sexta-feira, 2 de abril de 2021

"The Walking Dead" - T.10 Ep. 21 ("Diverged") em análise

Se andam a acompanhar as minhas recentes análises semanais de The Walking Dead, certamente já perceberam o meu aborrecimento quando vejo os episódios extra desta décima temporada. Entendo perfeitamente a importância de cada um destes capítulos no que toca ao desenvolvimento das personagens, especialmente quando são abordados recém-chegados como no episódio anterior, em que Princesa e o seu estado mental foram o foco de todas as atenções. No entanto, não consigo deixar de pensar que estão apenas a “encher chouriços”. Antes de este lote ter sido lançado, Angela Kang afirmou que os fãs não iam sequer pensar que estes episódios estavam a ser feitos durante a pandemia, pois a qualidade ia manter-se. Neste momento, posso apenas discordar: percebe-se que foram feitos durante a pandemia pelo simples facto de nem juntarem grandes grupos numa só cena. Até aí tudo bem, o problema é que algumas personagens a solo na série parecem já ter esgotado o seu tempo de interesse no grande ecrã. E, infelizmente, é o que tenho achado, por exemplo, de Carol, que foi uma das protagonistas deste episódio.


Em “Diverged”, acompanhamos Carol e Daryl, que, no seguimento do episódio “Find Me” (em que ficámos a saber que Daryl teve uma relação em segredo), decidem separar-se e seguir caminhos diferentes – apenas para no final voltarem a reencontrar-se. Daryl segue um caminho e Carol, juntamente com cão, regressa a Alexandria. Em casa, Carol quer fazer uma sopa, mas Cão acaba por atrapalhá-la, ao derrubar alguns alimentos depois de se aperceber que existe uma ratazana por perto. Então, o episódio desenrola-se numa tentativa de Carol capturar a ratazana e de conseguir cozinhar. Sim, chegámos a este ponto na série, em que um episódio inteiro anda ao redor de uma personagem a querer cozinhar.

“Diverged” foi aborrecido e sem sentido. Não conseguiu desenvolver nenhuma das personagens apresentadas, até porque neste momento já conhecemos demasiado bem Carol e Daryl. Então, qual foi o objetivo deste episódio? Infelizmente, não vos sei dizer… Suponho que o objetivo foi simplesmente mostrar que a amizade de Daryl e Carol encontra-se extremamente frágil, ao ponto de estes quererem seguir caminhos distintos, mas se no final voltam a reencontrar-se, então para que serviram os 43 minutos de episódio em que nada (mas mesmo nada!) aconteceu?


Tenho de admitir que neste momento estou perto de atingir o meu limite de razoabilidade com a série. Já senti isto algumas vezes, quando começo a pensar que os episódios são apenas filler, mas agora gostaria mais que não houvesse mesmo episódios. Era preferível simplesmente esperar pela chegada da 11ª temporada do que assistir à série a degradar-se com episódios que quase caem no ridículo e que não conseguem sequer ser coerentes com o que o resto da temporada nos mostrou. Mas, enfim, resta apenas mais um e para este as expectativas são altas, já que nos vai revelar o passado de Negan e a sua relação com a verdadeira Lucille.
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

Sem comentários:

Publicar um comentário