quinta-feira, 10 de junho de 2021

Primeiras impressões de "Loki" (Episódio 1 - "Glorious Purpose)

Depois do sucesso de WandaVision e de O Falcão e o Soldado de Inverno, chegou agora mais uma série do MCU ao Disney+: Loki, cujos acontecimentos no primeiro episódio – o único lançado até ao momento – tomam lugar no exato momento em que o “Deus da Mentira” foge com o Tesseract, como foi apresentado em Vingadores: Endgame (2019). Tom Hiddleston retoma o seu icónico papel e desta vez é o protagonista, no entanto esta série, assim como já fica bastante explícito, vem dar um toque mais sensível à personagem, mas mantendo o seu já característico humor.


A fasquia está alta, depois da qualidade das duas séries anteriores. WandaVision começou com um tom cómico muito distinto e à medida que os episódios iam passando ia-se tornando cada vez mais negra; O Falcão e o Soldado de Inverno não escapou tanto às normas do MCU e manteve o tom dos filmes do Capitão América, mas ainda assim conseguiu surpreender ao apresentar novas personagens e a desenvolver ainda mais os seus protagonistas, que já eram acarinhados pelos fãs. Agora, Loki inicia-se com um tom diferente, mas não tão diferente quanto WandaVision. Digamos que é diferente nos seus cenários, nas suas cores e iluminação. É um tanto claustrofóbico, mas entende-se perfeitamente que os próximos episódios poderão ser muito diferentes.

Em “Glorious Purpose”, acompanhamos a chegada de Loki a um espaço chamado AVT – Autoridade de Variação Temporal, depois de um “grande mal-entendido”, após a sua fuga com o Tesseract. Já neste espaço, Loki é considerado uma “variante” e um perigo para a “linha temporal sagrada” que, basicamente, é o tempo dos acontecimentos que vimos em Os Vingadores (incluindo tudo aquilo que estes enfrentaram = Thanos). Ou seja: Loki vai claramente abordar paralelismos e o tão aguardado multiverso da Marvel. Este primeiro episódio mostra-nos que há várias linhas temporais a acontecer ao mesmo tempo, mas que há uma de maior importância e que não deve ser alterada. Com isto, ao fugir com o Tesseract, Loki acabou por influenciar a “linha sagrada”. Confuso? De facto, pode parecer um pouco confuso, mas parece-me que assim que chegar o segundo episódio vai tornar-se menos complicado, uma vez que este primeiro capítulo tem o grande propósito de apresentar a AVT. Pelos acontecimentos que se seguem, à partida Loki já vai andar a brincar com o tempo nos próximos capítulos.


Este foi um primeiro episódio muito inteligente. Fez um bom trabalho ao apresentar uma nova realidade e a explicar a existência de várias linhas temporais e, acima de tudo, conseguiu dar um maior interesse à personagem de Loki: vemos o seu lado mais humano ao assistir a uma retrospetiva da sua vida (incluindo coisas que ainda não aconteceram) e ainda conseguimos ficar surpreendidos ao ver as suas artimanhas e neste sentido a Marvel fez um trabalho brilhante ao associá-lo ao famoso rapto de um avião por um desconhecido, depois chamado de D. B. Cooper. O “Deus da Mentira e das Ilusões” promete muitas mais artimanhas ao longo dos seis episódios que compõem esta série.

A partir de agora, chegam novos episódios todas as quartas-feiras. Este primeiro episódio promete lidar com coisas de grande importância para o MCU e pegar numa personagem como o Loki para nos fazer a apresentação de tudo isso poderá levar a uma série cómica, mas também dramática, tendo em conta o tal momento de retrospetiva da vida do protagonista. Para além disso, esta série também questiona se todas as mortes nos Vingadores eram mesmo necessárias, mas, certamente, Loki irá esclarecer isso em breve – com recurso a pisa-papéis.
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Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

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