como lidamos connosco mesmos?).


Infelizmente, apesar de reconhecer a importância do episódio no que toca ao aprofundamento da personagem, sinto que a maneira como foi apresentado acabou por torná-lo aborrecido, especialmente tendo em conta que também introduz alguns métodos da Commonwealth, nomeadamente as “medidas de segurança” pelas quais os recém-chegados passam. A escrita do episódio sente-se confusa, preguiçosa e também tímida, não querendo investir totalmente na personagem principal e resultando em quarenta minutos de puras ilusões.

Admito que estes episódios extra não me andam a convencer na totalidade. Sei que foram feitos durante a pandemia e que, claro, não houve tanta liberdade, mas os episódios parecem existir apenas para encurtar o espaço de tempo entre temporadas. Agora que já estamos quase no fim começa a aproximar-se o aguardado episódio sobre Negan, mas antes, nesta segunda-feira, voltamos a acompanhar Daryl e Carol. O que será que nos reserva a história desta vez?
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

Sem comentários:

Enviar um comentário