sábado, 15 de maio de 2021

"Godzilla vs. Kong" em análise

Ena, quem diria que iríamos chegar a isto, que iríamos rever uma das mais velhas rivalidades cinematográficas atualizada em tempos modernos no cinema? Godzilla volta arrebatador como nunca, juntamente com um gorila de Skull Island, Kong, e ambos dão um espetáculo que merece ser visto no maior ecrã possível, e, tendo em conta a receção e bilheteira do mesmo, muitas pessoas acreditaram que era mesmo a melhor opção.


Claro que havia a opção para muitos de ver Godzilla vs. Kong no conforto dos seus sofás, mas nós tivemos direito a ver o filme no seu grande esplendor, e, apesar da longa espera, valeu a pena! Grande fã destas duas bestas que eu sou – como muitos de vós que seguem o blog já devem saber – vê-lo foi quase como um sonho realizado, e cá estou eu, feliz, empolgado, por finalmente ter visto este confronto que já ansiava há muito por ver.

Falando já em coisas negativas, e o mais habitual neste tipo de filme, são as personagens simples. Não que isso seja problema para mim, eu já vi tudo o que havia para ver de sequelas de Godzilla e sei perfeitamente para aquilo que vou quando vou ver um filme desta escala, mas, apesar de serem assim, conseguem ter o mínimo de personalidade para nos levarem pelo filme adentro.


Assim também dizendo, a história é igualmente banal, apesar de continuar a seguir temas que já tinham sido pré-estabelecidos noutros filmes do MonsterVerse. O elo estranho é o como o mundo evoluiu em tão pouquíssimo tempo: com “carros” voadores, entre outras coisas que se veriam num futuro um pouco mais distante do que apenas meros anos passados desde os acontecimentos de Godzilla King of Monsters. Não que seja suposto levar toda esta trama a sério, porque, honestamente, o que nos interessa é ver um lagarto e um gorila gigantes a confrontarem-se um com o outro, não é? E, Deus, como o filme consegue mesmo dar-nos isso! Sente-se todo o tipo de movimentos feitos por estes titãs, desde uma pata a ir ao chão, ao murro que um dá no focinho do outro. Visualmente e sonoramente o filme vende todo o seu épico.

Os efeitos especiais nunca estiveram tão bons quanto aqui. Vê-se que ganharam muito mais confiança no que diz respeito a mostrá-los em tempo mais luminosos, quando, normalmente, optam por cenários noturnos para ser mais fácil de esconder alguns efeitos mais pobres. Mas este sem dúvida que tem efeitos especiais estupendos, e os cenários foram muito bem pensados, especialmente o da cidade de Hong Kong noturna, onde utilizam néon para iluminar a maior parte da cena.


Para elevar ainda mais a coisa temos a banda sonora de Tom Holkenborg, ou Junkie XL, seguindo as pisadas da estrondosa banda sonora de Bear McCready. Enquanto a anterior fazia as criaturas e as suas aparições divindades catastróficas, este parece pegar nessa sonoridade destrutiva e mantê-la no mesmo nível, atenuando ainda mais as cenas em que se encontra.

Godzilla vs Kong não é, claramente, o melhor filme do ano, mas pode muito bem ser o melhor blockbuster. Tem de tudo para ser um bom filme de entretenimento, e vende por completo o título que nos é dado. O prometido é devido, e este duelo de titãs foi tudo o que um fã, como eu, podia desejar. E, parece-me, que até aqueles que não são fãs conseguiram tirar algum proveito do mesmo.

7/10
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Apreciador e colecionador de jogos e, principalmente, filmes desde a minha infância, possivelmente tendo começado o louvor de cinéfilo depois de repetir quinhentas vezes a VHS alugada no Videorama do filme Spider-Man (2002) de Sam Raimi.

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