quinta-feira, 15 de julho de 2021

"Viúva Negra" em análise

A espera terminou. Depois de um ano, em que o mundo mudou drasticamente, o mais recente filme do MCU teve a sua estreia no grande ecrã na passada quinta-feira (e também já no Disney+ com acesso premium por um custo adicional). A espera foi longa, não apenas pelo adiamento devido à pandemia, mas também porque se sentia que esta personagem da Marvel já devia ter tido o seu filme a solo há muito mais tempo. Viúva Negra não aparece aqui como uma sequela, mas volta atrás no tempo, recuando, inicialmente, até à infância de Natasha Romanoff e depois até aos acontecimentos após Capitão América: Guerra Civil (2016), levando-nos também a viajar até Budapeste, onde ficamos a conhecer a “família” da Viúva Negra.


Este é um thriller de espionagem, bastante distinto do que por norma vemos no MCU, que acompanha Natasha Romanoff (interpretada, como sempre, por Scarlett Johansson) num confronto com o seu passado sombrio. Esta começa a ser perseguida por uma força – o misterioso vilão Tasksmaster – tão forte quanto ela e que parece não ter intenções de parar enquanto não a destruir. Para o derrotar, Natasha tem de regressar às suas origens e reencontrar-se com a sua antiga “família”, há muito separada.

Viúva Negra inicia-se com um tom sério, contando um pouco as origens da personagem, levando-nos a conhecer o treino pelo qual esta passou e os efeitos que isso teve na sua vida. A sequência inicial é interessante, uma vez que nos mostra como tudo mudou tão rápido na sua vida – passando de algo aparentemente feliz para um trauma. É o suficiente para sermos apresentados às novas três personagens que marcaram a vida de Natasha: Yelena Belova (interpretada por Florence Pugh), Alexei (David Harbour) e Melina (Rachel Weisz), que com ela formavam uma falsa família.


Este é o primeiro filme da fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel e apesar de se focar numa personagem que à partida não voltará a aparecer – a Viúva Negra, que se sacrificou em Vingadores: Endgame (2019) –, consegue apresentar um novo núcleo de personagens que poderá ainda ter um certo impacto nos futuros filmes, com destaque para Yelena, interpretada por Florence Pugh, que quase se torna na grande estrela deste filme – por vezes parece até eclipsar um pouco a própria Scarlett, talvez por ser novidade, mas a verdade é que Florence traz um certo brilho a esta nova personagem e consegue interpretá-la de uma forma carismática e divertida.

O argumento não é dos mais originais, especialmente no que toca ao vilão, cuja identidade estava até agora guardada a sete chaves. Sem querer fazer grandes revelações, achei esta personagem fraca e até mesmo entediante, parecendo-me que pouco acrescenta à narrativa, uma vez que aparece apenas por alguns minutos e não se sente ser uma grande ameaça para as protagonistas. É um vilão que vive mais pela curiosidade do espectador de descobrir a sua verdadeira identidade. E quando isso acontece, é tão óbvio que nem o fator-surpresa contribui para que se torne interessante.


Viúva Negra é um bom filme, especialmente pelos seus atores. Temos aqui uma Scarlett Johansson a interpretar a sua personagem melhor que nunca e com muito mais confiança e uma Florence Pugh a estrear-se com uma grande garra. A história é que podia ser muito melhor, e o mesmo acontece com as sequências de ação – as coreografias podiam ter sido mais elaboradas e o CGI também podia ser melhor em algumas sequências (ainda que, pessoalmente, tenha adorado a “queda livre” no IMAX 3D). É um bom filme… O problema é que podia ter sido muito melhor. Não deixa, claro, de ser uma boa entrada nesta fase 4 e deixa a promessa do retorno de algumas das suas personagens mais marcantes. E promete mesmo que esse regresso vai ser grandioso!

7/10
QUEM ESCREVEU ESTE ARTIGO?

Um grilo falante que lê livros, vê filmes e coleciona figuras e outras tralhas. Tenho um grande gosto pelos grandes clássicos e pelas animações. Na minha lista de longa-metragens favoritas estão E Tudo o Vento Levou (1939), Cinema Paradiso (1988), Forrest Gump (1994) e La La Land (2016).

1 comentário:

  1. Quero tanto ver esse filme! Pena que ainda não possa ir ao cinema devido ao trabalho... :(



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